Apesar da quantidade expressiva de livros de autores novos que vem sendo publicados nos últimos anos, grande parte publicada às expensas do próprio autor, existem muitos escritores, a maioria sem nenhum livro publicado ainda, com seus originais à procura de uma editora ou de uma maneira alternativa de publicar sua obra. Para muitos, o custo da edição de um livro não é compatível com suas posses, e custear o próprio livro pode ser uma grande decepção, pois a qualidade do conteúdo pode não ser a ideal, o que é comum, e as vendas podem não acontecer.
E as editoras, cada vez mais têm menos disposição em investir em autores novos, coisa que significa arriscar recursos que poderiam ir para uma reedição de livro de sucesso, de livro de autor conhecido ou de um título importado com venda garantida.
Mas voltando a falar da qualidade do conteúdo, uma alternativa para conseguir a publicação de um livro - e de quebra a avaliação de quem entende do assunto - quase sempre - é a participação em concursos literários. Para os escritores novos, que estão com a gaveta cheia e produzindo mais, qualquer que seja o gênero, a melhor maneira de ter a qualidade da sua obra reconhecida - se essa qualidade existir, é claro - é ficar atento a todos os concursos que aparecerem e participar: enviar um, dois, três textos, um livro inteiro, conforme for solicitado.
Mesmo que o prêmio não seja a publicação de um livro, mesmo que seja apenas um certificado, um troféu, a participação em uma antologia, o escritor deve participar. Não deve pagar taxas de inscrição exorbitantes, mas devem participar. No que diz respeito a participação em antologia, quando for o caso, atenção: não pague para entrar nela. Se o concurso oferece a publicação em antologia, não há o que cobrar, pois é prêmio. Se tentarem cobrar, o concurso não é honesto, é apenas fachada para vender páginas em antologias que não têm qualidade nenhuma, via de regra, pois não há seleção.
O fato de ter um trabalho ou uma seleção de textos classificado e premiado, seja qual for o prêmio, indica que o autor está no caminho certo, que a sua obra deve ter alguma qualidade e que ele terá boas chances em outros certames. Esse reconhecimento dá mais segurança para que haja continuidade na produção. E sabemos que quanto mais praticamos, mais poderemos melhorar no que fazemos.
Se o prêmio for a publicação de um livro, tanto melhor, teremos reconhecido o nosso talento e teremos o ponto de partida, qual seja a nossa obra na praça. Por isso, é interessante ficar de olho nos concursos que aparecem e participar daqueles que contemplam os gêneros que praticamos.
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
CANCELAMENTO DE PRÊMIO E LIVROS REDISTRIBUÍDOS
Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – Http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )
Tenho escrito sobre prêmios literários, ultimamente e volto ao assunto porque aconteceu uma coisa que me chamou a atenção, nesta semana que passou. Os jurados do concurso Cruz e Sousa, aqui da nossa bela e Santa Catarina, que pelo menos nesta iniciativa está empregando bem os nosso rico dinheirinho dos impostos, dando oportunidade a novos escritores da terrinha de chegar até o público leitor, cancelou o prêmio dado ao terceiro lugar da categoria nacional, porque o autor havia publicado partes do obra na internet antes de sair o resultado. Acho justo. Se é para a obra ser rigorosamente inédita, uma vez concorrendo, precisamos cuidar e atentar para concorrer sem problemas. De maneira que não há mais terceiro lugar.
E mudando um pouco, lá vou eu bater na mesma tecla já batida tantas vezes. O livro do Cristóvão Tezza, do qual foram comprados milhares de exemplares, pelo governo do Estado “para distribuir aos alunos do segundo grau” (que boazinha, essa Secretaria de Estado da Cultura) das escolas públicas catarinenses, tinham sido recolhidos, pois descobriu-se, depois de feita a compra e distribuídos, que continha linguagem imprópria para aquela faixa de idade, lembram-se?
Pois li notícia, nos jornais, no último final de semana, divulgando que os referidos livros foram redistribuídos às bibliotecas municipais de todo o Estado. Acho ótimo que o livro tenha ido reforçar o acervo das nossas bibliotecas. Mas cento e trinta mil exemplares para duzentos e algumas bibliotecas? Não vai entupir algumas delas com tantos exemplares de um mesmo livro? Cá pra nós, acho que cerca de seiscentos exemplares de um mesmo livro para uma biblioteca, principalmente para uma biblioteca pequena, de uma pequena cidade catarinense, é um pouco de exagero. Se fossem seiscentos livros distintos, diferentes um do outro, tudo bem, seria um enriquecimento notável para qualquer biblioteca.
Mas enfim... É o dinheiro do contribuinte, mesmo, para que comprar seiscentas obras distintas para diversificar o acervo de todas as bibliotecas municipais, se podiam comprar exemplares do mesmo livro e beneficiar uma mesma editora, apenas um autor, e sei lá mais quem?
E viva a cultura “oficial”. Enquanto isso, o Edital da Fundação Catarinense de Cultura abriu (e fechou) no mês passado para a seleção de 10 (dez) obras para distribuição às bibliotecas municipais de Santa Catarina. Mas serão comprados apenas 300 (trezentos) exemplares de cada obra selecionada, pela metade do preço de capa. Quer dizer: um exemplar, apenas, de cada livro, para cada biblioteca.
Nenhuma diferença perceptível, não é mesmo?
Tenho escrito sobre prêmios literários, ultimamente e volto ao assunto porque aconteceu uma coisa que me chamou a atenção, nesta semana que passou. Os jurados do concurso Cruz e Sousa, aqui da nossa bela e Santa Catarina, que pelo menos nesta iniciativa está empregando bem os nosso rico dinheirinho dos impostos, dando oportunidade a novos escritores da terrinha de chegar até o público leitor, cancelou o prêmio dado ao terceiro lugar da categoria nacional, porque o autor havia publicado partes do obra na internet antes de sair o resultado. Acho justo. Se é para a obra ser rigorosamente inédita, uma vez concorrendo, precisamos cuidar e atentar para concorrer sem problemas. De maneira que não há mais terceiro lugar.
E mudando um pouco, lá vou eu bater na mesma tecla já batida tantas vezes. O livro do Cristóvão Tezza, do qual foram comprados milhares de exemplares, pelo governo do Estado “para distribuir aos alunos do segundo grau” (que boazinha, essa Secretaria de Estado da Cultura) das escolas públicas catarinenses, tinham sido recolhidos, pois descobriu-se, depois de feita a compra e distribuídos, que continha linguagem imprópria para aquela faixa de idade, lembram-se?
Pois li notícia, nos jornais, no último final de semana, divulgando que os referidos livros foram redistribuídos às bibliotecas municipais de todo o Estado. Acho ótimo que o livro tenha ido reforçar o acervo das nossas bibliotecas. Mas cento e trinta mil exemplares para duzentos e algumas bibliotecas? Não vai entupir algumas delas com tantos exemplares de um mesmo livro? Cá pra nós, acho que cerca de seiscentos exemplares de um mesmo livro para uma biblioteca, principalmente para uma biblioteca pequena, de uma pequena cidade catarinense, é um pouco de exagero. Se fossem seiscentos livros distintos, diferentes um do outro, tudo bem, seria um enriquecimento notável para qualquer biblioteca.
Mas enfim... É o dinheiro do contribuinte, mesmo, para que comprar seiscentas obras distintas para diversificar o acervo de todas as bibliotecas municipais, se podiam comprar exemplares do mesmo livro e beneficiar uma mesma editora, apenas um autor, e sei lá mais quem?
E viva a cultura “oficial”. Enquanto isso, o Edital da Fundação Catarinense de Cultura abriu (e fechou) no mês passado para a seleção de 10 (dez) obras para distribuição às bibliotecas municipais de Santa Catarina. Mas serão comprados apenas 300 (trezentos) exemplares de cada obra selecionada, pela metade do preço de capa. Quer dizer: um exemplar, apenas, de cada livro, para cada biblioteca.
Nenhuma diferença perceptível, não é mesmo?
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domingo, 12 de julho de 2009
CONCURSO, TALENTO E FRONTEIRAS
Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – Http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )
Falei recentemente dos concursos literários como oportunidade para os novos, falei do regionalismo que restringe a disseminação da literatura, falei das publicações literárias que já não existem mais como em outros tempos – poderíamos até colocar a culpa na internet, mas que meio de divulgação mais democrático e barato existe do que ela?
Eu estava pra voltar a falar de concursos, na verdade do Prêmio Cruz e Sousa, mais especificamente dos novos talentos literários aqui da terra que foram descobertos por ele.
Então, coincidência ou não, recebo e-mail de uma leitora do meu blog Crônica do Dia, a Thamires, em que ela me manda notícias do Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura, que entregou, no dia 8 de julho, R$ 212.000,00 a quatro escritores brasileiros. Luiz Fernando Veríssimo, gaúcho, foi premiado pelo conjunto da obra. Na categoria Ficção, um mineiro foi o vencedor com um romance e na categoria Poesia quem ganhou foi um cearense. O quarto prêmio é o da categoria “Jovem Escritor Mineiro”, que financia a produção de uma obra, ou seja: o escritor recebe um “salário” durante seis meses para dedicação exclusiva ao trabalho de escrever seu livro.
Como já escrevi em outra crônica, grandes concursos como estes possibilitam a leitura e avaliação das obras por pessoas do meio, habilitadas para isso, trazendo à tona bons autores, que sem essa oportunidade ficariam no anonimato, com a obra engavetada.
O Prêmio Cruz e Souza, aqui em Santa Catarina, acabou de premiar seis escritores, desta vez autores de romances. O concurso tem duas categorias, nacional e estadual e três autores catarinenses terão seus livros publicados, além de receber prêmio em dinheiro. Um já era conhecido, mas outros dois são revelados com a concorrência no Cruz e Sousa, emergindo pelo seu talento.
Numa época em que é tão difícil um escritor conseguir editora que publique seu primeiro livro, o concurso é, talvez, a melhor maneira para conseguir reconhecimento e consequente publicação, se tiver valor, é claro.
Os jurados do Prêmio Cruz e Sousa indicaram para publicação, isto é, acharam que têm qualidade para irem à publico, dezenas de romances que concorreram, quase metade deles de Santa Catarina. Isso significa meio caminho andado para os autores, pois já têm avaliação positiva das suas obras e podem entregar às editoras os seus romances com aval de autoridades do ramo.
E assim acontece a renovação da literatura catarinense, a renovação da literatura brasileira. O Prêmio Cruz e Sousa, assim como Prêmio Governo de Minas Gerais, o Prêmio Cidade de Manaus e alguns outros, possibilitam, por pouco que seja, a projeção das obras além do Estado onde foram produzidas, além do regionalismo a que elas poderiam se restringir. E mais do que o prêmio em dinheiro, este é o maior prêmio que o novo autor pode desejar.
Falei recentemente dos concursos literários como oportunidade para os novos, falei do regionalismo que restringe a disseminação da literatura, falei das publicações literárias que já não existem mais como em outros tempos – poderíamos até colocar a culpa na internet, mas que meio de divulgação mais democrático e barato existe do que ela?
Eu estava pra voltar a falar de concursos, na verdade do Prêmio Cruz e Sousa, mais especificamente dos novos talentos literários aqui da terra que foram descobertos por ele.
Então, coincidência ou não, recebo e-mail de uma leitora do meu blog Crônica do Dia, a Thamires, em que ela me manda notícias do Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura, que entregou, no dia 8 de julho, R$ 212.000,00 a quatro escritores brasileiros. Luiz Fernando Veríssimo, gaúcho, foi premiado pelo conjunto da obra. Na categoria Ficção, um mineiro foi o vencedor com um romance e na categoria Poesia quem ganhou foi um cearense. O quarto prêmio é o da categoria “Jovem Escritor Mineiro”, que financia a produção de uma obra, ou seja: o escritor recebe um “salário” durante seis meses para dedicação exclusiva ao trabalho de escrever seu livro.
Como já escrevi em outra crônica, grandes concursos como estes possibilitam a leitura e avaliação das obras por pessoas do meio, habilitadas para isso, trazendo à tona bons autores, que sem essa oportunidade ficariam no anonimato, com a obra engavetada.
O Prêmio Cruz e Souza, aqui em Santa Catarina, acabou de premiar seis escritores, desta vez autores de romances. O concurso tem duas categorias, nacional e estadual e três autores catarinenses terão seus livros publicados, além de receber prêmio em dinheiro. Um já era conhecido, mas outros dois são revelados com a concorrência no Cruz e Sousa, emergindo pelo seu talento.
Numa época em que é tão difícil um escritor conseguir editora que publique seu primeiro livro, o concurso é, talvez, a melhor maneira para conseguir reconhecimento e consequente publicação, se tiver valor, é claro.
Os jurados do Prêmio Cruz e Sousa indicaram para publicação, isto é, acharam que têm qualidade para irem à publico, dezenas de romances que concorreram, quase metade deles de Santa Catarina. Isso significa meio caminho andado para os autores, pois já têm avaliação positiva das suas obras e podem entregar às editoras os seus romances com aval de autoridades do ramo.
E assim acontece a renovação da literatura catarinense, a renovação da literatura brasileira. O Prêmio Cruz e Sousa, assim como Prêmio Governo de Minas Gerais, o Prêmio Cidade de Manaus e alguns outros, possibilitam, por pouco que seja, a projeção das obras além do Estado onde foram produzidas, além do regionalismo a que elas poderiam se restringir. E mais do que o prêmio em dinheiro, este é o maior prêmio que o novo autor pode desejar.
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quarta-feira, 8 de julho de 2009
CONCURSOS LITERÁRIOS E OPORTUNIDADE
Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )
Apesar da quantidade expressiva de livros de autores novos que vem sendo publicados nos últimos anos, grande parte publicada às expensas do próprio autor, existem muitos escritores, a maioria sem nenhum livro publicado ainda, com seus originais à procura de uma editora ou de uma maneira alternativa de publicar sua obra. Para muitos, o custo da edição de um livro não é compatível com suas posses, e custear o próprio livro pode ser uma grande decepção, pois a qualidade do conteúdo pode não ser a ideal, o que é comum, e as vendas podem não acontecer. E as editoras, cada vez mais têm menos disposição em investir em autores novos, coisa que significa arriscar recursos que poderiam ir para uma reedição de livro de sucesso, de livro de autor conhecido ou de um título importado com venda garantida.
Já existe, no Brasil, uma editora que publica e imprime o livro sob demanda, sem nenhuma despesa para o autor. Mas o preço final do livro fica um pouco caro, sem contar que há o valor da remessa. E não há seleção ou avaliação, por parte dos editores, o que significa que o conteúdo pode não ser uma obra-prima.E já que falamos de qualidade do conteúdo, uma alternativa para conseguir a publicação de um livro – e de quebra a avaliação de quem entende do assunto – quase sempre - é a participação em concursos literários. Para os escritores novos, que estão com a gaveta cheia e produzindo mais, qualquer que seja o gênero, a melhor maneira de ter a qualidade da sua obra reconhecida – se essa qualidade existir, é claro – é ficar atento a todos os concursos que aparecerem e participar: enviar um, dois, três textos, um livro inteiro, conforme for solicitado. Mesmo que o prêmio não seja a publicação de um livro, mesmo que seja apenas um certificado, um troféu, a participação em uma antologia, o escritor deve participar. Não deve pagar taxas de inscrição exorbitantes, mas deve participar. No que diz respeito à participação em antologia, quando for o caso, atenção: não pague para entrar nela. Se o concurso oferece a publicação em antologia, não há o que cobrar, pois é prêmio. Se tentarem cobrar, o concurso não é honesto, é apenas fachada para vender páginas em antologias que não têm qualidade nenhuma, via de regra, pois não há seleção.O fato de ter um trabalho ou uma seleção de textos classificados e premiados, seja qual for o prêmio, indica que o autor está no caminho certo, que a sua obra deve ter alguma qualidade e que ele terá boas chances em outros certames. Esse reconhecimento dá mais segurança para que haja continuidade na produção. E sabemos que quanto mais praticamos, mais poderemos melhorar no que fazemos.Se o prêmio for a publicação de um livro, tanto melhor, teremos reconhecido o nosso talento e teremos o ponto de partida, qual seja a nossa obra em circulação. Por isso, é interessante ficar de olho nos concursos que aparecem e participar daqueles que contemplam os gêneros que praticamos.
O Prêmio Cruz e Sousa, aqui de Santa Catarina, teve o seu resultado recentemente e distribuiu cento e sessenta mil reais entre autores de seis romances: os três melhores na categoria nacional e os três melhores na categoria catarinense. Além do prêmio em dinheiro, as respectivas obras serão publicadas pela Fundação Catarinense de Cultura. Não é uma boa oportundiade? É assim que vão se revelando talentos.
Apesar da quantidade expressiva de livros de autores novos que vem sendo publicados nos últimos anos, grande parte publicada às expensas do próprio autor, existem muitos escritores, a maioria sem nenhum livro publicado ainda, com seus originais à procura de uma editora ou de uma maneira alternativa de publicar sua obra. Para muitos, o custo da edição de um livro não é compatível com suas posses, e custear o próprio livro pode ser uma grande decepção, pois a qualidade do conteúdo pode não ser a ideal, o que é comum, e as vendas podem não acontecer. E as editoras, cada vez mais têm menos disposição em investir em autores novos, coisa que significa arriscar recursos que poderiam ir para uma reedição de livro de sucesso, de livro de autor conhecido ou de um título importado com venda garantida.
Já existe, no Brasil, uma editora que publica e imprime o livro sob demanda, sem nenhuma despesa para o autor. Mas o preço final do livro fica um pouco caro, sem contar que há o valor da remessa. E não há seleção ou avaliação, por parte dos editores, o que significa que o conteúdo pode não ser uma obra-prima.E já que falamos de qualidade do conteúdo, uma alternativa para conseguir a publicação de um livro – e de quebra a avaliação de quem entende do assunto – quase sempre - é a participação em concursos literários. Para os escritores novos, que estão com a gaveta cheia e produzindo mais, qualquer que seja o gênero, a melhor maneira de ter a qualidade da sua obra reconhecida – se essa qualidade existir, é claro – é ficar atento a todos os concursos que aparecerem e participar: enviar um, dois, três textos, um livro inteiro, conforme for solicitado. Mesmo que o prêmio não seja a publicação de um livro, mesmo que seja apenas um certificado, um troféu, a participação em uma antologia, o escritor deve participar. Não deve pagar taxas de inscrição exorbitantes, mas deve participar. No que diz respeito à participação em antologia, quando for o caso, atenção: não pague para entrar nela. Se o concurso oferece a publicação em antologia, não há o que cobrar, pois é prêmio. Se tentarem cobrar, o concurso não é honesto, é apenas fachada para vender páginas em antologias que não têm qualidade nenhuma, via de regra, pois não há seleção.O fato de ter um trabalho ou uma seleção de textos classificados e premiados, seja qual for o prêmio, indica que o autor está no caminho certo, que a sua obra deve ter alguma qualidade e que ele terá boas chances em outros certames. Esse reconhecimento dá mais segurança para que haja continuidade na produção. E sabemos que quanto mais praticamos, mais poderemos melhorar no que fazemos.Se o prêmio for a publicação de um livro, tanto melhor, teremos reconhecido o nosso talento e teremos o ponto de partida, qual seja a nossa obra em circulação. Por isso, é interessante ficar de olho nos concursos que aparecem e participar daqueles que contemplam os gêneros que praticamos.
O Prêmio Cruz e Sousa, aqui de Santa Catarina, teve o seu resultado recentemente e distribuiu cento e sessenta mil reais entre autores de seis romances: os três melhores na categoria nacional e os três melhores na categoria catarinense. Além do prêmio em dinheiro, as respectivas obras serão publicadas pela Fundação Catarinense de Cultura. Não é uma boa oportundiade? É assim que vão se revelando talentos.
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quarta-feira, 20 de maio de 2009
PRÊMIO LITERÁRIO EM RISCO
Por Luiz Carlos Amorim (escritor – Http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )
O edital dos IV Prêmios Literários Cidade de Manaus (2009), de abrangência nacional, um dos concursos mais importantes do país, que tem dado prêmio em dinheiro e publicação da obra para dezesseis categorias, saiu no final de 2008. O regulamento do concurso é muito claro, bem organizado, com todas as informações que se fazem necessárias. Lá consta o prazo para enviar os trabalhos, que expirou em 30 de abril e o endereço para a remessa, além de todo o resto.
Eu preparei o meu trabalho como instruído no regulamento, envelopei tudo dentro dos conformes e enviei ao endereço constante do edital. Isso no início de março. E dei sorte em mandar cedo, pois um mês depois o envelope estava de volta à minha casa, com o carimbo do correio de Manaus registrando apenas “Mudou-se”.
Tentei entrar em contato com o Conselho Municipal de Cultura de Manaus, promotores do concurso, mas com o telefone e o e-mail constantes do edital não consegui comunicação. Telefonei várias vezes para a Prefeitura de Manaus, até conseguir a informação de que o endereço do Conselho Municipal de Cultura, que mudara o nome para Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo, mudara também o endereço.
Só que o edital não teve nenhum adendo publicado em nenhum lugar retificando o endereço para o qual os possíveis participantes dos IV Prêmios Literários de Manaus não enviassem seus trabalhos para um lugar que não existia mais. Procurei na internet, mas não achei nada. Nem no site da Prefeitura de Manaus.
Eu reenviei o meu trabalho e repassei o endereço para alguns amigos que queriam participar.Quanta gente mandou trabalhos e, se não os recebeu de volta, está pensando até hoje que está concorrendo...
Uma pessoa da organização do concurso, que questionei por e-mail, me respondeu, dizendo que depois da mudança de administração da cidade muita coisa mudou, inclusive as pessoas que estavam trabalhando no evento. Não se sabia, ainda, ao certo, nem o destino do concurso.
Uma pena que uma realização cultural da envergadura desse concurso esteja correndo riscos. Agora é esperar o resultado, para ver como ficaram as coisas.
O edital dos IV Prêmios Literários Cidade de Manaus (2009), de abrangência nacional, um dos concursos mais importantes do país, que tem dado prêmio em dinheiro e publicação da obra para dezesseis categorias, saiu no final de 2008. O regulamento do concurso é muito claro, bem organizado, com todas as informações que se fazem necessárias. Lá consta o prazo para enviar os trabalhos, que expirou em 30 de abril e o endereço para a remessa, além de todo o resto.
Eu preparei o meu trabalho como instruído no regulamento, envelopei tudo dentro dos conformes e enviei ao endereço constante do edital. Isso no início de março. E dei sorte em mandar cedo, pois um mês depois o envelope estava de volta à minha casa, com o carimbo do correio de Manaus registrando apenas “Mudou-se”.
Tentei entrar em contato com o Conselho Municipal de Cultura de Manaus, promotores do concurso, mas com o telefone e o e-mail constantes do edital não consegui comunicação. Telefonei várias vezes para a Prefeitura de Manaus, até conseguir a informação de que o endereço do Conselho Municipal de Cultura, que mudara o nome para Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo, mudara também o endereço.
Só que o edital não teve nenhum adendo publicado em nenhum lugar retificando o endereço para o qual os possíveis participantes dos IV Prêmios Literários de Manaus não enviassem seus trabalhos para um lugar que não existia mais. Procurei na internet, mas não achei nada. Nem no site da Prefeitura de Manaus.
Eu reenviei o meu trabalho e repassei o endereço para alguns amigos que queriam participar.Quanta gente mandou trabalhos e, se não os recebeu de volta, está pensando até hoje que está concorrendo...
Uma pessoa da organização do concurso, que questionei por e-mail, me respondeu, dizendo que depois da mudança de administração da cidade muita coisa mudou, inclusive as pessoas que estavam trabalhando no evento. Não se sabia, ainda, ao certo, nem o destino do concurso.
Uma pena que uma realização cultural da envergadura desse concurso esteja correndo riscos. Agora é esperar o resultado, para ver como ficaram as coisas.
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