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domingo, 15 de setembro de 2013

ESCREVER E LER POESIA


    Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Dia desses vi entrevista com uma poetisa, que comentava sobre o fato de a  poesia vender pouco, de não ser publicada pelos editores das grandes editoras e  que, apesar disso, é um dos gêneros mais praticados. Escreve-se muita poesia. E dizia ela que se a imensa quantidade de poetas desse imenso Brasil lessem poesia, além de escrevê-la, se comprassem livros de poesia, edições inteiras de livros desse gênero seriam esgotadas em pouquíssimo tempo. E a poesia não teria, como tem, esse estigma de maldição.

Pois eu dizia, na minha crônica, que os escritores daqui da terrinha não leem os seus pares, não vão a lançamentos de livros de seus pares, não compram os livros de seus pares. Apenas alguns fazem isso. Por isso me identifiquei tanto com a poetisa que teve a coragem de dizer, em rede nacional, que os poetas deveriam ler mais poesia, que poetas deveriam ser mais poetas.

Poesia é o gênero literário mais praticado e não é de hoje. Com o advento da internet, com a democracia que ela representa como espaço para divulgação, passou-se a escrever ainda mais. É evidente que nem tudo tem qualidade, mas essa é outra história.

O fato é que existe uma quantidade muito grande de poetas, em todo lugar há poetas, quase todo mundo escreve “poemas”. Mas nem todos leem poesia. Até por isso, talvez, a pouca qualidade de boa parte do que se produz.

Se prestigiássemos uns aos outros, indo a lançamentos, comprando livros, as publicações de poesia realmente venderiam muito mais. Mas não é só pelo fato de vender mais livros, pura e simplesmente, se bem que isso já conferiria mais respeito ao gênero. A verdade é que precisamos ler mais, ler muito. Se somos poetas, se gostamos de poesia a ponto de produzi-la, então temos que ler muita poesia.

2 comentários:

  1. Oi Amorim;
    Preciso de sua orientação. Li suas últimas crônicas e acabei de montar um projeto para trabalhar nas minhas turmas com o nome: Livros, fazendo amigos e levando histórias viajantes, com o qual espero arrecadar muitos livros para doar a crianças hospitalizadas, à creche e ao asila da cidade. E ainda, convidarei 3 alunos de cada sala para ir comigo a esses lugares para visitá-los e levar cartas falando de livros lidos no cotidiano escolar e os mesmos farão essa leitura. Acho que será uma grande aventura. Por favor dê a sua opinião. Você acha que posso seguir adiante com essa ideia?

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  2. Ah! esqueci de me identificar, sou a professora Edna Matos de Divinópolis MG.

    Observação: (No texto é "asilo" e não "asila") perdoe-me escrevi com pressa e por mais que tenha cuidado, sempre algo passa despercebido. Até mais!

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