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terça-feira, 2 de agosto de 2011

POLÍTICOS BRASILEIROS E SUECOS

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/


Acabo de ver uma reportagem sobre a Suécia, o país dos políticos sem mordomia. Lá, os políticos não têm privilégios: os deputados, por exemplo, ocupam apartamentos funcionais de no máximo quarenta metros quadrados, com sala e quarto. É o suficiente para eles viverem na capital do país, durante a semana. Os apartamentos não têm máquina de lavar e as roupas são lavadas pelos próprios moradores, em lavanderias coletivas, com agendamento prévio.
Alguns apartamentos têm somente dezoito metros quadrados e nestes, até a cozinha é comunitária. E eles, os políticos que usufruem dela, é que tem que mantê-las limpas, assim como os apartamentos, pois eles não têm empregados.
Os gabinetes dos deputados têm dezoito metros quadrados e eles não têm secretárias ou assessores, assim como também não têm direito a carro com motorista. Eles não têm vida de luxo, com em alguns países que conhecemos e têm que trabalhar de verdade.

O primeiro ministro tem casa própria, mas também não tem empregados e é ele próprio quem faz a limpeza e as tarefas domésticas.
Não parece o Brasil? Os políticos trabalham, não gastam o dinheiro público, são honestos e desempenham o seu papel na sociedade, como deve ser.
Bem semelhante ao Brasil, onde todo dia há denúncia de corrupção, os culpados nunca são penalizados, no máximo perdem o cargo, mas além de já estarem com os bolsos cheios, ainda continuam na política, como o ex-mandachuva do Dnit, que foi demitido e voltou para o Senado, para reinar absoluto. E devolver o que foi “desviado”, nem pensar. São tantas e tão freqüentes as denúncias, que a corrupção e a impunidade estão sendo banalizadas.
Por exemplo: leio hoje no jornal que há deputado catarinense que gastou, em um mês, mais de oito mil com passagens, seguido de perto por vários outros. Pior: com telefone, houve quem gastasse, também em apenas um mês, mais de sete mil. E alguns outros acompanham de perto. Com gráfica e correspondência, um deles gastou quase nove mil, seguido por outro que gastou mais de oito mil. E isto tudo está no Portal da Transparência da Assembleia Legislativa, para quem quiser ver e conferir os nomes dos ilustres políticos.
Não parece a Suécia? Pouca diferença, não é?

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