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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

NOVA EDIÇÃO DO SUPLEMENTO LITERÁRIO A ILHA



Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/



É setembro e as Edições A ILHA, do Grupo Literário A ILHA, lança o número 118 da sua revista, a mais perene do gênero, tendo completado seus 31 anos de circulação em junho desta ano. Muita poesia, crônicas, informação literária e cultura. Nesta edição, três poetas de países diferentes estão presentes: Nuno Rebocho, de Cabo Verde, Jacqueline Aisenman, da Suiça e Teresinka Pereira, dos Estados Unidos. E temos crônicas de Enéas Athanázio, Urda Klueger, Sérgio da Costa Ramos, Flávio José Cardozo, Célia Biscaia Veiga, Mary Bastian, Erna Pidner e deste que vos escreve.

Ainda nessa edição do Suplemento, tudo sobre o novo volume da Coleção Letra Viva, o quinto, com crônicas da escritora Erna Pidner, correspondente do Grupo A ILHA em Minas Gerais. O livro será lançado na Feira do Livro de Florianópolis, de fim de ano, assim como os livros "Cocô de Passarinho" e "Nação Poesia" – 2ª. Edição, deste editor.

Também noticiamos sobre o Encontro Internacional de Escritores de Alfredo Wagner, na Grande Florianópolis, que acontecerá nos dias 2 e 3 de setembro. Estarão lá escritores de todo o Brasil e até de outros países. Haverá feira de livros e de artes, lançamentos de livros, palestras, apresentações artísticas, apresentações culturais, visita aos pontos turísticos e históricos da cidade.O Grupo Literário A ILHA estará presente neste evento literário.

E em novembro, o Grupo participará, também, do Congresso Brasileiro de Escritores, da União Brasileira de Escritores, em Ribeirão Preto, do dia 12 ao dia 15. Haverá oficinas litlerárias, mesas redondas, eventos culturais, como declamação de poemas e crônicas e apresentação de orquestra, lançamentos de livros, palestras e conferências e a entrega do Troféu Juca Pato.
Grandes nomes da literatura brasileira estarão presentes ao congresso, como Affonso Romano de Sant´Ana, Ruth Guimarães, Deonísio da Silva e outros.O Grupo Literário A ILHA estará participando também desse grande vento.

Neste dia primeiro, a edição on-line da revista estará no ar do portal do Grupo Literario A ILHA, em Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

terça-feira, 30 de agosto de 2011

FAXINA & FAXINA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

O povo brasileiro está anestesiado, apático, a banalização da corrupção e da impunidade, cada vez mais corriqueiras, parece não despertar mais a indignação. Os escândalos de políticos eleitos para nos representarem junto ao poder público se sucedem, a imprensa denuncia, alguns até perdem o cargo, mas continuam seus mandatos, impunes, fichas sujas que tem o apoio da justiça, que não fez valer a lei da ficha limpa para as últimas eleições.

E a roubalheira segue, sem que ninguém devolva, nunca, nenhum centavo do que “desviou”. Cada dia se descobre mais esquemas e golpes, que acabam virando pizza.

Será que nós, cidadãos brasileiros, não ligamos mais para o caos que está a saúde, a educação, a segurança, a justiça brasileiras? Somos o país que mais paga impostos, no entanto não temos infraestrura nenhuma, que é um direito que devemos exigir. Os impostos elevados que pagamos serve apenas para que os “políticos” se locupletem impunemente, drenando verbas, recursos que deveriam reverter em favor da população?

Não temos mais a capacidade de nos indignarmos, de protestarmos contra esse estado de coisas degradante,inaceitavel?

Então porque o povo se levanta em manifestações contra o presidente da CBF (outro escândalo de corrupção, pra variar), em marchas gays, marchas evangélicas, até em favor da maconha, e não é capaz de protestar contra a apropriação indébia que reina nos poderes públicos?

É tempo de tomarmos atitude, de deixarmos de nos ocupar com assuntos de menor importância, quando uma minoria está solapando a nossa saúde, a nossa educação, a nossa segurança, até a justiça.

Precisamos nos conscientizar de que estamos sendo roubados descaradamente. Os valores que são desviados dos cofres públicos é o nosso rico dinheirinho, ganho com muito suor e entregue aos governantes em forma de impostos. O dinheiro público é dinheiro que sai do nosso bolso. Somos nós que estamos sendo roubados.

sábado, 27 de agosto de 2011

O LIXO, DE NOVO

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br


Outro dia, ao comentar em uma crônica, aqui no blog, sobre os catadores que abriam os sacos que deixávamos na calçada para o caminhão do lixo pegar, provoquei a ira do sindicato dos catadores, que exigiram que eu me retratasse. Voltei ao assunto para explicar que não sabia se os catadores que passavam na minha rua antes do caminhão eram sindicalizados, e acho que não são, mas ratifiquei meu respeito aos catadores profissionais, que fazem um trabalho importante para o meio ambiente.

Hoje volto ao assunto lixo, mas desta vez não vou reclamar dos catadores que ainda passam por aqui e rompem os sacos que a gente coloca para serem recolhidos. Ao contrário, vou falar dos trabalhadores que prestam serviços para as empresas que recolhem o lixo, pois não sei se em todo lugar é assim, mas por aqui a coisa anda meio braba.

O caminhão do lixo passa aqui na minha rua às segundas, quartas e sextas, à noite. Aliás, de madrugada, pois é lá pelas duas horas ou mais. Acontece que o caminhão para quase em frente a nossa casa e os trabalhadores, motoristas e os homens que recolhem os sacos de lixo, fazem barulho, um pouco demais para o horário: o caminhão fica, às vezes, mais de meia hora parado e por um bom tempo o motor fica ligado, acelerando. Penso que estão compactando o lixo, mas acho isso muito demorado. Também falam muito alto, enquanto fazem lanche, imagino. Eles estão trabalhando e respeito isso, mas as pessoas em volta deles trabalharam o dia inteiro e estão dormindo para logo em seguida acordarem e irem para o trabalho de novo.

Além disso, já vi mais de uma vez o lixeiro pegar o saco da minha calçada e derramar o conteúdo, que fica lá para a gente recolher no dia seguinte. E olhe que nós colocamos os sacos de lixo o mais tarde possível, para que ninguém, nem pessoas nem animais rompam os sacos.

Poderia até ser que alguma coisa tivesse rompido o saco, mas não todas as vezes. A última vez, ontem, coloquei o saco e fiquei cuidando até que o caminhão viesse e fiquei observando. O lixeiro pegou o saco, ele rompeu, derramou sacos e lixo pela calçada, ele apanhou um saco pequeno fechado e o resto ficou.

Acontece que eles não estão fazendo esse serviço de graça para a população, nós pagamos bem caro pelo recolhimento do lixo. Então o serviço deveria ser prestado com mais profissionalismo, com mais cuidado, com mais boa vontade. Ah, diria alguém, mas eles estão trabalhando de madrugada, quando poderiam estar dormindo. Eu também trabalhei muito tempo de madrugada, mas fazia o meu serviço bem feito. Porque todo trabalho que precisa ser feito, deve ser bem feito.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O RECONHECIMENTO DA LITERATURA LOCAL

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/


Li o artigo “A literatura em Santa Catarina”, publicado no final de semana. Gostei do texto, lúcido e coerente, mas me detenho no fecho do mesmo: “A literatura de Santa Catarina só será reconhecida e admirada nacionalmente, quando encontrar seu espaço dentro de seu próprio território e entre a sua própria gente. Precisamos conhecer para reconhecer.”


É a mais pura verdade. Não que não tenhamos grandes escritores catarinenses, reconhecidos nacionalmente, como Salim, Urda, Tezza, Flávio José Cardoso, Sérgio da Costa Ramos e outros, mas a verdade é que o leitor catarinense não procura conhecer a obra de autores da terra. E isso não se refere apenas ao leitor comum, ao público em geral, que prefere comprar os Best-sellers a ler um livro de autor daqui. Os próprios escritores catarinenses não prestigiam o colega que publica sua obra.

Tenho visto lançamentos de escritores de literatura produzida aqui no Estado, nas feiras do livro aqui de Florianópolis, nos quais pouquíssimos escritores têm comparecido. Dá pra contar no dedo quem aceita o convite e vem comprar o livro de autor catarinense. Um que não falha é Celestino Sachet, grande escritor catarinense que conhece a literatura daqui porque a lê. Os escritores, no geral, parecem não prestigiar muito os seus pares.

Em Joinville, onde está sendo formada uma Confraria reunindo todos os escritores da cidade, três deles fizeram recentemente um lançamento de seus livros na cidade, mas das dezenas de escritores que fazem parte da nova agremiação, apenas alguns poucos deles, os que sempre estão presentes a eventos literários, prestigiando os colegas, é que compareceram, como Else Sant´Ana Brum, Wilson Gelbcke, Donald Malchinsky. Os outros que estavam presentes eram os autores do livros lançados: Célia Biscaia Veiga, eu e Mary Bastian.

Então o trabalho feito por algumas boas escolas, no que diz respeito a trabalhar escritores locais em sala de aula, lendo sua obra, fazendo trabalhos sobre ela, convidando os focalizados para interagir com os alunos, é de vital importância para que leitores em formação conheçam autores que às vezes moram ao lado, mas de quem nunca leram uma linha.

É esse trabalho de base, essa aproximação autor/leitor, que precisa ser feito pela escola, que vai fazer com que o leitor catarinense conheça e reconheça a literatura produzida aqui.

Já perguntei, em palestras para primeiro e segundo graus, quais os escritores da cidade onde estávamos, como Jaraguá, por exemplo, os estudantes conheciam. E ninguém levantou a mão para responder. Eu insisti que havia vários escritores da cidade escrevendo crônicas nos jornais locais, mas mesmo assim não eram conhecidos.

Em Joinville a pergunta encontrou algum eco, um ou outro autor joinvillense foi citado, pois a escola já os tinha trazido para conversar com os alunos, como estava fazendo comigo, então alguns responderam, mas muitos outros escritores, alguns com romances publicados em nível nacional, não foram citados.

De maneira que a escola tem um papel fundamental nessa aproximação autor/leitor, nessa possibilidade de levar a obra do autor que reside na mesma cidade do aluno até ele. Não estou dizendo que é fácil, porque sei que há muitas dificuldades enfrentadas pelos professores, até o próprio conteúdo programático, que não raro, deixa de facilitar essa tentativa de popularizar a nossa literatura.

Mas é preciso começar em casa. Casa que não tem livros é casa que tem criança com menos possibilidade de vir a gostar de ler. Ter livros diante dos olhos, ter livros nas mãos, mesmo antes de aprender a ler é condição sine qua non para que nossas crianças venham a gostar de ler. Eu já comprovei isso mais de uma vez.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O LIVRO, PERENE COMO A PALAVRA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

Ter o compromisso de escrever semanalmente para o Coojornal, espaço que abriga colunistas diversos, que abordam variados temas, no portal RIO TOTAL, provocou o surgimento do livro "LIVROS, LEITORES E ESCRITORES", em 2002, meu primeiro volume de crônicas. De lá para cá, muitas outras crônicas foram escritas, estão sendo escritas e serão escritas, quase sempre focalizando algum ângulo do assunto que eu considero inesgotável: o livro, seus leitores e seus autores.

Há o livro literário, o livro didático, o livro técnico, o livro esotérico, etc, e todos eles merecem a nossa atenção. As coisas relacionadas com o livro, como as bibliotecas, as editoras, as livrarias, as escolas, as academias de letras, a televisão, as feiras do livro, as diferentes mídias para abrigar ou veicular as obras literárias, os sebos, as "políticas culturais", os diferentes públicos a se alcançar, tudo deve ser colocado em discussão.

Criei, então o blog “Crônica do Dia”, para o qual eu teria que escrever uma crônica todos os dias, como o nome indica. E muitos outros jornais, dezenas deles, por todo o Brasil e até em outros países, passaram a publicar minhas crônicas, o que deu origem a novos livros de crônicas.

Pra que melhor que o livro para tornar a palavra perene? É claro que existem meios digitais, atualmente, existe a internet, mas vai demorar muito tempo até que o livro, como o conhecemos hoje, seja substituído na mão do leitor. Como eu já disse, o livro eletrônico poderá até conviver harmonicamente com o livro tradicional, mas não substituirá definitivamente o livro impresso em papel.

Por isso, colaborar com portais na internet como o Rio Total, jornais e revistas é muito importante, pois propicia um incentivo à produção constante. Em outros tempos, já mantive colunas semanais de crônicas em jornais como Diário Catarinense, A Notícia, Jornal de Joinville, Diários Associados (quanto tempo!), Jornal de Santa Catarina, com crônicas sobre o cotidiano, sobre cultura, sobre música e sobre literatura. Agora, o compromisso é maior, pois são muitos os jornais, em todos os estados brasileiros e em outros países de língua portuguesa.

Com o advento da internet, o retorno do público leitor é instantâneo, a gente recebe e-mails de pessoas dos lugares mais distantes, pois se nosso texto não é lido na edição impressa dos jornais, ele acaba sendo lido na versão digital ou virtual, ainda mais agora que são colocadas no ar as versões impressas em forma de e-book ou em pdf

Isso me faz lembrar de quando eu escrevia regularmente para os jornais nos 70 e oitenta, pois as pessoas escreviam cartas, para mim ou para o jornal, ou me encontravam na rua e me cumprimentavam como se me conhecessem. Lembro de um senhor, dono da loja de aviamento fotográfico da qual eu era cliente, que adorava conversar, depois de ler a coluna, sobre de onde tirei a idéia para aquela crônica, se era baseada em fatos reais, etc. É esse feed-back que faz com que a gente saiba se estamos no caminho certo.

Tenho conhecido pessoas e feito novos amigos através das crônicas. Compartilhar idéias e provocar reflexão ou discussão pode ser muito gratificante.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

UM ANO DE FLORIPA LETRADA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

Vejo, no jornal Notícias do Dia de hoje, reportagem sobre o Projeto Floripa Letrada. Por coincidência, o mesmo jornal onde publiquei várias cartas a respeito do mesmo assunto: o fato de não devolverem os livros, as estantes vazias, pessoas que pegam os livros em quantidade e levam para vender em sebos. Felizmente os sebos parece que não estão aceitando e o fato não deve estar ocorrendo mais.

O projeto está completando um ano, apesar de quase ter sido descontinuado, a mando do prefeito. Felizmente ele está vivo, apesar de não raro a gente passar pelas estantes e vê-las vazias, com uma ou outra revista solitária jogada nos cantos.

Esses hiatos acontecem porque as estantes recebem reposição de livros, por parte dos mantenedores do projeto, três vezes por semana, conforme conversa que tive com o pessoal que recebe e distribui os livros. No decorrer deste ano, foram colocados à disposição, nas estantes colocadas nos terminas do centro, Rio Tavares e Canasvieiras, quase cem mil volumes, entre livros e revistas.

Neste primeiro aniversário do projeto, mais um terminal receberá as estantes do Projeto Floripa Letrada, a da Trindade. Esperemos que aquele público receba bem o projeto e corresponda aos seus objetivos, qual seja o de pegar o livro, ler e devolver à estante para que outros leitores o levem. O que não vem acontecendo até agora, pois os leitores pegam os livros, mas raramente os devolvem. Há que haver uma conscientização do público, no sentido de devolver os livros emprestados, pois é esse rodízio que vai garantir a longevidade dessa democrática distribuição de leitura.

Todo o acervo colocado à disposição dos usuários do transporte coletivo vem de doação, de empresas ou instituições, a maioria, e uma parte da população. Então, teoricamente, os livros do projeto vem do povo para o povo. Mas eles não podem sair das mãos ou da estante de uma pessoa para estacionar nas mãos ou na estante de outra. O objetivo é fazer um rodízio constante, para que todos os livros sejam lidos por vários leitores.

Esperemos que o projeto perdure. Para incentivar a leitura, nada melhor do que livro de graça. Mas não devemos esquecer que, uma vez lido o livro, ele deve voltar a ser colocado à disposição de quem ainda não o leu.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

NINGUÉM GOSTA DE MÚSICA CLÁSSICA?

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/


No que diz respeito à música, fui bastante precoce, creio, pois gostava de música clássica lá pelos doze anos. Minha catequese musical começou quando descobri um disco de Strauss na escola e passei a ouvi-lo. Depois ouvi Mozart, Chopin, Beethoven e outros monstros da música.

Pela vida afora, sempre tive mais discos de música clássica do que outros gêneros,embora goste de rock, de música popular, tanto nacional quanto importada. No entanto, nunca obriguei ninguém a ouvir música clássica porque, felizmente, as pessoas que vivem comigo também gostam.

Aliás, ouve-se muito, diz-se muito por aí que a maioria das pessoas não gosta de música clássica. Acredita-se que o público que gosta deste tipo de música é uma minoria. Acho que até eu mesmo acabei acreditando nisso.

Outro dia, quase não pude ter o prazer de apreciar um espetáculo da Orquestra Sinfônica de Santa Catarina, no Teatro do CIC – pouco antes de ele ser fechado para reformas, coisa que ainda não aconteceu, depois de dois anos -, pois cheguei meia hora antes do início e já não havia mais ingressos, tivemos que esperar para que todo mundo entrasse para ver se sobrava algum lugar. Felizmente havia.

O teatro tem 956 lugares - vejam que não é um teatro pequeno - e há que se considerar que, além dos novecentos e cinquenta e seis lugares ocupados, muita gente se acomodou nos corredores, junto às paredes, nas escadas. Creio que deveria haver mil e duzentas, mil e trezentas pessoas no teatro, mais ou menos, e houve quem tivesse voltado, quando recebeu a informação, na recepção, de que não havia mais ingresso, que era necessário esperar e a fila era quilométrica.

Fiquei pensando, cá com meus botões: que história é essa de que as pessoas não gostam de música clássica? Um teatro enorme lotado, sem lugar nem para se passar nos corredores - que raio de público é esse que não gosta de música clássica e vem se apinhar no teatro para ouvi-la?

Fiquei feliz de ver que tanta gente sabe apreciar a boa música e mais ainda pelo grande espetáculo que a Orquestra Sinfônica de Santa Catarina ofereceu, sob o comando do brilhante e carismático maestro José Nilo Valle.

Interpretação magistral de peças como a Sinfonia número 4, de Tchaikovsky, em quatro partes, que preencheu a primeira parte do espetáculo. A segunda parte começou com "O Guarani", de Carlos Gomes. Que coisa fantástica! Já fazia algum tempo que eu não ouvia essa obra-prima do nosso grande compositor e acho que já tinha esquecido como ela é bela. Ou, quem sabe, ela ficou mais bela na interpretação estupenda da Orquestra regida pelo maestro Valle. Em seguida veio "Batuque", de Oscar Lorenzo Fernandez e então tivemos mais músicas de Tchaikovsky, como trecho de "O Lago dos Cisnes", "Valsa das Flores" e trecho do balé "Quebra Nozes". Um espetáculo para não esquecermos jamais.