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sábado, 6 de outubro de 2012

AS "MUDANÇAS" NO ENSINO BRASILEIRO

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br


Olhem só o que foi comentado por uma professora, aqui no blog, a respeito da crônica “Alfabetização aos oito anos”:

“Como sempre, o que nós professores pensamos a respeito do assunto, não faz diferença para o poder público. O Governo continua fazendo "o que lhe dá na telha" pois, ao final, sempre nos culpam pelos seus erros (recorrentes). Nós sabemos que o "Ler e Escrever", do jeito que eles querem que a gente faça, não funciona! Somos forçados a considerar alfabetizadas crianças que só reconhecem letras bastão(antiga letra de fôrma). Para eles, o que importa é que não haja reprovação e que os índices fiquem lindos no papel. Na prática, muitas crianças só sabem parlendas e cantigas decoradas mas não conseguem escrever o nome completo, o nome dos pais, seu endereço, e por aí vai... Nós também não podemos mais (a exemplo da tabuada) ensinar tempos verbais, artigo, pronome, e muito menos a boa e velha análise sintática. O que esperar das crianças quando forem adolescentes e estiverem no ensino médio ou tentando entrar em uma faculdade?”

A situação é bem mais grave do que a gente estava achando que era. É por isso que estão esticando os prazos para que uma criança aprenda a ler e a escrever? Como uma criança vai aprender a ler e escrever com fluência se não querem mais ensinar a gramática para elas?

A educação brasileira está mesmo jogada no lixo. Precisamos cobrar, urgente, de nossos “governantes”, que façam o seu trabalho e trabalhem para resgatar a educação, o nosso sistema de ensino, que foi sucateado. E estão sucateando ainda, pois estão tentando acabar com as 13 matérias que o ensino fundamental e médio têm, para apertá-las em apenas quatro “grupos”. O MEC inventou um “pacto pela alfabetização na Idade Certa” – que torna normal a alfabetização aos oito anos, quando na verdade as nossas crianças deveriam sair do segundo ano do primeiro grau, aos sete anos, dominando a leitura e a escrita, como acontecia no sistema antigo, sistema que funcionava muito bem, diga-se de passagem.

Está mais do que óbvio que interessa aos nossos “representantes” no poder, aqueles que colocamos lá para defender nossos interesses, que eles querem que o povo seja cada vez menos educados, instruídos, pois assim ele é mais fácil de enganar.

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