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terça-feira, 30 de outubro de 2012

INCENTIVO À CULTURA, FINALMENTE?

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br


O jornalista Marcos Espíndola fez um filtro do que os prefeitos eleitos das três maiores cidades do Estado prometeram fazer no que diz respeito à política cultural em seus governos. Muito a propósito, pois precisamos cobrar, já que as “políticas culturais” praticamente inexistem, principalmente na capital. Nem municipal, nem estadual, lamentavelmente.


Vejamos os propósitos para a cultura do prefeito eleito de Florianópolis:

1 –“ Rediscutir o modelo de editais, dotando de mais recursos e submetendo-os à consulta popular.” Pois então. Em março de 2011, a Prefeitura de Florianópolis criou o Fundo Municipal de Cultura em Florianópolis, que já nasceu proclamado o maior de Santa Catarina. O Fundo, lançado oficialmente na Fundação Cultural Franklin Cascaes, deveria beneficiar todas as áreas da cultura e arte, com exceção do audiovisual, porque já existem recursos municipais para essa modalidade. A matéria não especifica mais, infelizmente, porque gostaríamos de saber quanto seria destinado ao edital de Literatura, por exemplo, quais as artes que seriam beneficiadas, quando sairiam os editais, como funcionariam, que prêmios dariam. São informações importantes que continuamos aguardando, pois a novidade ficou nisso, nada aconteceu ainda. Esperamos que o novo prefeito faça as coisas acontecerem, pois outras cidades, como Joinville, Jaraguá, Blumenau, etc., têm seus editais de incentivo à cultura e beneficiam, com isso, varias modalidades de arte: livros são publicados, espetáculos são montados, tanto musicais quanto teatrais, discos são lançados, etc. A capital, infelizmente, não tem nada. Esperamos, durante todo este ano, que saíssem os editais de incentivo à cultura em Florianópolis, como prometido, mas em vão. Temos a esperança – e precisamos ter – de que os editais beneficiem os produtores de arte da capital de maneira justa, sem privilegiar panelinhas, como era comum acontecer no âmbito do Estado.

2 – “Definir mínimo de 2% do orçamento municipal para investimento na cultura.” Contamos com isso, pelo menos daqui para diante. O Fundo Municipal de Cultura, do qual já falamos no primeiro item, foi criado com orçamento de um milhão e duzentos mil reais para lançar editais para todas as modalidades de arte, exceto cinema. Tivemos esperança de que os editais desse novo fundo privilegiasse e alavancasse a cultura da capital, tão carente de dispositivos que contemplem artes como a literatura, por exemplo. Mas nada aconteceu até agora. Onde foram “investidos” o milhão e duzentos mil reais que foram destinados à cultura?

3 – “Fortalecer a Fundação de Cultura de Florianópolis Franklin Cascaes.” Bem a propósito, é a Fundação que deverá conduzir, provalmente, os editais de incentivo à cultura, pois o Fundo Municipal de Cultura está atrelado àquela instituição. Provavelmente os gestores da Fundação Franklin Cascaes não serão os mesmos, na próxima administração, e isso pode ser bom. Novas cabeças pensando a cultura da cidade. O senhor prefeito deve pesar bem os nomes que estarão à frente da Fundação, para que a cultura não continue no marasmo e abandono de até aqui.

Então são essas algumas das ideias do prefeito em relação à cultura da capital. Aguardamos para vê-las sendo compridas. Os produtores de arte e cultura da capital estarão atentos para cobrar.

Um comentário:

  1. É necessário o incentivo à cultura. Só que os políticos não pensam assim, infelizmente.
    Abração.

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