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quinta-feira, 22 de abril de 2010

NOSSO PLANETA TERRA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Hoje é o dia da Terra. E é um ótimo dia para refletirmos e nos conscientizarmos de que há uma necessidade urgente, urgentíssima, de cuidarmos do nosso planeta, de pararmos de agredi-lo, de tratá-lo com o devido respeito e carinho para que possamos ter essas mesmas coisas de retorno.
O planeta Terra é o nosso mundo e, se continuarmos a maltratá-lo, a destruí-lo, que futuro poderemos esperar? A natureza é a alma da Terra. E ela está se cansando de tanto descaso, de tanto desrespeito, fato que pode ser facilmente constatado, se prestarmos atenção nas tragédias climáticas que vêm acontecendo, como tempestades, furacões, enchentes, terremotos, etc. Mãe Natureza se rebela diante de tanta irresponsabilidade do ser humano, qual seja no cuidado do seu meio-ambiente, da sua água, do seu ar, do seu mar, do seu chão.
Então é hora de pararmos para repensar nossas ações e pensar mais no nosso planeta, passar a respeitar a natureza como ela merece. Fazemos parte dela, então estamos agredindo a nós mesmos, estamos podando o nosso próprio futuro, estamos apressando o fim do lugar onde vivemos.
Para onde vamos, quando não for mais possível viver no Planeta Terra? Não foi encontrado, ainda, nenhum outro planeta onde o homem pudesse viver. E mesmo que houvesse, iríamos tomar posse dele para destruí-lo, também?
Leio a crônica de hoje da minha amiga Mary Bastian, na qual ela fala do corte de árvores indiscriminado em Joinville e do Rio Cachoeira morto, mas não sepultado. E um rio morto é um pedaço da natureza que morre com ele, árvores cortadas são outro pedaço e assim lá se vão vários pedaços, até que não sobre nada.
Hoje é o Dia da Terra. Há que pensemos nisso e há que façamos com que todos os dias, cada dia seja o dia do nosso planeta. Há que tomemos atitudes, para que nos próximos anos possamos estar aqui para comemorar esse dia.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

PRIMAVERA E FLORES PARA MARY




Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/ )

Hoje o dia amanheceu lindão, colorido, iluminado, brilhante. Com um sol pleno durante todo o dia, um céu de brigadeiro como não se via há bastante tempo e uma temperatura agradável. O dia perfeito, um dia típico de primavera.
Lembrei da minha amiga Mary Bastian, de Joinville, minha colega cronista na página 3 do jornal A Notícia, que me confidenciou, ontem, estar muito decepcionada com a estação. Perguntou-me onde estão as flores primaveris, das quais tenho falado tanto. Eu lhe disse que elas estão por aí, apesar das muitas chuvas. Amores perfeitos, orquídeas, marias-sem-vergonha, palmas, ipês, até manacás-da-serra, os jacatirões de inverno, ainda estão florescidos. Acho que as flores do jacatirão-manacá vão acabar confraternizando com as flores do jacatirão nativo, que começa a florescer no final deste mês de outubro e vai até meados do verão. Vai ser muito bonito.
Mas então lembrei da Mary e quero dedicar este dia lindo de sol para ela. Deu-me vontade de ir a Joinville e pegá-la pela mão para sairmos pela cidade e arredores e ver quanta flor há para enchermos nossos olhos.
No meu minúsculo jardim, até as cebolas estão florescidas. Tudo floresce. O pé de araçá tem frutos pequenos, mas ainda tem flores. Meu pequeno e único pé de hibisco está cheio de botões. Os pés de manjericão estão carregados de flor. Meus pés de morango ainda exibem flores ao lado de frutos amadurecendo. Meus pés de rosas vermelhas e amarelas, apesar de eu não os ter podado no dia de São João, estão cheios de botões. Até o único pé de cravo começou a florescer.
Ofereço todas essas flores e todas as outras que recém desabrocharam em qualquer lugar, principalmente em Joinville, para a Mary. Ela mora em apartamento e não pode, como eu, ter nem o minúsculo jardim que tenho. Por isso ofereço a ela a natureza, a primavera e todas as flores.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O TEMPO

Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br )

E, apesar da chegada da primavera, o tempo descompassado – por culpa de quem será? – traz temporais, ventos e granizo para Santa Catarina, destruindo casas, plantações, estradas, quase cidades inteiras. Faz meio mês que tornados e tempestades haviam devastado algumas regiões do estado, as vítimas nem haviam se recuperado e agora volta tudo, com mais intensidade. A chuva não pára e as encostas começam a deslizar. Os rios estão transbordando e alagando tudo. Aqui e no Rio Grande do Sul, também.
Será assim, daqui por diante?
Nosso estado, que não tinha ocorrência de tornados e furacões, parece que agora está também na rota deles. Não estamos preparados para isso. Quem está?
O estrago que fizemos na natureza, no meio ambiente, durante muito tempo, poluindo o ar, a terra, a os rios e o mar não ficará impune. A amostra está aí.
Infelizmente nós, os seres humanos, não aprendemos. Com todas as tragédias que tem acontecido nos últimos anos, em função das variações do tempo, parece que não aprendemos e continuamos a agredir a nossa Mãe Terra, poluindo-a de todas as maneiras possíveis. Quando vamos aprender? Haverá tempo?
Precisamos responder a essa pergunta. Urgentemente.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O SER HUMANO E A NATUREZA

Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br )

Neste feriadão de sete de setembro estive em Corupá – e foi um susto muito grande acordar de madrugada com o barulho da força do vento, coisas batendo e quebrando, muita chuva. No dia seguinte, ao andar pela cidade, vi o que o vento fortíssimo havia feito: telhados destruídos, árvores arrancadas ou partidas, até construções caídas no chão, além de postes e out-doors lançados por terra. Vendo os telejornais, vi que não fora só ali o caos com tanto vento e tanta chuva. Em quase toda Santa Catarina, tornados haviam passado e deixado rastros de destruição. Ventos de mais de cem quilômetros horários distribuíram pânico e até morte pelo sul e sudeste do nosso Brasil e na Argentina.
E vi a chuva caindo, aumentando o risco de novos deslizamentos, aumentando a angústia daqueles que têm suas casas em locais de risco.
Lembrei que aquela fora justamente a madrugada seguinte a do dia 7 de setembro, quando deveríamos ter comemorado a nossa independência, a liberdade de todo cidadão e pareceu ironia aquela situação de tragédia. A natureza, mais uma vez, nos alertava para o fato de que não estávamos cuidando direito do meio-ambiente. Que podemos ser livres, sim, mas nosso direito vai até onde começa o direito do outro. E não estamos respeitando o nosso planeta, o lugar onde vivemos.
E a natureza apela, mais uma vez, para que o ser humano repense as suas ações neste nosso mundo, para que ele não sucumba de vez com tanta poluição, tanto descaso, tanta irresponsabilidade.
E a natureza lamenta: “Sinto muito pela dor que este tempo tão diverso está causando, mas ele está assim porque o homem, o ser humano, não tem se preocupado com o meio-ambiente – com o ar, com a terra, com a água, que são a sua vida. A poluição acumulada, não contida há tanto tempo, é que descontrolou o clima. A ganância desmesurada fez com que se fechasse os olhos às agressões contínuas ao meio-ambiente. E isso resulta nas tragédias que estão acontecendo ao redor do mundo. O homem precisa respeitar mais e proteger a natureza para ser protegido.”
Isso não me saiu mais da cabeça, pois sei que a natureza está dando o seu recado, disso não há a menor dúvida. Nós, homens, sábios homens, precisamos nos conscientizar, o mais rápido possível – esperemos que não seja tarde demais – de que é preciso fazer alguma coisa, tomar atitudes para que salvemos o nosso planeta Terra.

domingo, 6 de setembro de 2009

CORES E CHEIROS


Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – Http: //www.prosapoesiaecia.xpg.com.br )

Recebi uma foto de um pé de xinxin de um fotógrafo amigo de Corupá e como eu vim para a terrinha neste final de semana com direito a feriadão, resolvi procurá-lo. Não lembrei que não é mais época da fruta, já não há mais laranjas maduras, limas, tangerinas. Só há, ainda, um pouco de limão maduro, vermelho, vermelho e junto com eles muita flor e limões pequeninos, bebês. O dourado de tangerinas, laranjas, xinxins, ponkãs, que manchava o verde de matas, pomares, quintais e jardins já se foi, para voltar apenas no próximo inverno.
Uma vez na terrinha, saí para passear e rever lugares já conhecidos e também para conhecer novos recantos. Não visitei nenhuma nova cachoeira, mas andei pelo interior e fui almoçar num restaurante com uma deliciosa comida caseira, quase em São Bento.
No caminho, enchi os olhos com uma quantidade imensa de olho-de-boneca, um tipo de orquídea que alguns chamariam de ordinária, porque é muito comum em nossa região, só que eu não aceito isso, pois orquídea é orquídea e ela é sempre bela. Há muito olho-de-boneca, em tudo que é jardim. É tanta cor e tanto perfume que a gente quase não entende como a natureza pode ser tão prodigiosa e tão generosa. O perfume das orquídeas, inclusive, se mistura com o perfume da flor de laranjeira, que também há em profusão, e a fragrância resultante é sensacional.
Mas não é só orquídea que a gente vê. Os ipês ainda estão florescidos, pequenos sóis a derramar tapetes de luz pelo chão. O manacá-da-serra – a variedade de jacatirão de inverno – ainda está florescido, convivendo maravilhosamente com os ipês. As azaléias atrasaram um pouco, com o descompasso das estações e estão desabrochando flores vermelhas por todos os lugares. Além de petúnias, amores-perfeitos, marias-sem-vergonha, malvas, cristas-de-galo, hibiscos, cravos de defuntos, gérberas, margaridas, etc.
Então, é muito bom voltar à terra da gente. Corupá ainda é um bom lugar para se viver e a natureza aqui é mais bela, o verde é mais verde, as cores são mais vivas. O Vale das Águas ainda é a perfeita tradução da beleza e da abundância e o cheiro de inverno é perfume de orquídea e flor de laranjeira.

sábado, 25 de julho de 2009

DE INVERNO E DE PESSEGUEIROS EM FLOR

Por Luiz Carlos Amorim (HTTP://br.geocities.com/prosapoesiaecia )

Em uma das minhas crônicas, falei da minha amiga árvore, que florescia no inverno, majestosamente, a uma quadra do meu apartamento, na grande Florianópolis. Pois é. Já haviam construído um sobrado no meio do caminho (entre a minha janela e ela) e eu conseguia ver apenas a sua copada florida, não dava mais para vê-la de corpo inteiro.
Na estação de floração seguinte começaram a erguer mais um andar no sobrado construído bem na direção da minha amiga árvore da qual não sei o nome. Dali para a frente, não poderia mais ver, da janela do meu apartamento, a minha amiga árvore feliz, a balançar seus galhos coloridos como se estivesse acenando para mim.
Mas não faz mal. Eu ia mesmo vender meu apartamento e, nos próximos invernos, iria visitá-la. Quedar-me-ia ao pé dela e a admiraria, conversaríamos e agradecer-lhe-ia, mais uma vez, por existir, por oferecer sua beleza incomensurável sem pedir nada em troca.
Continuaríamos amigos e, mesmo estando longe dela, estaria feliz, por ter voltado a viver em uma casa, como vivi a maior parte da minha vida.
Eu nunca havia morado em apartamento, mas mudei de cidade por circunstâncias alheias a minha vontade, que agora até agradeço, e tive que viver num deles. Mas uma casa é mais lar, pelo menos para mim.
Morei em várias casas, desde criança. Lembro-me de que na segunda casa na qual moramos, em Corupá, havia um quintal grande com muitas árvores. Eu era quase adolescente e podia subir nelas para colher os frutos de jabuticabeiras, laranjeiras, cerejeiras, pessegueiros, goiabeiras. Colhia também tangerinas, nozes e até uma frutinha de nome diferente, a grumixama, parecida com uma goiaba, mas do tamanho de uma jabuticaba ou de um araçá e de cor bem escura, quase preta. E saborosa, muito doce.
Tenho saudade daquela infância farta de natureza, das cores e dos perfumes das flores das laranjeiras e dos pessegueiros.
No inverno, além das touceiras vermelhas de azaléias, tínhamos a beleza singela e perfumada dos pessegueiros. As folhas sumiam das árvores que mais tarde penderiam com pêssegos deliciosos e seus galhos e troncos ficavam cobertos de flores brancas oscilando para tons de rosa. E o perfume enchia o ar.
Hoje, vejo poucos pessegueiros. A cidade quase não os têm. Gosto voltar a Corupá, e ver a beleza da florada do pessegueiro e sentir o perfume delicioso que se espalha mansamente pelo ar. Para matar a saudade e encher os olhos dessa beleza que a natureza renova a cada inverno.

terça-feira, 16 de junho de 2009

UM PEDACINHO DE CHÃO

Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – Http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )

Alguém lembra da crônica na qual falei do meu pé de araçá, plantado em um grande vaso no meu jardim? Pois ele continua lá. Mas para meu pé de jacatirão (uma variedade dele, o manacá-da-serra, que floresce no inverno), a vida em outro grande vaso não estava sendo fácil. Ele floresceu lindamente no inverno passado, mas depois da florada as flores foram ficando menores, algumas pontas de galhos secaram e a arvorezinha, de pouco mais de um metro de altura, foi diminuindo de tamanho. Dava dó ver aquela regressão.
Então, no mês de maio, quando os botões começaram a aparecer – eles se adiantaram um pouco, esse ano, com esse descompasso das estações – eu decidi: vou arranjar um lugar no jardim, vou cavar um buraco entre as pedras e vou colocar um tanto de terra adubada para plantar meu pé de jacatirão – ou manacá-da-serra, que é como ele é conhecido por aí – no chão.
Muitos manacás/jacatirões já estão florescidos pelos jardins em todos os lugares – mas o meu ainda está com os botões fechados. Não tenho pressa, pois os outros é que se vestiram de cores um pouquinho antes do tempo. O importante é que meu pé de jacatirão agora está plantado, conectado com a Mãe Terra, que é como deve ser. E florescerá espetacularmente, mesmo que não haja tantos botões como deveria haver.
E ele colorirá meus olhos, minha alma e festejaremos junto o inverno, a natureza, a vida. Mesmo que o ser humano não respeite como deveria a Mãe Natureza, ela nos dá este espetáculo maravilhoso de cor e luz.
Mas não nos enganemos: não será sempre assim. Ela está se cansando do desprezo e do descaso.