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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

UM ANO DE FLORIPA LETRADA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

Vejo, no jornal Notícias do Dia de hoje, reportagem sobre o Projeto Floripa Letrada. Por coincidência, o mesmo jornal onde publiquei várias cartas a respeito do mesmo assunto: o fato de não devolverem os livros, as estantes vazias, pessoas que pegam os livros em quantidade e levam para vender em sebos. Felizmente os sebos parece que não estão aceitando e o fato não deve estar ocorrendo mais.

O projeto está completando um ano, apesar de quase ter sido descontinuado, a mando do prefeito. Felizmente ele está vivo, apesar de não raro a gente passar pelas estantes e vê-las vazias, com uma ou outra revista solitária jogada nos cantos.

Esses hiatos acontecem porque as estantes recebem reposição de livros, por parte dos mantenedores do projeto, três vezes por semana, conforme conversa que tive com o pessoal que recebe e distribui os livros. No decorrer deste ano, foram colocados à disposição, nas estantes colocadas nos terminas do centro, Rio Tavares e Canasvieiras, quase cem mil volumes, entre livros e revistas.

Neste primeiro aniversário do projeto, mais um terminal receberá as estantes do Projeto Floripa Letrada, a da Trindade. Esperemos que aquele público receba bem o projeto e corresponda aos seus objetivos, qual seja o de pegar o livro, ler e devolver à estante para que outros leitores o levem. O que não vem acontecendo até agora, pois os leitores pegam os livros, mas raramente os devolvem. Há que haver uma conscientização do público, no sentido de devolver os livros emprestados, pois é esse rodízio que vai garantir a longevidade dessa democrática distribuição de leitura.

Todo o acervo colocado à disposição dos usuários do transporte coletivo vem de doação, de empresas ou instituições, a maioria, e uma parte da população. Então, teoricamente, os livros do projeto vem do povo para o povo. Mas eles não podem sair das mãos ou da estante de uma pessoa para estacionar nas mãos ou na estante de outra. O objetivo é fazer um rodízio constante, para que todos os livros sejam lidos por vários leitores.

Esperemos que o projeto perdure. Para incentivar a leitura, nada melhor do que livro de graça. Mas não devemos esquecer que, uma vez lido o livro, ele deve voltar a ser colocado à disposição de quem ainda não o leu.

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