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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

A CAPITAL MUNDIAL DA DANÇA


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Com o frio ornado de flores de jacatirão (manacá-da-serra) e azaleias, quem sabe de ipês, acaba o Festival de Dança em Joinville, o maior do gênero no mundo. Pude  encher a vista com a beleza da dança na Cidade das Flores.
Quando o Festival de Dança começou em Joinville, eu já morava lá e assisti todas as edições, desde a primeira, enquanto estava na Manchester. Começou no Teatro Harmonia Lyra – eu me lembro que assisti de pé a primeira noite do primeiro ano -, depois passou para o Ginásio Ivan Rodrigues, onde ficou por vários anos, até o Centreventos ficar pronto e o grande evento passou a ter um lugar maior.
A dança é uma das artes mais sublimes, pois aliada à música, impressiona todos os nossos sentidos. E o Festival de Dança de Joinville espalha essa beleza, esse movimento, essa plástica e seus sons por toda a cidade, não se restringindo apenas ao Centreventos, à mostra competitiva. A dança esteve nas praças, nos shoppings, nas escolas, nos bairros, nas fábricas, nos hospitais, em todo lugar.
E nos anos 80 e 90, quando ainda existia a Feira de Arte em Joinville, aliávamos a beleza da dança à poesia, levando o Varal da Poesia à praça Nereu Ramos, que tinha um palco fixo (o popular “palco da liberdade”), onde eram apresentados os grupos e suas coreografias que haviam participado da mostra competitiva.
Os “poetas da praça”, integrantes do Grupo Literário A ILHA, produziam e colocavam em cartazes que eram presos a fios esticados perto do palco, dezenas de poemas cantando a dança e os bailarinos que vinham de todos os pontos do país e do exterior para exercitar na Cidade dos Príncipes a mágica poesia do corpo.
Além dos poemas como “Qual grande caixa de música , /a cidade, de sons e cores, / é, também,um grande palco: / a emoção, bailarina, / vibra dentro de todos / e a música é poesia / na ponta das sapatilhas...” ou “A música, / poesia do som, / embala a emoção, /aguça os sentidos, / transborda o coração, / explode por todos os poros / e faz-se movimento, / dança e enlevo...” e muitos outros, que eram exibidos no Varal e distribuídos em sanfonas poéticas, colocávamos na ruas de Joinville out-doors com trechos de poemas, homenageando a dança e os bailarinos.
O Festival continua, cada vez maior, mas falta um pouquinho da poesia que existia naqueles tempos de outros festivais ainda vivos na lembrança

3 comentários:

  1. Oi meu amigo! Quanto tempo hein?

    Hoje tirei este tempinho para cumprimentá-lo. Devido a correria do dia a dia e as intercorrências que nos cercam, estava totalmente alheia aos acontecimentos. Pois bem. Nos últimos meses fiquei totalmente focada em meu 'PAI' este passou-nos um susto tremendo, a retirada de um tumor cerebral e consequentemente começará nos próximos dias 30 seções de radioterapia. Engraçado, desde que me entendo por gente, ele cuida de tudo que diz respeito ao coração e agora com 68 anos aparece este problema tremendo e o médico nos disse que o caso é gravíssimo. Então, às vezes DEUS nos chama para algo muito importante. Aprender a ter paciência, aceitação e fé perante as dificuldades de quem nós amamos muito. Senti vontade de me expressar porque tenho muito orgulho do meu pai e de tudo que ele fez por nós. Aliás, continua fazendo, todos os dias ele se agarra a esperança e irradia este sentimento através de pequenas atitudes, que para ele são imensas. Por exemplo, atualmente ele tem dificuldades de se expressar devido a cirurgia. Mas está enfrentando e nos ensinando que vale apena 'VIVER'. Então este é o motivo de me ausentar em relação às suas crônicas, as quais continuam cada dia melhores. Parabéns por exercer uma profissão tão prazerosa. Confortar e alertar as pessoas sobre diversos assuntos. Continue sendo perseverante em sua caminhada.

    Professora Edna Matos de Divinópolis - MG

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    1. Seja bem-vinda sempre, professora Edna. Que bom saber de um pai assim lutador na semana dos pais. Dê um beijo e um abraço a ele por mim. Grande abraço.

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  2. Como sempre mais uma adorável Crônica, abraços.

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