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quinta-feira, 16 de maio de 2013

"PÉ NA COVA" NO FUNDO DO BURACO


    Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Assisti, de novo, ao programa “Pé na Cova”, na Globo, para ver se melhorava. Já o vi algumas vezes, mas não consegui entender, ainda, porque rotularam-no de programa de humor. Não conseguir rir nenhuma vez, não vi graça nenhuma, por mais que tenha me esforçado. O forçadas.

Miguel Falabela parece que perdeu o jeito neste novo programa, pois o humor escrachado de “Sai de Baixo” e “Toma lá dá cá” está longe de ser alcançado em “Pé na Cova”. Dá até pena de ver um elenco tão bom “tentando” fazer graça com textos tão ruins.

Marília Pera, entre outras, diva do teatro brasileiro, é a única que se salva num programa que exagera em tudo, inclusive no recurso de colocar os personagens a falarem errado.

Não deve passar dessa primeira temporada, o infeliz “Pé na Cova”. Um desperdício de tudo, um mau uso de bons atores, de horário na televisão aberta, do tempo do telespectador que acaba vendo de novo para ver se o programa se redimiu.

Uma pena. Falta graça, falta humor no programa que deveria ser de humor, deveria ser engraçado, deveria fazer a gente rir como o faziam os programas anteriores de Miguel Falabela. Tanta gente para escrever “Pé na Cova” para resultar num programa tão ruim...

segunda-feira, 13 de maio de 2013

O ANIVERSÁRIO DA VELHA SENHORA

 
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

Completa mais um aniversário, a velha senhora, neste dia 13 de maio. É preciso comemorar. Sua comunidade, as pessoas que vivem na cidade a qual serviu, até que foi aposentada, aos cinquenta e seis anos, deveriam festejar-lhe a longevidade. Parece pouco, parece ter se aposentado ainda jovem, mas trabalhou muito a velha senhora, dando passagem ao seu povo, ao progresso, facilitando as idas e vindas do continente para a ilha e vice-versa.

Velha senhora que, apesar de aposentada, continua servindo, posando como principal cartão postal da capital de Santa Catarina. Triste e melancólica, a dama de ferro, se vista de perto, passando por mais uma operação plástica, mais uma cirurgia para poder receber, no futuro, os caminhantes da sua cidade. Sim, os caminhantes, pois ela está muito cansada, a idade lhe pesa e não pode mais suportar veículos, os automóveis, caminhões, ônibus, nem pensar. Depois da série de cirurgias que vem sofrendo ao longo do tempo, quem sabe, poderemos sentir todo o seu carinho e dedicação de novo, carregando-nos em seu seio? Estão prometendo a sua entrega aos cidadãos da Grande Florianópolis, pronta para ser usada, ainda que amparada pilares em seu vão, no final de 2014. Será?
Mas continua imponente e majestosa de qualquer ponto da cidade que domina, a velha senhora mais bela da capital.

Presto homenagem a você, velha senhora, em nome de todos aqueles que vivem na nossa bela Florianópolis, e quero que saiba que entendo a sua melancolia, você que nos deu passagem por mais de meio século por seus braços estendidos sobre o mar, um do lado do continente e o outro do lado da ilha de Santa Catarina. Sentimos falta de caminhar sobre o seu peito protetor, a nos dar segurança para chegarmos ao outro lado. As pontes de concreto que se perfilaram ao seu lado não têm a beleza e o carisma que você tem. Sabemos que já trabalhou demais, que merece a sua aposentadoria, mas está tão bela e sua solidão é tão dolorida que sonhamos ser acolhidos em teu seio novamente. Enquanto estiver assim, altaneira e soberana, teremos esperança. Sabemos que lhe são incômodas as cirurgias contínuas que sofre e pedimos perdão por isso, mas é para devolver-lhe a saúde e poder mostrar que é a velha senhora mais forte que todos conhecemos.

Parabéns, Ponte Hercílio Luz, patrimônio da bela e Santa Catarina. Esperamos que possamos comemorar muitos outros aniversários e, quem sabe, num futuro próximo, no meio dos seus longos braços abertos.

Você, que é patrimônio histórico e artístico de nossa terra, mas mais do que isso, é patrimônio do coração de todos nós.

domingo, 12 de maio de 2013

CANÇÃO PARA MINHA MÃAE


Luiz Carlos Amorim


Canto uma canção antiga,
uma canção romântica,
uma canção de amor,
uma canção de vida.
Canto prá você.

Canto todas as canções
numa cantiga só...
Às vezes desafino, é verdade,
mas a canção é poesia,
acalanto, emoção,
é alma, é sentimento.
É tudo, é você, mãe.

Meu cantar é minha luz,
luz que vem de você,
minha comunicação com Deus,
a ligação com o universo...
Minha canção é você, mãe...

quinta-feira, 9 de maio de 2013

TODO DIA É DIA DAS MÃES


Por Luiz Carlos Amorim - Escritor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Chega, então, o Dia das Mães, época de comprar presente para dar a alguém especial. É preciso pensar bem, escolher bem, porque precisamos dar um presente para ela, e não para a casa dela. Precisamos, antes de qualquer coisa, estarmos presentes, dar carinho, manifestar nosso respeito, nosso reconhecimento e nosso amor. Não apenas nesta data específica, nesta semana, mas sempre. Nada é mais importante do que a companhia, a presença tanto quanto possível, não interessa a idade que os filhos tenham.
Mas é tradição, para nós, filhos, darmos uma lembrança a ela, no seu dia, além do sentimento que ela inspira em cada um. Comprar presente, sabemos, é uma questão de consumo, o comércio aproveita essas datas comemorativas para vender mais. É que já nos habituamos a dar um presente às Mães, no seu dia, tão bom quanto possamos dar. É uma outra maneira de dizer que ela é importante para nós, é uma maneira de homenageá-la, de provar que pensamos nela.
Então é preciso saber o que ela gosta e escolher um bom presente. Alguma coisa que ela vá usar, pessoal, alguma coisa que dê prazer a ela. Digo isso porque, como o próprio comércio sugere com insistência esmagadora, dá-se de presente batedeira, liquidificador e outros eletrodomésticos, coisas que não são dignas de se dar a uma pessoa tão importante como presente numa data dedicada exclusivamente a ela. E há presentes piores, como panelas, formas e travessas de vidro, etc.
Se não pudermos comprar nenhum presente – e isso pode acontecer com muitos filhos – que presente então lhe dar, a não ser nosso respeito, todo carinho e amor e uma pequena flor, gigante como ela própria? Sim, uma flor – símbolo incontestável do sentimento maior que ela nos inspira, junto com o abraço forte e o beijo grande.
Mãe – a vida se repartindo, coração se avolumando, amor se multiplicando... Todos os dias são seus, toda a vida lhe pertence; a natureza, perfeita, é sua irmã gêmea. E nós lhe festejamos, hoje e todos os dias.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

LITERATURA BRASILEIRA NA SUIÇA

Eu e dona Hellen no Salão de Genebra

     Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Encerrou-se o Salão Internacional do Livro de Genebra, no dia 5 de maio, um dos maiores eventos literários da Europa. O sucesso dessa mega festa do livro é retumbante. E o sucesso do estande do Varal do Brasil, que levou escritores brasileiros  para integrá-los ao cenário mundial da literatura é inegável. O Varal do Brasil reúne autores de todo os cantos do Brasil e divulga a literatura brasileira dentro e fora do Brasil. E vários desses autores, dezenas deles, estiveram presentes ao Salão, participando do lançamento da antologia Varal do Brasil 3 e realizando lançamento de suas próprias obras, integrando a nossa literatura com a literatura de outros tantos países. O Salão tem proporções enormes, o número de países que participa dele é muito grande e este ano contou com mais de cento e vinte mil visitantes. Daí a importância de haver, num evento da magnitude do Salão, um estande com a literatura brasileira, que se destacou e se fez notar, atraindo o interesse e a atenção do embaixador do Brasil na Suiça e contando com a visita do escritor Paulo Coelho, que mora em Genebra.

O estande dos Varal do Brasil cresce a cada ano e, na próxima edição, a organização do Salão dará mais espaço aos escritores brasileiros, pois chamou a atenção pela movimentação e animação que foram uma constante naquele reduto do Brasil. O reconhecimento do sucesso do estande dos escritores tupiniquins foi pleno, evidenciando que a iniciativa de apresentar a literatura dos brasileiros num evento de âmbito mundial como o Salão foi acertada.

Fiquei feliz de receber a visita de brasileiros que moram na Suiça, que foram a minha sessão de autógrafos conhecerem a minha obra, pois eram pessoas que nem me conheciam, apenas tinham ouvido falar de mim ou tinham lido alguma coisa em algum jornal ou revista. É gratificante esse reconhecimento e carinho, quando se está tão longe de casa, tão longe do Brasil. Uma das visitantes, a dona Hellen, catarinense radicada em Genebra, foi me abraçar por indicação do sobrinho dela, Marinaldo, meu amigo escritor de Joinville. Marinaldo, ganhei uma tia, menino. Que doce de criatura a dona Hellen!

Em próximas edições do Salão, o Grupo Literário A ILHA poderá fazer-se ainda mais presente, com mais representantes da literatura catarinense.

 

 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

A FESTA DA LITERATURA BRASILEIRA NA SUIÇA


   Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://luizcarlosamorim.blogspot.com

Genebra, como já disse em outras ocasiões, é uma cidade belíssima. E o Salão Internacional do Livro de Genebra é uma festa para todos os sentidos. Ontem participei, dentre outras coisas, do lançamento da antologia Varal do Brasil 3, da qual participo com mais escritores brasileiros e também autores do Grupo Literário A ILHA, como a Fátima de Laguna e a Jacqueline, organizadora do livro e coordenadora do Varal.

Digo que é uma festa para todos os sentidos, pois além do colorido das gentes e dos livros enchendo os olhos da gente, do barulho das pessoas falando e vivendo livros e literatura, do cheiro de livro novo e dos cheiros que recriamos lendo as obras tantas que estão sendo apresentados no Salão, existe o contato com os escritores do Brasil e de Portugal, o abraço amigo que nos acolhe. E poder abraçar toda essa gente, conhecê-los, não tem preço. Como querer mais do que isso? Mas tem mais, tem a delícia de poder confraternizar com essa plêiade de nômades escritores saboreando os vinhos tinto e branco aqui da terra, da Suiça, que o Paulo e a Jacqueline serviram no coquetel de lançamento do Varal Antológico.

Aliás, esses dois são únicos na excelência do receber bem a gente. A Jacqueline, batalhadora incansável na missão de divulgar a literatura brasileira fora do Brasil é artífice desta iniciativa memorável de trazer escritores brasileiros para brilhar no Salão Internacional do Livro de Genebra. Sem ela, certamente não estaríamos aqui, não haveria um stand de escritores brasileiros neste evento literário que é, talvez, o maior da Suiça.

Então quero prestar meu tributo a essa grande escritora pela garra e determinação em realizar esse projeto que nos dá a oportunidade de alcançar um público novo. Ah, mas em Genebra não se fala o português. Na Suiça fala-se italiano, francês, alemão, mas não o português. Mas há aqui uma comunidade bastante acentuada de gente que fala português: há portugueses, brasileiros, angolanos, moçambicanos, cabo-verdianos vivendo aqui, e por aí afora. E em outros países europeus, sem contar Portugal, é claro.

É impressionante como em quase todo lugar que a gente vai, aqui em Genebra, há um português, ou mesmo um brasileiro, alguém de Cabo Verde, etc.

Então me sinto em casa, com a acolhida da Jacqueline e do Paulo e de todos os escritores brasileiros e portugueses que vieram para participar do Salão Internacional do Livro de Genebra. Já sinto saudades, antes mesmo de partir para Portugal e depois para o Brasil, a tempo de participar ainda da Feira Catarinense do Livro em Florianópolis, se a dona TAM deixar, pois ela mudou de novo os meus horários de viagem. Eu tinha lançamento marcado para o dia 10 em Floripa, vou precisar adiar para o dia 11 e mesmo assim não sei se vou chegar a tempo.

E por falar em lançamento, hoje, as 11 horas, minha sessão de autógrafos no Salão Internacional do Livro de Genebra. Vai ser outra festa literária.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

ECONOMIA NA EDUCAÇÃO


     Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Li notícia a respeito da “junção de turmas” que o governo catarinense vai fazer para poder despedir professores em caráter temporário. É mais um golpe para a educação, pois o ensino certamente será prejudicado, com salas entupidas de alunos. Professores que já estão tendo que se virar com três turnos em algumas escolas, por falta de espaço, uma vez que o governo não fez as reformas que muitas dependências, caindo aos pedaços, precisavam.

O que significa que, além de salas cheias, o número de horas aulas diminui, pois aumenta um turno. Segundo o Secretário da Educação, são “apenas” duzentos e quarenta e cinco turmas que vão ser aglutinadas. Apenas. Porque ele não tem os filhos dele nessas escolas.

Ainda a folha de pagamento, que está “quase no limite”. Volto a insistir: e os cabides? E as secretarias regionais, que não servem para nada e só oneram a tal folha de pagamento? Por que será que fazem economia sempre em cima da educação e da saúde?

Isso me lembra a educação em nível federal, que suspendeu as bolsas para graduação e pós-graduação em Portugal, para nossos estudantes. O ministro da Educação – tentando fazer economia para tia Dilma? – dá a desculpa que é porque ele quer que os estudantes brasileiros tenham o desafio de uma segunda língua.

Será? É interessante, porque conheço vários estudantes brasileiros estudando em Portugal que falam o inglês fluentemente e alguns até uma terceira língua.

Saiu um ministro da Educação incompetente e entrou outro apto a substituir a incompetência do outro. Pobre educação brasileira. E nem falamos no Enem, que para não perder a tradição, teve outro escândalo este ano.