COMENTE

Sua opinião é importante. Comente, critique, sugira, participe da discussão.



domingo, 8 de junho de 2014

DESRESPEITO A MACHADO DE ASSIS


     Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Http://www.luizcarlosamorim.blogspot.com.br

A moda agora é “reescrever” clássicos da literatura “para torná-los mais inteligíveis, mais acessíveis para as gerações atuais”. Tomara que não peque, mas foi o que fez  Patrícia Seco, com a obra “O Alienista”, de Machado de Assis, para “facilitar” a leitura aos leitores iniciantes. Vejam com quem ela foi se meter. Será que ninguém disse a ela, nunca, que alterar a obra de outrem é plágio, é adulteração, é crime? E o Ministério da Cultura, que avalizou a coisa, não percebeu o absurdo?

Foram impressos nada menos do que 600 mil exemplares de “O Alienista”, que serão distribuídos pelo Instituto Brasil Leitor a escolas e bibliotecas. Além do livro de Machado de Assis – ou deveria dizer do Mestre em “parceria” com Patricia Secco? - que será lançado neste mês de junho, em homenagem – homenagem? – ao aniversário de nascimento do escritor ícone da literatura brasileira, em 21 de junho, outro livro também foi liberado pelo Ministério da Cultura para ser “reescrito” e publicado: “A Pata da Gazela”, de José de Alencar. O maior nome da literatura nacional não merecia esse desrespeito, ainda mais na época do seu aniversário.

Pois é, tem o dedinho do Ministério da Cultura neste angu, pois foi ele que liberou a captação de recursos com lei de incentivo para a “co-autora” – para não ser delegante vamos dizer “co-autora” – publicar os dois livros já citados. É isso, os seiscentos mil livros da obra machadiana adulterada  foram impressos com o dinheiro público. A mutilação da obra de Machado de Assis e José de Alencar está sendo patrocinado por nós, com o suado dinheiro que pagamos de impostos, dos mais caros do mundo, com a bênção do Ministério da Cultura. E havia mais, o projeto previa, ainda, “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo e “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antonio Almeida. Esperemos que Mec ponha a mão na cabeça e volte atrás, impedindo que o despropósito se repita com as outras três obras.

Será que, além de cometer a irresponsabilidade de adulterar a obra do grande Machado de Assis, a dona Patrícia está consciente de que está dizendo para as pessoas que não precisam mais consultar o dicionário? Ela facilita ao leitor iniciante, para que ele receba tudo mastigado e não precise pensar. Ela percebeu que está tornando muitas pessoas incapazes de ler os clássicos, porque resolveu decretar a inutilidade dos dicionários? Isso é justo? Isso é inteligente? Isso é conhecer um clássico da nossa literatura? Clássico que não será mais clássico, depois que passar pela “facilitação” de dona Patrícia, é claro. Incentivar o não uso do dicionário é defasar ainda mais o ensino em nossas escolas e fora delas. A educação brasileira já vem sendo sucateado o bastante pelos nossos governante, não precisamos de mais ajuda para isso.

Nossos leitores em formação, sejam jovens ou não, precisam aprender a usar o dicionário, precisam habituar-se a consultá-lo sempre, para exercer uma leitura plena de compreensão de qualquer texto. Não podemos desencorajar o hábito de recorrer sempre ao dicionário, pois não é só para o texto dos clássicos que precisamos adotá-lo, temos que tê-l o sempre por perto para qualquer dúvida que haja em qualquer enunciado, seja literatura ou qualquer outro tipo de texto. Isso significa compreensão do que se lê, significa letramento, significa ampliação de vocabulário, significa aprendizado.

Não é desculpa para mudar a obra de outrem, o fato de que seu texto contenha palavras mais rebuscadas ou fora de uso, no presente caso por ter sido escrito em uma época diferente da nossa. Dicionário existe para isso, para nos dar o significado de palavras que não conhecemos. E tem que ser usado para isso. Dicionário é aquele livro que pode até ficar ensebado, com orelhas de burro pelo uso intenso. E uma obra literária tem que ser lida no original, nunca através de “resumos” e “reescrituras facilitadoras”, que só deturpam o texto escrito pelo autor verdadeiro, dono absoluto do que ele escreveu, não importa quanto tempo tenha passado.

Não estou julgando a obra da escritora, destinada ao público infanto-juvenil, em absoluto. Eu não conheço a obra dela, que deve ser excelente, pois são mais de duzentos e cinquenta livros publicados. Mas a ideia da “simplificação” das obras de autores consagrados, ícones da nossa literatura, foi muito infeliz.

terça-feira, 3 de junho de 2014

O LUGAR ONDE VIVEMOS


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br


Estamos na Semana Mundial do Meio Ambiente e o dia 5 é o Dia da Ecologia e do Meio Ambiente. Como o Dia da Água, todo dia é dia do meio ambiente, todo dia é dia de ecologia. E está mais do que na hora de nos conscientizarmos disso, pois a natureza está cansada de esperar que o ser humano se dê conta de que é preciso preservar o lugar onde vive. Ela está se rebelando, mostrando o resultado de tanto tempo de descaso e desrespeito. Estamos vendo isso pelo mundo todo.

O que Mãe Natureza precisará fazer para que nos convençamos de que estamos destruindo nosso meio ambiente, nosso planeta? Como diziam meus avós, ela sempre pega o que é dela de volta. Ainda mais em ela vendo que não estamos cuidando nada do nosso planeta, não estamos levando a sério o fato de que se não tratarmos dele, ninguém o fará por nós. E tratar dele, tratar do meio ambiente é tratar de nós mesmos.

A Semana Mundial do Meio Ambiente está aí, então, para pararmos e refletirmos sobre nossas ações, tão irresponsáveis e nada preventivas para que tenhamos nosso planeta mais saudável para nós, para nossos filhos e netos.

Que meio ambiente deixaremos para o futuro, para os nossos filhos e netos? Haverá futuro para o meio ambiente, para a vida, se continuarmos a agredir a natureza, destruindo o ar, a água, o mar, o solo?

Não cuidamos do lugar onde vivemos, fragilizamos a saúde do planeta, envenenamos o ar, a água, a terra, o mar. O resultado é a nossa saúde fragilizada. Precisamos devolver a saúde ao meio ambiente, ao planeta, para restabelecer a nossa própria saúde. Com muita urgência. Porque o tempo está se esvaindo. Há que se trabalhar, e muito, com muita urgência, pelo restabelecimento da saúde do planeta. Como poderemos nos redimir, se cometemos incomensuráveis crimes contra o meio ambiente, não cuidando direito da coisa mais elementar, do mais básico, que é o nosso lixo? É assim que cuidamos da natureza?

Infelizmente nós, os seres humanos, fazemos questão de não aprender. Com todas as tragédias que vêm acontecendo nos últimos anos, em função das variações do clima, parece que não aprendemos e continuamos a agredir a nossa Mãe Natureza, poluindo-a de todas as maneiras possíveis. Quando vamos aprender? Haverá tempo?

quinta-feira, 29 de maio de 2014

JÚLIO DE QUEIROZ, ESCRITOR MOR

Júlio de Queiroz e Salma Ferraz
 
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Hoje, 29 de maio de 2014, foi o dia do escritor Júlio de Queiroz. O auditório da Academia Catarinense de Letras estava lotado de leitores, amigos e admiradores deste que é um dos maiores, senão o maior escritor de Santa Catarina, sem nem mesmo ser catarinense. Aliás, eu já o naturalizei catarinense em um artigo anterior, pois ele chegou em nosso Estado há mais de quarenta anos, encantou-se com esta terra e nunca mais saiu daqui. Por isso, não há como não considera-lo catarinense.

Júlio apresentou quatro novos livros: “Em companhia da solidão” e “Amor e morte – os dançarinos da vida”, os dois de contos, e “Pelas frestas da caverna”, obra organizada pela escritora Salma Ferraz que reúne suas palestras, discursos esparsos e dispersos em jornais, vídeos, etc. São, conforme a própria organizadora afirma, ensaios com marca de literatura e poesia, que trazem reflexões filosóficas, teológicas, éticas, na tentativa de entender o homem, a literatura, este mundo e sua complexidade. Sem esquecermos o quarto livro, “A mulher na Humanidade”, ensaio.

Fui abraçar Júlio e parabeniza-lo pela obra lançada, claro. Os dois livros de contos eu já havia lido, pois ele mandou entregar-me na porta da minha casa, assim que saíram do prelo. São obras primas do talentoso amigo escritor. Então queria conhecer o de ensaios, “Pelas Frestas da Caverna”, que era novidade para mim, pois ele, Júlio, nem falara dele em nossas conversas, acho que queria fazer surpresa. E fez.

Assisti à sessão solene da Academia, em homenagem ao Júlio, fiquei para o coquetel, revi amigos e conheci escritores que eu não conhecia ainda pessoalmente, como a Salma Ferraz e depois peguei os livros e vim embora, pois queria abrir o novo livro e saber o que ele continha, pois vindo de Júlio de Queiroz, só podia ser coisa muito boa.

Já comecei a ler “Pelas Frestas da Caverna” e a expectativa só se confirma: é muito bom. E a surpresa: o livro fecha com uma “Homenagem a Júlio de Queiroz”. Assinada por quem, adivinhem? Pois então, por este que vos escreve. A organizadora achou um artigo que escrevi quando da entrega do Prêmio Vilson Mendes de Literatura, pela Academia Desterrense de Letras, em 2012, e publicou. O artigo falava do meu constrangimento por ter perdido a homenagem a  Júlio, por ter confundido a data. E mencionava a minha admiração ao amigo e grande escritor, pessoa humana incrível, homem culto e carismático.

Então agradeço à organizadora por me fazer presente na obra de Júlio, uma honra que talvez eu nem merecesse.

 

domingo, 25 de maio de 2014

SOBRE JORNALISMO DE OUTRORA, FEIRAS DO LIVRO, ETC.


    Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

 

Desde os tempos dos Diários Associados de Santa Catarina, mantive colunas em diversos jornais: sobre música, sobre cultura, sobre literatura, etc. Algumas delas, diárias, e haja fôlego e tema para escrever todos os dias, chovesse ou fizesse sol. Eu achava engraçado o fato de, andando pela rua, algumas pessoas me cumprimentarem, como se me conhecessem. É que saía, diariamente, uma foto minha no cabeçalho das colunas. Como hoje em dia todos os jornais fazem.

Na minha viagem a Portugal encontrei pessoas que achavam que me conheciam, mas na verdade tinham visto foto nas crônicas que publico em diversos jornais pelo mundo afora, inclusive lá, e na internet, também.  
                                                                                                                                                         Então deu saudade das antigas colunas e, ao invés de fazer uma crônica sobre determinado assunto, vou falar um pouquinho sobre dois ou três.                                                                                                                                                        A sétima Feira Catarinense do Livro, que aconteceu de meados a quase fim de  maio, no Largo da Alfândega, foi uma vitória, pois o município não queria mais que o evento fosse realizado no lugar onde esteve por tantos anos. A imprensa botou o assunto em pauta, publicou sobre a dificuldade da Câmara Catarinense do Livro em continuar realizando a feira. Eu também entrei na briga e publiquei artigo falando do desmantelamento da feira, que vem diminuindo de tamanho há muito tempo, tendo se transformado em mera oferta de livros, sem nenhuma atração extra, o que a descaracteriza, pois há que haver discussão, debate, encontro de produtores de literatura. Outras feiras pelo Estado crescem, como a de Joinville e Jaraguá do Sul, enquanto a de Florianópolis cada vez tem menos apoio. E ela precisa de apoio do município, do Estado, da União, da iniciativa privada, para que possa reunir os escritores da terra e grandes nomes da cultura brasileira para discutir literatura. Eu participei, fiz lançamentos de livros com a Urda, de Blumenau, e com o Júlio Queiroz, nosso contista maior, que está com dois livros novos.

Não conseguimos o lugar que a feira do livro sempre ocupou no Largo da Alfândega, mas ela ocupou um pequeno espaço ao lado daquele que ocupava, bem no meio do fluxo, anteriormente. Dos males do menor. A feira não acabou e quem sabe agora, que chamou a atenção de todos, da administração da capital, do governo catarinense, volte a crescer. Precisamos continuar cobrando. Se o Estado tem quatro milhões para dar para a festa da Fifa, no Costão do Santinho, como é que não tem verba para a feira do livro, que é cultura?

Quem queria um lugar onde fosse oferecida uma boa gama de opções para a compra de livros, a feira estava lá. De tamanho menor que as anteriores, sem justificar quase nada o título de “Feira Catarinense do Livro”, mas estava lá, com a voa vontade do pessoa CCL. Como sempre, o que se vendeu mais foram os livros infantis e infantojuvenis. Mas os livros infantis vendidos são as fábulas antigas, tradicionais e importadas, que não têm direitos autorais para pagar a ninguém e por isso mesmo são impressos em grandes tiragens, com poucas páginas e por isso mesmo, podem ser vendidos a um, dois, cinco reais cada e engordam as estatísticas de vendas. Menos mal que estamos comprando livros para colocar nas mãos de leitores em formação. Só precisamos tentar melhorar a qualidade destas compras.

E o tempo precisa definir melhor as estações do ano. (Ou será que somos nós, seres humanos, que precisamos dar condições à natureza de voltar ao seu ciclo natural?) Sei que não é a natureza a culpada disto. Os jacatirões de inverno, que florescem em junho, julho, já estão carregados de botões se abrindo. Na dúvida, devem pensar eles, digamos que já é inverno e dá-lhe florescer! E as onze-horas nem ligam pra estação e florescem escancaradamente. Mas o frio finamente chegou e as tainhas também. Antes tarde do que nunca.
E, mudando de saco pra mala, recebo de uma amiga brasileira que vive no exterior, uma apreciação de quem está vendo de fora o panorama das publicações literárias e culturais no Brasil. Ela percebe que as revistas e jornais publicados por pessoas ou grupos ligados à cultura, mas que não têm nenhum apoio da “cultura oficial”, são na verdade quem dão impulso ao desenvolvimento da literatura brasileira. Que bom que essa constatação vem de quem está observando tudo de fora, por alguém que é do meio. Porque alguém precisa ver isso, para que se resgate a nossa cultura, que anda tão em baixa ultimamente.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

ABRAÇO


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

O dia vinte e dois de maio é o Dia do Abraço. Nem sabia que existia, mas uma mensagem no Face, postada pela mana Sandra, me chamou a atenção: “Queria te dar um abraço apertado. Feliz Dia do Abraço neste dia 22.”

Pois eu queria dar um abraço nela, também, e em tanta gente... Pessoas queridas que estão longe ou que não estão mais aqui... Minhas filhotas, por exemplo, que levantaram voo do ninho e estão tão longe... Daniela, a bailarina, está morando em Lisboa, fazendo mestrado na sua área. Fernanda, a fisioterapeuta está em Ribeirão Preto, São Paulo, onde mora com o marido. Ainda bem que em junho elas vêm de visita e poderei abraçá-las, que sempre é dia para abraçar.
A comunicação hoje é tão fácil, podemos falar com qualquer pessoa, esteja ela onde estiver. Mas a presença, o abraço, o olho no olho, isso tudo é insubstituível. Se não podemos estar próximos, para nos abraçarmos, vale, é claro, falarmos e até nos vermos, com toda a tecnologia que há hoje.

Mas não poder abraçar as pessoas porque estão muito longe me dá um pouco de tristeza, porque me lembro da nossa Vó Mariana, que morava em Joinville. Ela, com seus noventa e tantos anos era uma poetisa atuante e todos os poetas da cidade eram seus netos. Todos a chamavam de Vó. Um dia, lá no final dos anos noventa mudei para Florianópolis. De vez em quando eu voltava para o norte do Estado e a procurava. Num certo dia, cheguei em sua casa, bati na porta e uma pessoa atendeu. Ela estava descansando e eu pedi que não a acordasse. Na minha ida a Joinville depois disso, procurei-a novamente, para dar-lhe o abraço e o beijo atrasados, mas me comunicaram que ela não estava mais conosco.

Então aprendi que nunca se deixa um abraço para depois. Braços são para abraçar. Sempre. E quando a gente abraça alguém, fica com dois corações no peito, já perceberam?
Amigos, gente querida de qualquer lugar, onde quer que estejam agora, considerem-se abraçados. Neste dia vinte e dois e em qualquer outro dia.

domingo, 18 de maio de 2014

OS ESCRITORES E OS LIVROS ELETRÔNICOS


    Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Vejo, no noticiário, que o crescimento da venda de livros eletrônicos, nos últimos tempos no Brasil, está maior do que as vendas nos Estados Unidos, quando do “boom” daquele produto.
E existe previsão de que cresça ainda mais, de 1,17% para mais de 2,5%, por conta do total do faturamento do mercado editorial brasileiro. Até porque foram vendidos, no Brasil, em 2013, 8 milhões de tablets e 35 milhões de smartfones, aparelhos que podem ser usados para a leitura de e-books, além dos e-readers específicos para esse fim.
Outra coisa que deve aumentar a venda de e-readers e de e-books, consequentemente, é a modificação na lei da Política Nacional do Livro, que deve ser aprovada brevemente e que inclui, na isenção de impostos para livros, os equipamentos cuja função exclusiva ou primordial seja a leitura de textos em formato digital.
Com toda essa revolução em ebulição, nós, escritores, além das editoras, precisamos atentar e pensar em aderir ao e-book, o livro eletrônico. Precisamos fazer isso porque o livro tradicional, impresso em papel, vai acabar? Não, isso não vai acontecer tão cedo. Vai demorar bastante para o livro eletrônico equiparar ou suplantar o livro como o conhecemos até agora. Talvez isso nem aconteça.
Mas nós, que publicamos livros, precisamos entrar nesse novo mercado e, além do livro impresso, é bom pensar em providenciar também a versão eletrônica, para conquistarmos também os leitores que já estão usando os e-readers, os leitores dos e-books. Mesmo aqueles escritores que se consideram alternativos.
A verdade é que muitos de nós já publicava, desde meados da década passada, seus livros em versão eletrônica, colocando-os na internet, para serem baixados de graça. Ninguém cobrava nada. Agora é hora de começar a pensar em colocar os livros em lojas virtuais, tentar vendê-los, pois o preço de um livro eletrônico é bem convidativo, menor do que o preço do livro impresso e isso pode significar alguma venda. E as gigantes mundiais das vendas on-line já aportaram no Brasil, então, há que não se perder tempo.
Estou agourando, com isso, o fim do livro tradicional? Não, porque como já disse, isso não vai acontecer. O índice de venda dos livros eletrônicos, dentro do universo da venda de livros em qualquer formato é, como já vimos, bem pequeno. E nos Estados Unidos já estacionou. Então, o livro de papel, manuseável, aquele que prescinde de qualquer fonte de energia a não ser a nossa vontade de ler, vai continuar, sim, por muito e muito tempo.
Mas é necessário que nos adaptemos às novas tecnologias, que podem caminhar paralelas aos recursos que já existiam e que continuarão existindo.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

LANÇAMENTO NA FEIRA CATARINENSE DO LIVRO


   Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

Vou fazer o lançamento de meu livro infantil, FLEXA DOURADA, assim como de um livro de crônicas – O RIO DA MINHA CIDADE, menção honrosa nos Prêmios Literários Cidade de Manaus e um de poemas, NAÇÃO POESIA, antologia poética dos meus trinta anos de caminhada, na Feira Catarinense do Livro, em Florianópolis, no Largo da Alfândega, nesta sexta, dia 16 de maio, às 10 horas. Eu e o Júlio de Queiroz, um dos nossos maiores escritores, que apresentará seus dois novos títulos, AMOR E MORTE e EM COMPANHIA DA SOLIDÃO. Sim, na Feira Catarinense do Livro, que está acontecendo no Largo da Alfândega.

Pois é, apesar das dificuldades impostas pelo município, que não queria mais a realização da feira catarinense do livro no Largo da Alfândega, colocamos a boca no trombone, a Câmara Catarinense do Livro foi à luta e conseguiu-se que o evento seja levado a efeito, como nos últimos quatro anos e antes ainda, com a feira do livro de Florianópolis.

Publicamos artigo a respeito, há algumas semanas, com o título “Como acabar com uma feira do livro”, aqui no ND e também em alguns jornais pelo Brasil. Felizmente o Iphan liberou o espaço no Largo da Alfândega e a feira do livro volta ao seu lugar tradicional, até porque é o melhor local, já que fica no caminho do público que sai dos terminais e vai para o centro da cidade e vice-versa. O Largo da Alfândega fica no meio do fluxo de pessoas.

O que falta é o apoio do município, do Estado, da União e da iniciativa privada, para que as feiras do livro de Florianópolis cresçam e deixem de ser apenas e unicamente oferta de livros. Não que a oferta de livro não seja importante, em absoluto. Tudo o que puder incentivar a leitura é importante, mas feira do livro tem que ser, também, debate, discussão a respeito de literatura, encontro de fomentadores da cultura. Feira do livro tem que ser mais, precisa ter a participação de personalidades do meio literário e cultural de fora, para que haja integração, atualização, troca de ideias com os produtores de cultura e de literatura de outros pontos do país.