COMENTE

Sua opinião é importante. Comente, critique, sugira, participe da discussão.



Mostrando postagens com marcador flores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador flores. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A FESTA DA VIDA

Por Luiz Carlos Amorim - Escritor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

É primavera e nesta época temos este espetáculo esfuziante de cores e de vida: o verde brotando em todos os lugares e flores colorindo os caminhos da gente. Dentre tantas flores e tanta cor, uma árvore vestida de luz, grávida do sol, chama minha atenção, em alguns trechos dos caminhos: o ipê, majestoso, ainda se veste de amarelo, irradia beleza e depois, devagarinho, estende um manto dourado aos pés dos caminhantes.
E o inverno, que atrasou um pouquinho, fez com que o ipê convivesse, maravilhosamente, com os pés de jacatirão nativo, que começou a florescer no final de outubro, e cruzasse também com o jacatirão de inverno, o manacá da serra, aquele de jardim, que começou a florescer há bastante tempo e ainda exibe, orgulhoso, algumas flores brancas, lilases e rubras, conseguindo participar desta grande festa da mãe natureza. Ele persistiu e seguiu mostrando suas flores, conseguindo dar as boas vindas ao seu irmão nativo, que tinge de vermelho as florestas e as encostas do norte catarinense, anunciando o verão, anunciando o natal e o ano novo.
O tempo parece ter conspirado com ela, a natureza, para juntar as flores e as cores de árvores tão belas e que têm épocas de floração diferentes, para que em todas as estações tivéssemos beleza desabrochando por esse mundo de Deus. E nós as temos, então, flores que normalmente não se cruzam, num festival inédito que temos o privilégio de ter diante dos olhos.
Isso sem falar das petúnias, onze horas, violetas, marias-sem-vergonha, amores-perfeitos que vicejam pelos jardins em verdadeiros arco-íris.
A festa da vida recomeça e eu festejo a primavera! Renasce a esperança: é a vida sorrindo, música ao vento, poesia no ar. Vai embora, com o inverno, a solidão e a saudade e vem com a primavera o sol, com os seus raios de luz, força e cor, essência de vida do ser humano, pequeno filho da terra, irmão gêmeo da natureza.

sábado, 17 de julho de 2010

IPÊS ROXOS E AMARELOS


Por Luiz Carlos Amorim – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

E os ipês roxos estão florescendo espetacularmente. Ainda ontem, ao passar por uma praça, vi uma gari varrendo o chão que estava coberto de flores roxas, um tapete colorido que se estendia aos nossos pés. Vi também, ao caminhar hoje pela minha rua, um belo ipê amarelo desabrochando seus milhares de botões. Se o tempo melhorar e as flores não caírem antes do tempo com o peso da água da chuva, amanhã teremos um sol a mais na nossa rua.
Eu não costumava lhe prestar atenção, mas parece que este ano há mais daquelas flores roxas do que amarelas. Talvez pelos desencontros das estações.
Ultimamente, quando saio para caminhar, tenho notado vários deles pelas ruas onde passo e vi os tapetes coloridos que eles espalham pelos nossos caminhos. E desejei que nós, homens, cuidássemos mais da natureza, do meio ambiente, daqui por diante, para que essas árvores maravilhosas não deixem de espalhar cores pela nossa vida.
Para que nossos netos possam ver e mostrar aos seus filhos e netos as floradas esplendorosas de ipês amarelos, roxos, rosa e brancos. Como eu os posso ver hoje. Para que eles possam ter o sol ao alcance da mão, flores douradas a resplandescer luz e cor.
Para que possam sentir a força da natureza, que se não a agredirmos, ela tem belezas incomensuráveis a nos oferecer. Como as flores dos ipês, do jacatirão nativo e do manacá-da-serra e de tantas outras árvores floríferas.
Sou fascinado por árvores floridas, mas tenho medo, na verdade, de me apegar a elas, como dizia outro dia à Urda, escritora de Blumenau, pois minha amiga árvore, que conheci aqui em São José (eu não lhe sabia o nome, mas poderia ser um ipê rosa ou uma paineira) florescia lindamente todo ano e eu a via da janela do meu apartamento. Aí foram construindo mais um andar, outro mais, entre a minha janela e ela, e eu já não podia vê-la mais. Então mudei, mas quando ela florescia eu voltava para vê-la. Um dia, ao ir visitá-la, encontrei apenas um cepo no chão. Então tenho um pouco de receio de me apaixonar por elas, tornar-me amigo delas, pois de repente, sem mais nem menos, alguém pode tirá-las de mim.
Mas não posso deixar de admirar-lhes a beleza e me encantar com as suas cores que transbordam meus olhos.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

PRIMAVERA E FLORES PARA MARY




Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/ )

Hoje o dia amanheceu lindão, colorido, iluminado, brilhante. Com um sol pleno durante todo o dia, um céu de brigadeiro como não se via há bastante tempo e uma temperatura agradável. O dia perfeito, um dia típico de primavera.
Lembrei da minha amiga Mary Bastian, de Joinville, minha colega cronista na página 3 do jornal A Notícia, que me confidenciou, ontem, estar muito decepcionada com a estação. Perguntou-me onde estão as flores primaveris, das quais tenho falado tanto. Eu lhe disse que elas estão por aí, apesar das muitas chuvas. Amores perfeitos, orquídeas, marias-sem-vergonha, palmas, ipês, até manacás-da-serra, os jacatirões de inverno, ainda estão florescidos. Acho que as flores do jacatirão-manacá vão acabar confraternizando com as flores do jacatirão nativo, que começa a florescer no final deste mês de outubro e vai até meados do verão. Vai ser muito bonito.
Mas então lembrei da Mary e quero dedicar este dia lindo de sol para ela. Deu-me vontade de ir a Joinville e pegá-la pela mão para sairmos pela cidade e arredores e ver quanta flor há para enchermos nossos olhos.
No meu minúsculo jardim, até as cebolas estão florescidas. Tudo floresce. O pé de araçá tem frutos pequenos, mas ainda tem flores. Meu pequeno e único pé de hibisco está cheio de botões. Os pés de manjericão estão carregados de flor. Meus pés de morango ainda exibem flores ao lado de frutos amadurecendo. Meus pés de rosas vermelhas e amarelas, apesar de eu não os ter podado no dia de São João, estão cheios de botões. Até o único pé de cravo começou a florescer.
Ofereço todas essas flores e todas as outras que recém desabrocharam em qualquer lugar, principalmente em Joinville, para a Mary. Ela mora em apartamento e não pode, como eu, ter nem o minúsculo jardim que tenho. Por isso ofereço a ela a natureza, a primavera e todas as flores.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A PRIMAVERA SEMPRE VOLTA


Por Luiz Carlos Amorim (escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/ )

E não foi só pelas flores tantas a enfeitar os caminhos que me dei conta que a primavera chegou. Minha amiga Irene, do Rio Total, envia mensagem me perguntando o que houve com minha página em Escritores e Poetas daquele portal, pois já está com mais de duas mil visitas. Na do ano passado foram mais de cinco mil visitas. Fiquei tão feliz com o sucesso de meus poemas sobre a primavera, que resolvi falar da nova estação, coisa que nem pretendia fazer. Mas a passarada, com suas cantorias maviosas nas minhas manhãs não me deixariam esquecer, mesmo que eu não olhasse para fora.
Então não me furto a cantar aos quatro ventos a beleza dos ipês, majestosos, travestidos de sol, espalhando luz e cor e enchendo meus olhos extasiados. Não posso deixar de mencionar as orquídeas, exalando perfume e exibindo suas cores. Não posso esquecer as onze horas, os girassóis, as petúnias, as primaveras, os amores-perfeitos e tantas outras flores enfeitando jardins por todas as cidades.
O jacatirão de jardim, ou manacá-da-serra, já floresceu maravilhosamente, embora algumas árvores ainda exibam alguma cor remanescente. Mas no norte e nordeste de Santa Catarina, no próximo mês, começa a florescer o jacatirão nativo, aquele que ninguém plantou, que nasceu livre na floresta, nas encostas, nos caminhos. O verde das suas folhas começará a desaparecer em meio a tanta flor de cor branca, vermelha e vinho, pontilhando toda a mata com ilhas de tons avermelhados.
E a primavera vai enfeitando esse mundo de Deus, desabrochando jacatirões de outubro em diante, como se fora enfeite para a chegada do Natal e do novo ano que despontará.
Então, agora que parece que finalmente o inverno foi embora, levando com ele o frio, a solidão, a saudade, eu agradeço à Mãe Natureza por deixar vir a nós a primavera para vestir a terra de flores, de verde e de cores.
Vem, primavera e traz contigo a paz, a melodia do cantar dos passarinhos, e a flor do jacatirão...

sábado, 29 de agosto de 2009

OS JARDINS DAS NOSSAS CASAS

Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br )

Minha amiga Urda, de Blumenau, mudou do apartamento que ficava à beira de um morro que deslizou até perto dele e ameaçava desabar novamente, com uma chuva mais forte. Ela foi para uma casa e há algumas semanas ela está na lida para ajeitar tudo. E me disse, hoje, que seu novo canto já está com jeito de casa, as coisas no lugar, até o jardim já tem flores desabrochando.
Fiquei feliz por ela – eu também morei alguns anos em apartamento, mas voltei a morar em uma casa, que é muito mais lar, creio eu.
E disse a ela, então, que tenho tentado plantar algumas coisas aqui no meu “maiúsculo” jardim, que é também horta, mas a colônia de lesmas come tudo. É uma praga.
Plantei amor-perfeito e até que está bonito, por alguma razão as lesmas não os devoraram. As petúnias foram as mais atacadas pelas lesmas, mas algumas estão brotando de novo, renascendo do talo que havia ficado. Plantei alfaces, couves e brócolis e a alface, num canteiro pequeninho. As quatro ou cinco dúzias de mudas de alface, a abençoada da lesma já comeu tudo. Sobraram as mudas de couve e brócolis, que estou tentando salvar. Estou indo de noite, com lanterna, no jardim, para catar quantidades enormes de lesmas, há uma semana. Nos primeiros dias, catei mais de cinquenta, botei todas num pacote plástico e mandei embora com o lixo. No segundo dia ainda catei mais um tanto, mas no terceiro, peguei cinza e joguei em cima de cada uma que encontrei, que a cinza é ácida e elas derretem. Como a cinza estava acabando, ante-ontem peguei água que tinha deixado "curtindo" com um pouco de cinza, que eu pretendia jogar nas couves-manteiga que estavam sendo atacadas também pelo pulgão e joguei em cada lesma que eu via. Derreti um monte delas. Ontem, como não tinha mais nada, joguei sal em algumas que encontrei. A quantidade delas diminuiu bastante, hoje já achei só duas ou três. Deve haver mais, mas eu não vi.Amanhã devo assar anchovas na churrasqueira e então terei mais cinza, que vou botar na água para continuar combatendo pulgão e lesmas.É impressionante como as danadas das lesmas, um bicho tão pequeno, consegue comer tantas folhas grandes de couve tão rapidamente. Em uma noite elas fazem um estrago enorme.
Por enquanto, estou conseguindo salvar meus pés de couve, de brócolis e de nabos.
Vamos ver o que acontece quando voltar a chover, que é quando as lesmas surgem do nada aos montes.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

DE CRÔNICA, FEIRA DO LIVRO, FLORES, ETC.

Desde os tempos dos Diários Associados de Santa Catarina, mantive colunas em diversos jornais: sobre música, sobre cultura, sobre literatura, etc. Algumas delas, diárias, e haja fôlego e tema para escrever todos os dias, chovesse ou fizesse sol. Eu achava engraçado o fato de, andando pela rua, algumas pessoas me cumprimentarem, como se me conhecessem. É que saía, diariamente, uma foto minha no cabeçalho das colunas. Hoje em dia ainda acontece isso.
Na minha viagem a Portugal encontrei pessoas que achavam que me conheciam, mas na verdade tinham visto foto nas crônicas que publico em diversos jornais pelo mundo afora.Então deu saudade das antigas colunas e, ao invés de fazer uma crônica sobre determinado assunto, vou falar um pouquinho sobre dois ou três. A segunda Feira Catarinense do Livro, neste mês de maio, no Largo da Alfândega, foi uma feira apenas para vender livros, sem maiores atrações, infelizmente. A realizadora da feira, a Câmara Catarinense do Livro, vem enfrentando dificuldades para fazer acontecer o evento, pois já se passaram algumas edições nas quais ela não é mais do que simples oferta de livros, sem atrações paralelas, como a presença de um grande escritor de renome nacional. E conseguiu-e apenas um patrocinador. É a crise.
A situação parece ter piorado, pois o stande que era disponibilizado gratuitamente para os escritores locais, em outros anos, nesta edição teve que ser pago. Cada escritor que queria expor na feira, para utilizar o stande teve que ajudar a pagá-lo. Sempre achei que a feira se pagava, com o dinheiro resultante do pagamento dos standes, por livrarias e editoras, mas pelo jeito não é bem assim. Não sei quanto os sócios pagam de anuidade, mas seja o que for, não dá condições para a Câmara Catarinense do Livro fazer o seu trabalho como deveria ou gostaria. De um ou dois anos para cá, até os funcionários da Câmara foram reduzidos drasticamente.
Quem queria um lugar onde fosse oferecida uma boa gama de opções para a compra de livros, a feira estava lá. De tamanho menor que as anteriores, sem justificar quase nada o título de “Feira Catarinense do Livro”, mas estava lá. Como sempre, o que se vendeu mais foram os livros infantis. Mas os livros infantis vendidos são as fábulas antigas, tradicionais e importadas, que não têm direitos autorais para pagar a ninguém e por isso mesmo são impressos em grandes tiragens, com poucas páginas e por isso mesmo, podem ser vendidos a cinqüenta centavos, um real cada e engordam as estatísticas de vendas. Verdade que as editoras poderiam, talvez, confiar mais nos escritores da terra e fazer tiragens maiores, para que pudessem custar menos. Menos mal que estamos comprando livros para colocar nas mãos de leitores em formação. Só precisamos tentar melhorar a qualidade destas compras.E o tempo precisa definir melhor as estações do ano. (Ou será que somos nós, seres humanos, que precisamos dar condições à natureza de voltar ao seu ciclo natural?) Sei que não é a natureza a culpada disto. Os jacatirões de inverno, que florescem em junho, julho, já estão carregados de botões se abrindo. Na dúvida, devem pensar eles, digamos que já é inverno e dá-lhe florescer! E as onze-horas nem ligam pra estação e florescem escancaradamente.
E, mudando de saco pra mala, recebo de uma amiga brasileira que vive no exterior, uma apreciação de quem está vendo de fora o panorama das publicações literárias e culturais no Brasil. Ela percebe que as revistas e jornais publicados por pessoas ou grupos ligadas à cultura, mas que não têm nenhum apoio da “cultura oficial”, são na verdade quem dão impulso ao desenvolvimento da literatura brasileira. Que bom que essa constatação vem de quem está observando tudo de fora, por alguém que é do meio.
****************************************

Visite o portal PROSA, POESIA & CIA., do Grupo Literário A ILHA, em Http://br.geocities.com/prosapoesiaecia . Muita prosa, muita poesia e muita informação literária e cultural.