Por Luiz Carlos Amorim - Escritor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
É primavera e nesta época temos este espetáculo esfuziante de cores e de vida: o verde brotando em todos os lugares e flores colorindo os caminhos da gente. Dentre tantas flores e tanta cor, uma árvore vestida de luz, grávida do sol, chama minha atenção, em alguns trechos dos caminhos: o ipê, majestoso, ainda se veste de amarelo, irradia beleza e depois, devagarinho, estende um manto dourado aos pés dos caminhantes.
E o inverno, que atrasou um pouquinho, fez com que o ipê convivesse, maravilhosamente, com os pés de jacatirão nativo, que começou a florescer no final de outubro, e cruzasse também com o jacatirão de inverno, o manacá da serra, aquele de jardim, que começou a florescer há bastante tempo e ainda exibe, orgulhoso, algumas flores brancas, lilases e rubras, conseguindo participar desta grande festa da mãe natureza. Ele persistiu e seguiu mostrando suas flores, conseguindo dar as boas vindas ao seu irmão nativo, que tinge de vermelho as florestas e as encostas do norte catarinense, anunciando o verão, anunciando o natal e o ano novo.
O tempo parece ter conspirado com ela, a natureza, para juntar as flores e as cores de árvores tão belas e que têm épocas de floração diferentes, para que em todas as estações tivéssemos beleza desabrochando por esse mundo de Deus. E nós as temos, então, flores que normalmente não se cruzam, num festival inédito que temos o privilégio de ter diante dos olhos.
Isso sem falar das petúnias, onze horas, violetas, marias-sem-vergonha, amores-perfeitos que vicejam pelos jardins em verdadeiros arco-íris.
A festa da vida recomeça e eu festejo a primavera! Renasce a esperança: é a vida sorrindo, música ao vento, poesia no ar. Vai embora, com o inverno, a solidão e a saudade e vem com a primavera o sol, com os seus raios de luz, força e cor, essência de vida do ser humano, pequeno filho da terra, irmão gêmeo da natureza.
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
IPÊ AMARELO
Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br )
Hoje, ao descer a minha rua, notei que ela tinha o seu próprio sol, um sol particular.Um ipê floriu espetacularmente e rivalizou bravamente com o astro-rei, que proporcionou um calor muito grande, como nos últimos dias, diga-se de passagem, antecipando o verão. Estamos na primavera, mas até parece verão.
Fico extasiado com o fato de poder contemplar um espetáculo tão grandioso. A natureza nos oferece dádivas imensas, coisas que só ela mesmo pode criar. Não há nada como a beleza e majestade de um imenso ipê todo coberto de flores, todo coberto de luz, a iluminar nossos olhos e nossa alma. Temos o ipê roxo, o ipê rosa, o jacatirão, mas as flores chamejantes de luz a resplandecer seus raios sobre nós, filhos da terra, e os tapetes dourados estendidos pelos nossos caminhos, só o ipê amarelo pode proporcionar.
Minha rua, ontem, hoje e amanhã, tem seu próprio e reluzente sol e nós, caminhantes dela, temos calçadas que são tapetes de luz. Depois, não sei, pois o tempo promete chuva. Mas um Midas – posso chamá-la assim, Mãe Natureza? – passou pela minha rua e tocou nela transformando uma árvore em ouro.
Minha rua tem um ipê amarelo. Precisa mais?
Hoje, ao descer a minha rua, notei que ela tinha o seu próprio sol, um sol particular.Um ipê floriu espetacularmente e rivalizou bravamente com o astro-rei, que proporcionou um calor muito grande, como nos últimos dias, diga-se de passagem, antecipando o verão. Estamos na primavera, mas até parece verão.
Fico extasiado com o fato de poder contemplar um espetáculo tão grandioso. A natureza nos oferece dádivas imensas, coisas que só ela mesmo pode criar. Não há nada como a beleza e majestade de um imenso ipê todo coberto de flores, todo coberto de luz, a iluminar nossos olhos e nossa alma. Temos o ipê roxo, o ipê rosa, o jacatirão, mas as flores chamejantes de luz a resplandecer seus raios sobre nós, filhos da terra, e os tapetes dourados estendidos pelos nossos caminhos, só o ipê amarelo pode proporcionar.
Minha rua, ontem, hoje e amanhã, tem seu próprio e reluzente sol e nós, caminhantes dela, temos calçadas que são tapetes de luz. Depois, não sei, pois o tempo promete chuva. Mas um Midas – posso chamá-la assim, Mãe Natureza? – passou pela minha rua e tocou nela transformando uma árvore em ouro.
Minha rua tem um ipê amarelo. Precisa mais?
terça-feira, 20 de outubro de 2009
PRIMAVERA E IPÊS
Por Luiz Carlos Amorim (escritor e editor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br )
Estamos quase no final de outubro e os ipês roxos estão florescendo espetacularmente.
Ainda ontem, ao passar por uma praça, vi uma gari varrendo o chão que estava coberto de flores roxas, quase azuis, um tapete colorido que se estendia aos nossos pés. Vi também, ao caminhar hoje pela minha rua, um belo ipê amarelo desabrochando seus milhares de botões. Se o tempo melhorar e as flores não caírem antes do tempo com o peso da água da chuva, amanhã teremos um sol a mais na nossa rua.
Quando falo do ipê roxo, não me refiro ao ipê rosa, que já floresceu um pouco antes, espetáculo do qual fui testemunha. Quero me referir ao ipê roxo, tão roxo que parece azul. Ou será que aquela flor azul não é de ipê? Eu não costumava lhe prestar atenção, mas parece que este ano há daquelas flores roxas do que amarelas. Talvez pelos desencontros das estações. Ultimamente, quando saio para caminhar, tenho notado vários deles pelas ruas onde passo e vi os tapetes coloridos que eles espalham pelos nossos caminhos. E desejei que nós, homens, cuidássemos mais da natureza, do meio ambiente, daqui por diante, para que essas árvores maravilhosas não deixem de espalhar cores pela nossa vida.
Para que nossos netos possam ver e mostrar aos seus filhos e netos as floradas esplendorosas de ipês amarelos, roxos, rosa e brancos. Como eu os posso ver hoje.
Para que eles possam ter o sol ao alcance da mão, flores douradas a emanar luz e cor.
Para que possam sentir a força da natureza, que se não a agredirmos, ela tem belezas incomensuráveis a nos oferecer. Como as flores dos ipês, do jacatirão nativo que começa a florescer daqui a alguns dias pelo norte e nordeste de Santa Catarina, e de tantas outras árvores floríferas.
Sou fascinado por árvores floridas, mas tenho medo, na verdade, de me apegar a elas, como dizia outro dia à Urda, escritora de Blumenau, pois minha amiga árvore, que conheci aqui em São José (eu não lhe sabia o nome, mas poderia ser um ipê rosa ou uma paineira) florescia lindamente todo ano e eu a via da janela do meu apartamento. Aí foram construindo mais um andar, outro mais, entre a minha janela e ela, e eu já não podia vê-la mais. Então mudei, mas quando ela florescia eu voltava para vê-la. Um dia, ao ir visitá-la, encontrei apenas um cepo no chão. Então tenho um pouco de receio de me apaixonar por elas, tornar-me amigo delas, pois de repente, sem mais nem menos, alguém pode tirá-las de mim. Mas não posso deixar de admirar-lhes a beleza e me encantar com as suas cores que transbordam meus olhos.
Estamos quase no final de outubro e os ipês roxos estão florescendo espetacularmente.
Ainda ontem, ao passar por uma praça, vi uma gari varrendo o chão que estava coberto de flores roxas, quase azuis, um tapete colorido que se estendia aos nossos pés. Vi também, ao caminhar hoje pela minha rua, um belo ipê amarelo desabrochando seus milhares de botões. Se o tempo melhorar e as flores não caírem antes do tempo com o peso da água da chuva, amanhã teremos um sol a mais na nossa rua.
Quando falo do ipê roxo, não me refiro ao ipê rosa, que já floresceu um pouco antes, espetáculo do qual fui testemunha. Quero me referir ao ipê roxo, tão roxo que parece azul. Ou será que aquela flor azul não é de ipê? Eu não costumava lhe prestar atenção, mas parece que este ano há daquelas flores roxas do que amarelas. Talvez pelos desencontros das estações. Ultimamente, quando saio para caminhar, tenho notado vários deles pelas ruas onde passo e vi os tapetes coloridos que eles espalham pelos nossos caminhos. E desejei que nós, homens, cuidássemos mais da natureza, do meio ambiente, daqui por diante, para que essas árvores maravilhosas não deixem de espalhar cores pela nossa vida.
Para que nossos netos possam ver e mostrar aos seus filhos e netos as floradas esplendorosas de ipês amarelos, roxos, rosa e brancos. Como eu os posso ver hoje.
Para que eles possam ter o sol ao alcance da mão, flores douradas a emanar luz e cor.
Para que possam sentir a força da natureza, que se não a agredirmos, ela tem belezas incomensuráveis a nos oferecer. Como as flores dos ipês, do jacatirão nativo que começa a florescer daqui a alguns dias pelo norte e nordeste de Santa Catarina, e de tantas outras árvores floríferas.
Sou fascinado por árvores floridas, mas tenho medo, na verdade, de me apegar a elas, como dizia outro dia à Urda, escritora de Blumenau, pois minha amiga árvore, que conheci aqui em São José (eu não lhe sabia o nome, mas poderia ser um ipê rosa ou uma paineira) florescia lindamente todo ano e eu a via da janela do meu apartamento. Aí foram construindo mais um andar, outro mais, entre a minha janela e ela, e eu já não podia vê-la mais. Então mudei, mas quando ela florescia eu voltava para vê-la. Um dia, ao ir visitá-la, encontrei apenas um cepo no chão. Então tenho um pouco de receio de me apaixonar por elas, tornar-me amigo delas, pois de repente, sem mais nem menos, alguém pode tirá-las de mim. Mas não posso deixar de admirar-lhes a beleza e me encantar com as suas cores que transbordam meus olhos.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
PRIMAVERA E FLORES PARA MARY


Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/ )
Hoje o dia amanheceu lindão, colorido, iluminado, brilhante. Com um sol pleno durante todo o dia, um céu de brigadeiro como não se via há bastante tempo e uma temperatura agradável. O dia perfeito, um dia típico de primavera.
Lembrei da minha amiga Mary Bastian, de Joinville, minha colega cronista na página 3 do jornal A Notícia, que me confidenciou, ontem, estar muito decepcionada com a estação. Perguntou-me onde estão as flores primaveris, das quais tenho falado tanto. Eu lhe disse que elas estão por aí, apesar das muitas chuvas. Amores perfeitos, orquídeas, marias-sem-vergonha, palmas, ipês, até manacás-da-serra, os jacatirões de inverno, ainda estão florescidos. Acho que as flores do jacatirão-manacá vão acabar confraternizando com as flores do jacatirão nativo, que começa a florescer no final deste mês de outubro e vai até meados do verão. Vai ser muito bonito.
Mas então lembrei da Mary e quero dedicar este dia lindo de sol para ela. Deu-me vontade de ir a Joinville e pegá-la pela mão para sairmos pela cidade e arredores e ver quanta flor há para enchermos nossos olhos.
No meu minúsculo jardim, até as cebolas estão florescidas. Tudo floresce. O pé de araçá tem frutos pequenos, mas ainda tem flores. Meu pequeno e único pé de hibisco está cheio de botões. Os pés de manjericão estão carregados de flor. Meus pés de morango ainda exibem flores ao lado de frutos amadurecendo. Meus pés de rosas vermelhas e amarelas, apesar de eu não os ter podado no dia de São João, estão cheios de botões. Até o único pé de cravo começou a florescer.
Ofereço todas essas flores e todas as outras que recém desabrocharam em qualquer lugar, principalmente em Joinville, para a Mary. Ela mora em apartamento e não pode, como eu, ter nem o minúsculo jardim que tenho. Por isso ofereço a ela a natureza, a primavera e todas as flores.
Hoje o dia amanheceu lindão, colorido, iluminado, brilhante. Com um sol pleno durante todo o dia, um céu de brigadeiro como não se via há bastante tempo e uma temperatura agradável. O dia perfeito, um dia típico de primavera.
Lembrei da minha amiga Mary Bastian, de Joinville, minha colega cronista na página 3 do jornal A Notícia, que me confidenciou, ontem, estar muito decepcionada com a estação. Perguntou-me onde estão as flores primaveris, das quais tenho falado tanto. Eu lhe disse que elas estão por aí, apesar das muitas chuvas. Amores perfeitos, orquídeas, marias-sem-vergonha, palmas, ipês, até manacás-da-serra, os jacatirões de inverno, ainda estão florescidos. Acho que as flores do jacatirão-manacá vão acabar confraternizando com as flores do jacatirão nativo, que começa a florescer no final deste mês de outubro e vai até meados do verão. Vai ser muito bonito.
Mas então lembrei da Mary e quero dedicar este dia lindo de sol para ela. Deu-me vontade de ir a Joinville e pegá-la pela mão para sairmos pela cidade e arredores e ver quanta flor há para enchermos nossos olhos.
No meu minúsculo jardim, até as cebolas estão florescidas. Tudo floresce. O pé de araçá tem frutos pequenos, mas ainda tem flores. Meu pequeno e único pé de hibisco está cheio de botões. Os pés de manjericão estão carregados de flor. Meus pés de morango ainda exibem flores ao lado de frutos amadurecendo. Meus pés de rosas vermelhas e amarelas, apesar de eu não os ter podado no dia de São João, estão cheios de botões. Até o único pé de cravo começou a florescer.
Ofereço todas essas flores e todas as outras que recém desabrocharam em qualquer lugar, principalmente em Joinville, para a Mary. Ela mora em apartamento e não pode, como eu, ter nem o minúsculo jardim que tenho. Por isso ofereço a ela a natureza, a primavera e todas as flores.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
A PRIMAVERA SEMPRE VOLTA

Por Luiz Carlos Amorim (escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/ )
E não foi só pelas flores tantas a enfeitar os caminhos que me dei conta que a primavera chegou. Minha amiga Irene, do Rio Total, envia mensagem me perguntando o que houve com minha página em Escritores e Poetas daquele portal, pois já está com mais de duas mil visitas. Na do ano passado foram mais de cinco mil visitas. Fiquei tão feliz com o sucesso de meus poemas sobre a primavera, que resolvi falar da nova estação, coisa que nem pretendia fazer. Mas a passarada, com suas cantorias maviosas nas minhas manhãs não me deixariam esquecer, mesmo que eu não olhasse para fora.
Então não me furto a cantar aos quatro ventos a beleza dos ipês, majestosos, travestidos de sol, espalhando luz e cor e enchendo meus olhos extasiados. Não posso deixar de mencionar as orquídeas, exalando perfume e exibindo suas cores. Não posso esquecer as onze horas, os girassóis, as petúnias, as primaveras, os amores-perfeitos e tantas outras flores enfeitando jardins por todas as cidades.
O jacatirão de jardim, ou manacá-da-serra, já floresceu maravilhosamente, embora algumas árvores ainda exibam alguma cor remanescente. Mas no norte e nordeste de Santa Catarina, no próximo mês, começa a florescer o jacatirão nativo, aquele que ninguém plantou, que nasceu livre na floresta, nas encostas, nos caminhos. O verde das suas folhas começará a desaparecer em meio a tanta flor de cor branca, vermelha e vinho, pontilhando toda a mata com ilhas de tons avermelhados.
E a primavera vai enfeitando esse mundo de Deus, desabrochando jacatirões de outubro em diante, como se fora enfeite para a chegada do Natal e do novo ano que despontará.
Então, agora que parece que finalmente o inverno foi embora, levando com ele o frio, a solidão, a saudade, eu agradeço à Mãe Natureza por deixar vir a nós a primavera para vestir a terra de flores, de verde e de cores.
Vem, primavera e traz contigo a paz, a melodia do cantar dos passarinhos, e a flor do jacatirão...
E não foi só pelas flores tantas a enfeitar os caminhos que me dei conta que a primavera chegou. Minha amiga Irene, do Rio Total, envia mensagem me perguntando o que houve com minha página em Escritores e Poetas daquele portal, pois já está com mais de duas mil visitas. Na do ano passado foram mais de cinco mil visitas. Fiquei tão feliz com o sucesso de meus poemas sobre a primavera, que resolvi falar da nova estação, coisa que nem pretendia fazer. Mas a passarada, com suas cantorias maviosas nas minhas manhãs não me deixariam esquecer, mesmo que eu não olhasse para fora.
Então não me furto a cantar aos quatro ventos a beleza dos ipês, majestosos, travestidos de sol, espalhando luz e cor e enchendo meus olhos extasiados. Não posso deixar de mencionar as orquídeas, exalando perfume e exibindo suas cores. Não posso esquecer as onze horas, os girassóis, as petúnias, as primaveras, os amores-perfeitos e tantas outras flores enfeitando jardins por todas as cidades.
O jacatirão de jardim, ou manacá-da-serra, já floresceu maravilhosamente, embora algumas árvores ainda exibam alguma cor remanescente. Mas no norte e nordeste de Santa Catarina, no próximo mês, começa a florescer o jacatirão nativo, aquele que ninguém plantou, que nasceu livre na floresta, nas encostas, nos caminhos. O verde das suas folhas começará a desaparecer em meio a tanta flor de cor branca, vermelha e vinho, pontilhando toda a mata com ilhas de tons avermelhados.
E a primavera vai enfeitando esse mundo de Deus, desabrochando jacatirões de outubro em diante, como se fora enfeite para a chegada do Natal e do novo ano que despontará.
Então, agora que parece que finalmente o inverno foi embora, levando com ele o frio, a solidão, a saudade, eu agradeço à Mãe Natureza por deixar vir a nós a primavera para vestir a terra de flores, de verde e de cores.
Vem, primavera e traz contigo a paz, a melodia do cantar dos passarinhos, e a flor do jacatirão...
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