Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/
Passear por Corupá, minha terra natal, a cidade das cachoeiras, é uma redescoberta. Ela é uma pequena cidade ao pé da Serra do Mar, pertinho de Jaraguá do Sul, que por sua vez fica perto de Joinville, na Santa e bela Catarina, no sul do Brasil. Sua riqueza maior é a natureza, pois ela tem dezenas de cachoeiras. Só no Parque Emilio F. Battistela existe uma rota com quatorze delas, a última com cento e vinte e cinco metros de queda livre.
Costumo repetir que "a natureza tem uma queda por Corupá", pois as mais belas quedas dágua estão lá.
O centro da cidade não mudou muito, ainda conserva vários dos prédios de quando eu era criança, mas também há construções novas, grandes lojas, asfalto nas ruas, urbanização que a tornou mais bonita.
Estava acostumado a transitar pelas ruas centrais, com aquela arquitetura já conhecida, embora estranhasse a existência de grandes supermercados, grandes lojas de variedades, pois achava que não havia demanda suficiente para tanta oferta. Então, um dia desses fui procurar o terreno onde minha avó viveu, nas terras atrás do cemitério. Fiquei surpreso com a quantidade de novas casas construídas, um novo bairro na minha pequena Corupá. Depois soube que a ocupação na cidade é constante, que muita gente mora em Corupá, mas trabalha em Jaraguá, e outros núcleos como aquele existiam ali por perto.
Aí entendi, também, as grandes lojas, grandes supermercados, vi que há demanda, sim.
Foi bom constatar que, apesar do progresso, a cidade ainda conserva suas características antigas, de um lugar pacato e tranquilo.
Mas o que me deu mais prazer foi andar pelos campos, pelas plantações de banana, pois Corupá é eminentemente rural, apesar da enorme vocação turística que não é bem aproveitada - lembram da rota das cachoeiras? Sua agricultura ainda impulsiona o município.
Revivi minha infância e adolescência, farta de laranjas, goiabas, araçás, tangerinas, abacates, cambucás, jabuticabas, pêssegos, atas, grumixamas e tantas outras frutas.
E ainda pude admirar belíssimos jacatirões nativos pejados de flores – que já é dezembro e eles começam a florescer no início de novembro – colorindo a mata, enchendo de ilhas vermelhas o verde do Vale das Águas. Eles chegaram para anunciar, com suas cores, o verão, o Natal e o novo ano que vem aí.
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
CORUPÁ EM EVIDÊNCIA
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
Como já disse em outra crônica, não gosto de novelas. Mas são duas novelas que estão colocando minha terra, Corupá, em evidência por todo o Brasil.
Começou com a novela Ana Raio e Zé Trovão, que está sendo reexibida pelo SBT e faz umas quatro semanas que a trama está localizada em Corupá, mostrando rios, cachoeiras, campos, o pequeno centro e um dos cartões postais da cidade, o Seminário Sagrado Coração de Jesus, com seu estilo gótico super interessante e bonito, travestido de castelo de Rudi.
Recentemente, começou outra novela na Globo, com um núcleo localizado em Florianópolis, mas não é por isso que tem a ver com Corupá. Uma das estrelas do novo folhetim é uma corupaense, Bruna Linzmeyer, que saiu da terrinha para ser uma atriz de sucesso em São Paulo.
Corupá está mostrando suas belezas na televisão para todo o país: as belezas naturais da cidade e a beleza natural da mulher corupaense.
É bastante divulgação para a Cidade das Cachoeiras, que tem muito o que mostrar. Seria bom se a cidade tivesse infraestrutura para receber mais turistas, porque cada vez mais pessoas vão se encantando com o patrimônio natural do Vale das Águas e muitos querem ver tudo de perto. A Rota das Cachoeiras, com suas catorze quedas d´água e o Seminário Sagrado Coração de Jesus são os carros chefes. O número de visitantes tende a aumentar.
O poder público da nossa pequena Corupá já havia melhorado um pouco o acesso à Rota das Cachoeiras, no Parque Emilio Battistela, mas a cidade precisa de mais investimentos: mais hotéis - e pousadas, campings, por que não? -, mais restaurantes – servir a comida típica da rigão, por exemplo, já que a região é essencialmente agrícola -, mais vida noturna, talvez. Sei que os moradores da cidade não merecem que sua paz e tranquilidade sejam perturbadas, mas quem sabe não seria possível conciliar as coisas? Dar mais conforto ao turista, sem descaracterizar as tradições e costumes do lugar, sem agredir o corupaense com progressos desnecessários.
É preciso pensar nisso.
Como já disse em outra crônica, não gosto de novelas. Mas são duas novelas que estão colocando minha terra, Corupá, em evidência por todo o Brasil.
Começou com a novela Ana Raio e Zé Trovão, que está sendo reexibida pelo SBT e faz umas quatro semanas que a trama está localizada em Corupá, mostrando rios, cachoeiras, campos, o pequeno centro e um dos cartões postais da cidade, o Seminário Sagrado Coração de Jesus, com seu estilo gótico super interessante e bonito, travestido de castelo de Rudi.
Recentemente, começou outra novela na Globo, com um núcleo localizado em Florianópolis, mas não é por isso que tem a ver com Corupá. Uma das estrelas do novo folhetim é uma corupaense, Bruna Linzmeyer, que saiu da terrinha para ser uma atriz de sucesso em São Paulo.
Corupá está mostrando suas belezas na televisão para todo o país: as belezas naturais da cidade e a beleza natural da mulher corupaense.
É bastante divulgação para a Cidade das Cachoeiras, que tem muito o que mostrar. Seria bom se a cidade tivesse infraestrutura para receber mais turistas, porque cada vez mais pessoas vão se encantando com o patrimônio natural do Vale das Águas e muitos querem ver tudo de perto. A Rota das Cachoeiras, com suas catorze quedas d´água e o Seminário Sagrado Coração de Jesus são os carros chefes. O número de visitantes tende a aumentar.
O poder público da nossa pequena Corupá já havia melhorado um pouco o acesso à Rota das Cachoeiras, no Parque Emilio Battistela, mas a cidade precisa de mais investimentos: mais hotéis - e pousadas, campings, por que não? -, mais restaurantes – servir a comida típica da rigão, por exemplo, já que a região é essencialmente agrícola -, mais vida noturna, talvez. Sei que os moradores da cidade não merecem que sua paz e tranquilidade sejam perturbadas, mas quem sabe não seria possível conciliar as coisas? Dar mais conforto ao turista, sem descaracterizar as tradições e costumes do lugar, sem agredir o corupaense com progressos desnecessários.
É preciso pensar nisso.
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sábado, 15 de janeiro de 2011
CORUPÁ, O VALE DAS ÁGUAS

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
Com a enormidade da tragédia que aconteceu e está acontecendo no Rio e em outros estados, como Minas e São Paulo, lembrei-me da famigerada PCH – Pequena Central Hidrelétrica, que estavam tentando construir em Corupá.
Se tivermos uma chuva parecida com aquelas que estão acontecendo por lá – e que já aconteceram aqui em Santa Catarina, também – já imaginaram Corupá com barragem na cabeceira do vale? Porque Corupá é um vale no pé da Serra do Mar, um vale abençoado pela natureza, que tem que ser preservado. Não quero nem pensar. E esses desarranjos climáticos, que nós, seres humanos temos provocado, por nosso total descaso com o meio ambiente, estão acontecendo em muitos lugares diferentes. Esperemos que passem ao lago da nossa querida Cidade das Cachoeiras.
Eu não soube mais notícia da liberação ou não da construção da PCH Corupá, mas espero que isso já seja passado, que a possibilidade de termos um elefante branco desnecessário que só vai agredir o meio ambiente não seja mais cogitada. Andei visitando o blog da Associação de Desenvolvimento Sócio-ambiental Corupaense (ADESC), fundada no ano passado, para participar na fiscalização e a aplicação da legislação ambiental em vigor, de olho, portanto, na tentativa de construção da hidrelétrica, mas não encontrei nada novo lá.
Seria mais um risco para a cidade, privilegiada com rios e cachoeiras, que não podemos deixar que se transformem em uma ameaça para a comunidade corupaense.
Os administradores tem mais é que aproveitar a exibição da novela Ana Raio e Zé Trovão, que mostra muitas e muitas cenas gravadas em Corupá, para divulgar as suas belezas, dotar a cidade de infraestrutura para receber os turistas e proibir a construção de qualquer hidrelétrica, como fez Joinville, por exemplo.
Corupá não merece uma barragem que pode romper, se tivermos uma chuva torrencial como essas que vem acontecendo por aí. Não queremos que aconteça e esperamos que não aconteça jamais, mas a possibilidade é inegável. Não corramos riscos, vamos sim, divulgar e mostrar a natureza exuberante do Vale das Águas. O potencial turístico de Corupá é imenso e essa terra maravilhosa merece que cuidemos bem dela.
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011
NOVELA GRAVADA EM CORUPÁ, A CIDADE DAS CACHOEIRAS
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor -Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
A caravana da novela Ana Raio e Ze Trovão, atualmente sendo exibida pelo SBT, chegou, na semana passada, em Joinville, depois de passar por vários pontos do país. Esse folhetim, alguns devem lembrar, foi gravado, originalmente, pela Rede Manchete, há mais de vinte anos. E grande parte da novela, quase metade, foi gravado em Corupá, Santa Catarina, perto de Joinville, no pé da Serra do Mar, a Cidade das Cachoeiras.
Se bem me lembro da época em que foi exibida pela primeira vez, muitos dos cenários localizados em Corupá, até as cachoeiras que aparecem de fundo para algumas cenas dos personagens, aparecem como se fossem em Joinville.
Então quero aproveitar para esclarecer para aqueles telespectadores que não são do norte da nossa Santa e bela Catarina, que pouco foi gravado em Joinville. O castelo do Dr. Rudi, por exemplo, que aparece muito é, na verdade, o Seminário Sagrado Coração de Jesus, cartão postal de Corupá. A frente do castelo mostrada em “Ana Raio e Zé Trovão” é a fachada em estilo gótico do Seminário, a segunda, pois a primeira, visível para quem chega no lugar é a igreja católica.
O acampamento de ciganos também não está localizado em Joinville, ele é um campo na zona rural de Corupá, localizado atrás do Seminário.
Então a novela é uma ótima divulgação para o enorme potencial turístico de Corupá, chance que os administradores da cidade perderam, na época da gravação.
Corupá tem dezenas de cachoeiras, mais de sessenta, quatorze delas num único roteiro. É uma cidade que tem a sua economia centrada na agricultura – é uma das maiores produtoras de banana do estado Catarina e ainda é um lugar tranquilo e bonito, uma cidade pequena que vai crescendo devagar, cortada pela Estrada de Ferro, que hoje só transporta mercadorias e pela BR 280, perto de Jaraguá do Sul, São Bento do Sul e Joinville.
Telespectadores de todo o Brasil, quando assistirem “Ana Raio e Zé Trovão”, ao verem as cachoeiras, o castelo, o acampamento cigano e outros cenários, lembrem que estão vendo Corupá, a Cidade das Cachoeiras. Um dos lugares com as cachoeiras, rios e recantos mais bonitos deste Brasil. A Salto Grande, décima quarta da Rota das Cachoeiras, tem 125 metros: um espetáculo da natureza.
Como já disse antes, a natureza tem queda por Corupá. E os produtores da novela “Ana Raio e Zé Trovão” também, pois gravaram um bom trecho da novela no Vale das Águas.
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terça-feira, 16 de novembro de 2010
EM DEFESA DA CIDADE DAS CACHOEIRAS

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/
Alguém se lembra da Pequena Central Hidrelética de Corupá, que se construída, diminuiria consideravelmente a vasão de uma das cachoeiras mais bonitas e mais visíveis da cidade, a Bruaca, que é vista quando se está chegando no Vale das Águas?
Isso, além de outros males, como interferência na natureza, ameaça de extinção de animais da região, risco de enchentes em Corupá no caso de rompimento da hidrelética, etc.
Até agora a PCH não saiu, mas para evitar que ela venha a ser construída, foi fundada a Associação de Desenvolvimento Socioambiental Corupaense (ADESC), sucedendo o movimento SOS Bruaca. A finalidade maior da associação é trabalhar pela defesa, preservação, recuperação e manejo sustentável do meio ambiente, dos recursos naturais, dos bens e valores culturais, objetivando a melhoria da qualidade de vida.
A ADESC pretende participar efetivamente da fiscalização e da aplicação da legislação ambiental em vigor, conforme a diretoria da associação.
E é isso que Corupá precisa, que sejam reunidos todos os cidadãos que lutaram, no movimento SOS Bruaca, pela não instalação da hidrelétrica que não traz nenhum benefício para a cidade, pelo contrário, para que continuem o trabalho de defesa da Cidade das Cachoeiras.
Não se falou mais da PCH, não fiquei sabendo se a Fatma emitiu um relatório final sobre a concessão ou não da licença ambiental para a construção da malfadada PCH. Esperemos que a vontade dos cidadãos corupaenses seja levada em conta.
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domingo, 28 de março de 2010
CORUPÁ, SUAS BELEZAS E SUA HISTÓRIA
Seminário hoje
Construção do SeminárioPor Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://luizcarlosamorim.blogspot.com/
Em uma crônica anterior, falei do livro sobre rios e cachoeiras de Corupá, prontinho para ser publicado, com editoração, capa, tudo providenciado, mas sem patrocínio, ainda, para fazer a obra circular. De qualquer maneira, ele deve sair, mais cedo ou mais tarde.
Enquanto isso, o livro que acharam ser mais oportuno para ser publicado, sobre a história de Corupá, está tomando corpo e o autor até me mandou o primeiro capítulo de amostra. Eu, particularmente, acho que uma obra sobre a Cidade das Cachoeiras deveria reunir as duas coisas: a história de Corupá e tudo sobre o seu imenso potencial turístico-ecológico, que se traduz na grande quantidade de belezas naturais, como dezenas de cachoeiras.
Mas o livro está sendo escrito, fruto de muita pesquisa e trabalho, e o primeiro capítulo ficou muito bom, revelando como a cidade surgiu de um caminho por onde passavam os desbravadores deste nosso sul. Fico curioso para ver a continuação, pois a história corupaense se revela muito interessante.
As fotos que ilustrarão o livro e que integram as pesquisas, também as vi, algumas, e achei espetacular. Alunos e professores do Grupo Escolar Teresa Ramos do meio do século passado, flagrantes da construção do Seminário Sagrado Coração de Jesus, um dos cartões postais de Corupá, a construção e inauguração da empresa de força e luz, nos anos vinte, enchentes de 1910, fotos da Rua Nereu Ramos, na década de 20, hotel do começo do século passado, fotos de colonizadores, peça de teatro apresentada na década de cinquenta.
Um livro assim, revelando Corupá desde o seu aparecimento até os dias atuais, com a descoberta de todas as suas cachoeiras e tantas outras belezas naturais, comporiam um uma grande obra.
Mas mesmo que seja só a história da nossa pequena-grande Corupá, já será de valor inestimável para a cidade.
Em uma crônica anterior, falei do livro sobre rios e cachoeiras de Corupá, prontinho para ser publicado, com editoração, capa, tudo providenciado, mas sem patrocínio, ainda, para fazer a obra circular. De qualquer maneira, ele deve sair, mais cedo ou mais tarde.
Enquanto isso, o livro que acharam ser mais oportuno para ser publicado, sobre a história de Corupá, está tomando corpo e o autor até me mandou o primeiro capítulo de amostra. Eu, particularmente, acho que uma obra sobre a Cidade das Cachoeiras deveria reunir as duas coisas: a história de Corupá e tudo sobre o seu imenso potencial turístico-ecológico, que se traduz na grande quantidade de belezas naturais, como dezenas de cachoeiras.
Mas o livro está sendo escrito, fruto de muita pesquisa e trabalho, e o primeiro capítulo ficou muito bom, revelando como a cidade surgiu de um caminho por onde passavam os desbravadores deste nosso sul. Fico curioso para ver a continuação, pois a história corupaense se revela muito interessante.
As fotos que ilustrarão o livro e que integram as pesquisas, também as vi, algumas, e achei espetacular. Alunos e professores do Grupo Escolar Teresa Ramos do meio do século passado, flagrantes da construção do Seminário Sagrado Coração de Jesus, um dos cartões postais de Corupá, a construção e inauguração da empresa de força e luz, nos anos vinte, enchentes de 1910, fotos da Rua Nereu Ramos, na década de 20, hotel do começo do século passado, fotos de colonizadores, peça de teatro apresentada na década de cinquenta.
Um livro assim, revelando Corupá desde o seu aparecimento até os dias atuais, com a descoberta de todas as suas cachoeiras e tantas outras belezas naturais, comporiam um uma grande obra.
Mas mesmo que seja só a história da nossa pequena-grande Corupá, já será de valor inestimável para a cidade.
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quarta-feira, 10 de março de 2010
CORUPÁ E O TREM
Estação Ferroviária de Corupá Hoje
Estação Ferroviária de Corupá antigaPor Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/
Nas minhas visitas a Corupá, minha cidade natal, tenho feito descobertas, ido em lugares onde nunca tinha ido quando morava lá. Descobri cachoeiras, rios, recantos os mais bonitos, subi morros, colhi frutas no pé como quando era menino.
Vi que a cidade cresceu, apesar de continuar tranquila como antes. O comércio e a indústria se desenvolveram, a população cresceu, embora algumas das pessoas que moram na cidade trabalhem em Jaraguá. Isso, de qualquer maneira, trouxe crescimento para Corupá, porque os trabalhadores construíram boas casas lá e urbanizaram áreas onde antes não havia nada.
A BR 280, entre Jaraguá e Corupá, construída há poucas décadas, contribuiu para uma maior visibilidade da Cidade das Cachoeiras, ainda que as cachoeiras só viessem a ter acesso quase no final do século passado.
Mas por muito tempo, a cidade se manteve pela sua agricultura – banana foi e talvez ainda seja o principal produto de lá – e pela presença da Rede Ferroviária Federal, que dava trabalho a muitos dos moradores e transportava não só cargas, mas também passageiros, desde Curitiba até São Francisco. Minha mãe, meus avos, meus tios trabalharam na ferrovia.
Bons tempos, aqueles, nos anos sessenta e setenta, quando íamos a Jaraguá, São Bento, Joinville, a Mafra, a Curitiba, de trem. Levávamos o dia inteiro para chegar até Curitiba, mas era divertido.
Nas minhas visitas a Corupá, minha cidade natal, tenho feito descobertas, ido em lugares onde nunca tinha ido quando morava lá. Descobri cachoeiras, rios, recantos os mais bonitos, subi morros, colhi frutas no pé como quando era menino.
Vi que a cidade cresceu, apesar de continuar tranquila como antes. O comércio e a indústria se desenvolveram, a população cresceu, embora algumas das pessoas que moram na cidade trabalhem em Jaraguá. Isso, de qualquer maneira, trouxe crescimento para Corupá, porque os trabalhadores construíram boas casas lá e urbanizaram áreas onde antes não havia nada.
A BR 280, entre Jaraguá e Corupá, construída há poucas décadas, contribuiu para uma maior visibilidade da Cidade das Cachoeiras, ainda que as cachoeiras só viessem a ter acesso quase no final do século passado.
Mas por muito tempo, a cidade se manteve pela sua agricultura – banana foi e talvez ainda seja o principal produto de lá – e pela presença da Rede Ferroviária Federal, que dava trabalho a muitos dos moradores e transportava não só cargas, mas também passageiros, desde Curitiba até São Francisco. Minha mãe, meus avos, meus tios trabalharam na ferrovia.
Bons tempos, aqueles, nos anos sessenta e setenta, quando íamos a Jaraguá, São Bento, Joinville, a Mafra, a Curitiba, de trem. Levávamos o dia inteiro para chegar até Curitiba, mas era divertido.
Em décadas passadas, quando eu nem era nascido, a estação ferroviária de Corupá era muito movimentada, pois o fluxo de passageiros era muito grande e o lugar se transformava em ponto de encontro.
Quando eu era menino ainda vi muita Maria Fumaça. Morei na minha adolescência quase ao lado estrada de ferro, perto de onde era o hospital. E lembrar o trem passando, a Maria Fumaça resfolegando, as locomotivas apitando, a litorina chegando e saindo, são imagens românticos de trem que povoaram parte da minha vida.
Viajei muito nos trens e na litorina, inclusive quando já era adulto e trabalhava em Joinville.
Hoje a ferrovia funciona apenas com cargas, mas já não tem o encanto de outrora.
Quando eu era menino ainda vi muita Maria Fumaça. Morei na minha adolescência quase ao lado estrada de ferro, perto de onde era o hospital. E lembrar o trem passando, a Maria Fumaça resfolegando, as locomotivas apitando, a litorina chegando e saindo, são imagens românticos de trem que povoaram parte da minha vida.
Viajei muito nos trens e na litorina, inclusive quando já era adulto e trabalhava em Joinville.
Hoje a ferrovia funciona apenas com cargas, mas já não tem o encanto de outrora.
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
AS CACHOEIRAS E A HISTÓRIA DE CORUPÁ
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
Um amigo escritor da terrinha mandou-me, recentemente, uma mensagem me perguntando se eu tinha alguma sobre a história de Corupá, para colaborar com ele em uma pesquisa para elaboração de um novo livro.
É que ele saiu a campo e visitou pessoalmente quase todas as cachoeiras de Corupá, mesmo aquelas mais difíceis de serem acessadas, e usou este material para uma obra na qual descrevia como chegar em cada cachoeira, fornecia os números – como altura, vazão da água, distância, etc., revelando tudo sobre as tantas quedas d´água que existem no Vale das Águas.
Pois ele bem batalhando há mais de ano e não conseguiu, ainda, patrocínio para publicação do livro. Ao invés disso, prometeram-lhe publicar um livro sobre a história da cidade. Daí o pedido dele.
Ora, Corupá tem uma vocação turística inestimável, que não é suficientemente explorada. Temos turistas que procuram a cidade para ver a Rota das Cachoeiras, por exemplo, mas eles vêm por causa da propaganda boca-a-boca, que quem vem fica maravilhado e fala pros amigos, coloca na internet e isso vai divulgando as belezas que são tantas. Mas o município faz muito pouco, não aproveita oportunidades como a novela da Manchete que foi gravada no Seminário, por exemplo, há alguns anos.
Eu, pessoalmente, fiz um site sobre a cidade, com a Rota das Cachoeiras, mapas e outras atrações, comuniquei a prefeitura para que divulgassem em folders sobre o maior patrimônio corupaense, que são as cachoeiras, mas não sei nem se eles mesmos, da administração da cidade, foram lá dar uma olhada.
A verdade é que seria muito bom para Corupá que o livro sobre as cachoeiras e rios da cidade fosse publicado. E quanto a história de Corupá, ela é importante, com certeza, e poderia abrir o referido livro, de forma sucinta, objetiva, para não cansar o leitor. Enriqueceria o livro e as duas coisas se completariam.
Um amigo escritor da terrinha mandou-me, recentemente, uma mensagem me perguntando se eu tinha alguma sobre a história de Corupá, para colaborar com ele em uma pesquisa para elaboração de um novo livro.
É que ele saiu a campo e visitou pessoalmente quase todas as cachoeiras de Corupá, mesmo aquelas mais difíceis de serem acessadas, e usou este material para uma obra na qual descrevia como chegar em cada cachoeira, fornecia os números – como altura, vazão da água, distância, etc., revelando tudo sobre as tantas quedas d´água que existem no Vale das Águas.
Pois ele bem batalhando há mais de ano e não conseguiu, ainda, patrocínio para publicação do livro. Ao invés disso, prometeram-lhe publicar um livro sobre a história da cidade. Daí o pedido dele.
Ora, Corupá tem uma vocação turística inestimável, que não é suficientemente explorada. Temos turistas que procuram a cidade para ver a Rota das Cachoeiras, por exemplo, mas eles vêm por causa da propaganda boca-a-boca, que quem vem fica maravilhado e fala pros amigos, coloca na internet e isso vai divulgando as belezas que são tantas. Mas o município faz muito pouco, não aproveita oportunidades como a novela da Manchete que foi gravada no Seminário, por exemplo, há alguns anos.
Eu, pessoalmente, fiz um site sobre a cidade, com a Rota das Cachoeiras, mapas e outras atrações, comuniquei a prefeitura para que divulgassem em folders sobre o maior patrimônio corupaense, que são as cachoeiras, mas não sei nem se eles mesmos, da administração da cidade, foram lá dar uma olhada.
A verdade é que seria muito bom para Corupá que o livro sobre as cachoeiras e rios da cidade fosse publicado. E quanto a história de Corupá, ela é importante, com certeza, e poderia abrir o referido livro, de forma sucinta, objetiva, para não cansar o leitor. Enriqueceria o livro e as duas coisas se completariam.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
CACHOEIRAS E O SEMINÁRIO DE CORUPÁ
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/
Corupá, a terra das Cachoeiras, localizada aos pés da Serra do Mar, no norte da Santa e bela Catarina, tem dezenas de quedas dágua. Além da Rota das Cachoeiras, no Parque Emilio Battistela, com 14 delas, existem muitas outras, como a localizada no Recanto Gaudete, da qual ainda não consegui saber o nome, a da Bruaca, que é vista quando se está chegando em Corupá e também aquela que vai sumir, se uma hidrelétrica for construída no Rio do mesmo nome. Há também a Cachoeira Véu de Noiva, no Rio São Paulo, belíssima e outras dezenas que não conheço. Esta última, a Véu de Noiva, eu conheci recentemente, quando estive num restaurante do interior. Não é à toa que Corupá é o Vale das Águas.
Mas minha incursão por Corupá, no último final de semana, começou por um almoço no Seminário Sagrado Coração de Jesus. Ele continua lindo e majestoso, com a igreja na primeira fachada e a segunda fachada em estilo meio gótico, com tijolos à vista. É um conjunto de edifícios que no final parece ser um só, imenso, mas muito bonito. Um dos cartões postais da cidade, que com toda a grande área que existe ao seu redor, transformou-se em local de grandes eventos, como shows de cantores sertanejos, reunindo grandes públicos, em torno de cinco mil pessoas ou mais.
A novidade é que lá se serve uma comida muito boa, caseira, variada e saborosa. Por enquanto, o serviço funciona apenas para eventos, mas segundo o administrador do Seminário, como o número de seminaristas diminuiu drasticamente nos últimos anos e há uma infraestrutura quase pronta, um restaurante aberto à comunidade nos finais de semana está previsto para breve. É apenas o tempo para fazer algumas reformas, atualizar o equipamento da cozinha, climatizar a sala e teremos um novo restaurante em Corupá.
Faz tempo que eu acho que a estrutura do Seminário precisava ser melhor aproveitada, então essa é uma boa notícia.
Corupá, a terra das Cachoeiras, localizada aos pés da Serra do Mar, no norte da Santa e bela Catarina, tem dezenas de quedas dágua. Além da Rota das Cachoeiras, no Parque Emilio Battistela, com 14 delas, existem muitas outras, como a localizada no Recanto Gaudete, da qual ainda não consegui saber o nome, a da Bruaca, que é vista quando se está chegando em Corupá e também aquela que vai sumir, se uma hidrelétrica for construída no Rio do mesmo nome. Há também a Cachoeira Véu de Noiva, no Rio São Paulo, belíssima e outras dezenas que não conheço. Esta última, a Véu de Noiva, eu conheci recentemente, quando estive num restaurante do interior. Não é à toa que Corupá é o Vale das Águas.
Mas minha incursão por Corupá, no último final de semana, começou por um almoço no Seminário Sagrado Coração de Jesus. Ele continua lindo e majestoso, com a igreja na primeira fachada e a segunda fachada em estilo meio gótico, com tijolos à vista. É um conjunto de edifícios que no final parece ser um só, imenso, mas muito bonito. Um dos cartões postais da cidade, que com toda a grande área que existe ao seu redor, transformou-se em local de grandes eventos, como shows de cantores sertanejos, reunindo grandes públicos, em torno de cinco mil pessoas ou mais.
A novidade é que lá se serve uma comida muito boa, caseira, variada e saborosa. Por enquanto, o serviço funciona apenas para eventos, mas segundo o administrador do Seminário, como o número de seminaristas diminuiu drasticamente nos últimos anos e há uma infraestrutura quase pronta, um restaurante aberto à comunidade nos finais de semana está previsto para breve. É apenas o tempo para fazer algumas reformas, atualizar o equipamento da cozinha, climatizar a sala e teremos um novo restaurante em Corupá.
Faz tempo que eu acho que a estrutura do Seminário precisava ser melhor aproveitada, então essa é uma boa notícia.
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domingo, 24 de janeiro de 2010
UM PÉ DE CAMBUCÁ
Por Luiz Carlos Amorim - Escritor e editor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
Vou falar do enorme e único pé de cambucá que conheci quando menino, em Corupá, e que povoou toda a minha vida. Nunca esqueci dele. E ainda não vi outra árvore como aquela, no decorrer de todos esses anos.
O pé de cambucá é um marco na minha infância, pois sempre esperei encontrar uma outra árvore com aquela fruta de sabor único, de textura única, que se parece um pouco com pêssego, mas é só um pouco e só na aparência. Pensei nunca mais encontrar um cambucazeiro, parecia que eles se escondiam de mim, ou pior – pensei que eles talvez não existem mais, por aqui.
Mas eu nunca esqueci aquela árvore majestosa, enorme cambucazeiro com uns dez metros de altura. Ela ficava na casa de um vizinho, na Plantagem, e nós íamos lá, quando os cambucás estavam maduros, pedir para subir e comer alguns. E os vizinhos deixavam e a gente subia e subia naquela árvore gigantesca e apanhava os frutos amarelos e duros por fora, mas suculentos por dentro, com uma semente dura e lisa, talvez do tamanho de uma semente de pêssego. O tamanho da fruta também regulava com o tamanho de um pêssego grande, só que era redonda. A polpa não tinha separação da casca, então a gente abria a fruta com os dentes, tirava a semente e comia a parte macia até chegar na parte mais resistente.
O pé de cambucá deve ser parente da jabuticabeira, pois as flores e os frutos dão direto no tronco e nos galhos, e o sabor é até um pouquinho parecido, mas é característico, só dele, porque é agridoce, ácido, incomparável.
Andei procurando, numa das minhas idas a Corupá e encontrei um pé de cambucá, ainda que bem jovem, no terreno de minha avó, naquele bairro em franco desenvolvimento atrás do cemitério, vejam vocês. Neste verão, em fevereiro, irei visitá-lo. Subirei nele, e poderei brincar de ser menino de novo.Voltarei a sentir na boca o sabor da infância.
Vou falar do enorme e único pé de cambucá que conheci quando menino, em Corupá, e que povoou toda a minha vida. Nunca esqueci dele. E ainda não vi outra árvore como aquela, no decorrer de todos esses anos.
O pé de cambucá é um marco na minha infância, pois sempre esperei encontrar uma outra árvore com aquela fruta de sabor único, de textura única, que se parece um pouco com pêssego, mas é só um pouco e só na aparência. Pensei nunca mais encontrar um cambucazeiro, parecia que eles se escondiam de mim, ou pior – pensei que eles talvez não existem mais, por aqui.
Mas eu nunca esqueci aquela árvore majestosa, enorme cambucazeiro com uns dez metros de altura. Ela ficava na casa de um vizinho, na Plantagem, e nós íamos lá, quando os cambucás estavam maduros, pedir para subir e comer alguns. E os vizinhos deixavam e a gente subia e subia naquela árvore gigantesca e apanhava os frutos amarelos e duros por fora, mas suculentos por dentro, com uma semente dura e lisa, talvez do tamanho de uma semente de pêssego. O tamanho da fruta também regulava com o tamanho de um pêssego grande, só que era redonda. A polpa não tinha separação da casca, então a gente abria a fruta com os dentes, tirava a semente e comia a parte macia até chegar na parte mais resistente.
O pé de cambucá deve ser parente da jabuticabeira, pois as flores e os frutos dão direto no tronco e nos galhos, e o sabor é até um pouquinho parecido, mas é característico, só dele, porque é agridoce, ácido, incomparável.
Andei procurando, numa das minhas idas a Corupá e encontrei um pé de cambucá, ainda que bem jovem, no terreno de minha avó, naquele bairro em franco desenvolvimento atrás do cemitério, vejam vocês. Neste verão, em fevereiro, irei visitá-lo. Subirei nele, e poderei brincar de ser menino de novo.Voltarei a sentir na boca o sabor da infância.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
CORUPÁ SEM A ROTA DAS CACHOEIRAS
Por Luiz Carlos Amorim (Escritor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br )
As variações climáticas quase cataclísmicas afetaram a Rota das Cachoeiras do Vale das Águas. Corupá, a Cidade das Cachoeiras, está um pouco menos bela, porque a rota com quatorze das suas mais belas quedas d’água está fechada, interditada, em decorrência do mau tempo, a chuva em excesso e os ventos dos últimos tempos, que derrubou árvores e provocou o deslizamento de alguns trechos das trilhas. Isso pode ser percebido logo no caminho entre as primeiras cachoeiras, o que acarreta um risco muito grande para aqueles que gostariam de fazer a rota. Para evitar que alguém caia barranco abaixo, a administração do Parque Ecológico Emílio Batisttela resolveu fechá-lo até que o tempo estabilize e possa ser feita a recuperação da trilha. Uma pena, pois a quantidade de chuva deu um volume excepcional às cachoeiras, tornando-as ainda mais belas.
Tomara que isso possa ser feito logo, pois dinheiro deve existir, para a recuperação do parque, já que é cobrado ingresso para visitação há quatro anos. A área de churrasqueiras e os banheiros, felizmente já estão sendo restaurados.
É preciso não deixar a recuperação da rota em segundo plano e fazer os consertos assim que possível, pois a temporada de verão está para começar e, além disso, o SBT andou cogitando, semanas atrás, de colocar no ar a reprise da novela “Ana Raio e Zé Trovão”, cuja grande parte foi gravada em Corupá. A direção daquela rede falou em substituir “Vende-se um Véu de Noiva”, adaptação da obra de Janete Clair, e parece que o folhetim está em vias de terminar.
Então é esperar que o boato seja verdade e que “Ana Raio e Zé Trovão” realmente volte ao ar, para vermos de novo as nossas cachoeiras, o Seminário e os morros atrás dele, onde foi montado o acampamento de ciganos.
Se isso acontecer, será mais uma oportunidade para a administração da cidade aproveitar a exibição de cenários de Corupá em rede nacional, para divulgar todo o potencial turístico do Vale das Águas.
As variações climáticas quase cataclísmicas afetaram a Rota das Cachoeiras do Vale das Águas. Corupá, a Cidade das Cachoeiras, está um pouco menos bela, porque a rota com quatorze das suas mais belas quedas d’água está fechada, interditada, em decorrência do mau tempo, a chuva em excesso e os ventos dos últimos tempos, que derrubou árvores e provocou o deslizamento de alguns trechos das trilhas. Isso pode ser percebido logo no caminho entre as primeiras cachoeiras, o que acarreta um risco muito grande para aqueles que gostariam de fazer a rota. Para evitar que alguém caia barranco abaixo, a administração do Parque Ecológico Emílio Batisttela resolveu fechá-lo até que o tempo estabilize e possa ser feita a recuperação da trilha. Uma pena, pois a quantidade de chuva deu um volume excepcional às cachoeiras, tornando-as ainda mais belas.
Tomara que isso possa ser feito logo, pois dinheiro deve existir, para a recuperação do parque, já que é cobrado ingresso para visitação há quatro anos. A área de churrasqueiras e os banheiros, felizmente já estão sendo restaurados.
É preciso não deixar a recuperação da rota em segundo plano e fazer os consertos assim que possível, pois a temporada de verão está para começar e, além disso, o SBT andou cogitando, semanas atrás, de colocar no ar a reprise da novela “Ana Raio e Zé Trovão”, cuja grande parte foi gravada em Corupá. A direção daquela rede falou em substituir “Vende-se um Véu de Noiva”, adaptação da obra de Janete Clair, e parece que o folhetim está em vias de terminar.
Então é esperar que o boato seja verdade e que “Ana Raio e Zé Trovão” realmente volte ao ar, para vermos de novo as nossas cachoeiras, o Seminário e os morros atrás dele, onde foi montado o acampamento de ciganos.
Se isso acontecer, será mais uma oportunidade para a administração da cidade aproveitar a exibição de cenários de Corupá em rede nacional, para divulgar todo o potencial turístico do Vale das Águas.
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domingo, 6 de setembro de 2009
CORES E CHEIROS
Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – Http: //www.prosapoesiaecia.xpg.com.br )
Recebi uma foto de um pé de xinxin de um fotógrafo amigo de Corupá e como eu vim para a terrinha neste final de semana com direito a feriadão, resolvi procurá-lo. Não lembrei que não é mais época da fruta, já não há mais laranjas maduras, limas, tangerinas. Só há, ainda, um pouco de limão maduro, vermelho, vermelho e junto com eles muita flor e limões pequeninos, bebês. O dourado de tangerinas, laranjas, xinxins, ponkãs, que manchava o verde de matas, pomares, quintais e jardins já se foi, para voltar apenas no próximo inverno.
Uma vez na terrinha, saí para passear e rever lugares já conhecidos e também para conhecer novos recantos. Não visitei nenhuma nova cachoeira, mas andei pelo interior e fui almoçar num restaurante com uma deliciosa comida caseira, quase em São Bento.
No caminho, enchi os olhos com uma quantidade imensa de olho-de-boneca, um tipo de orquídea que alguns chamariam de ordinária, porque é muito comum em nossa região, só que eu não aceito isso, pois orquídea é orquídea e ela é sempre bela. Há muito olho-de-boneca, em tudo que é jardim. É tanta cor e tanto perfume que a gente quase não entende como a natureza pode ser tão prodigiosa e tão generosa. O perfume das orquídeas, inclusive, se mistura com o perfume da flor de laranjeira, que também há em profusão, e a fragrância resultante é sensacional.
Mas não é só orquídea que a gente vê. Os ipês ainda estão florescidos, pequenos sóis a derramar tapetes de luz pelo chão. O manacá-da-serra – a variedade de jacatirão de inverno – ainda está florescido, convivendo maravilhosamente com os ipês. As azaléias atrasaram um pouco, com o descompasso das estações e estão desabrochando flores vermelhas por todos os lugares. Além de petúnias, amores-perfeitos, marias-sem-vergonha, malvas, cristas-de-galo, hibiscos, cravos de defuntos, gérberas, margaridas, etc.
Então, é muito bom voltar à terra da gente. Corupá ainda é um bom lugar para se viver e a natureza aqui é mais bela, o verde é mais verde, as cores são mais vivas. O Vale das Águas ainda é a perfeita tradução da beleza e da abundância e o cheiro de inverno é perfume de orquídea e flor de laranjeira.
Recebi uma foto de um pé de xinxin de um fotógrafo amigo de Corupá e como eu vim para a terrinha neste final de semana com direito a feriadão, resolvi procurá-lo. Não lembrei que não é mais época da fruta, já não há mais laranjas maduras, limas, tangerinas. Só há, ainda, um pouco de limão maduro, vermelho, vermelho e junto com eles muita flor e limões pequeninos, bebês. O dourado de tangerinas, laranjas, xinxins, ponkãs, que manchava o verde de matas, pomares, quintais e jardins já se foi, para voltar apenas no próximo inverno.
Uma vez na terrinha, saí para passear e rever lugares já conhecidos e também para conhecer novos recantos. Não visitei nenhuma nova cachoeira, mas andei pelo interior e fui almoçar num restaurante com uma deliciosa comida caseira, quase em São Bento.
No caminho, enchi os olhos com uma quantidade imensa de olho-de-boneca, um tipo de orquídea que alguns chamariam de ordinária, porque é muito comum em nossa região, só que eu não aceito isso, pois orquídea é orquídea e ela é sempre bela. Há muito olho-de-boneca, em tudo que é jardim. É tanta cor e tanto perfume que a gente quase não entende como a natureza pode ser tão prodigiosa e tão generosa. O perfume das orquídeas, inclusive, se mistura com o perfume da flor de laranjeira, que também há em profusão, e a fragrância resultante é sensacional.
Mas não é só orquídea que a gente vê. Os ipês ainda estão florescidos, pequenos sóis a derramar tapetes de luz pelo chão. O manacá-da-serra – a variedade de jacatirão de inverno – ainda está florescido, convivendo maravilhosamente com os ipês. As azaléias atrasaram um pouco, com o descompasso das estações e estão desabrochando flores vermelhas por todos os lugares. Além de petúnias, amores-perfeitos, marias-sem-vergonha, malvas, cristas-de-galo, hibiscos, cravos de defuntos, gérberas, margaridas, etc.
Então, é muito bom voltar à terra da gente. Corupá ainda é um bom lugar para se viver e a natureza aqui é mais bela, o verde é mais verde, as cores são mais vivas. O Vale das Águas ainda é a perfeita tradução da beleza e da abundância e o cheiro de inverno é perfume de orquídea e flor de laranjeira.
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