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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

MEU PRIMEIRO DIA DE FEMUSC

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://luizcarlosamorim.blogspot.com

No último domingo, começou o Femusc, em Jaraguá do Sul. O Festival da Música de Santa Catarina é o paraíso dos amantes da boa música e a cidade respira música todos os dias, o dia inteiro. Há concertos em vários pontos, de manhã, no começo da tarde, no meio da tarde, no final da tarde, de noite. Vem músico e ouvinte de todo o Brasil e até de outras partes do mundo, para usufruir desse privilégio único de ouvir música instrumental, notadamente a clássica.
Eu, infelizmente, por motivos alheios a minha vontade, não pude vir na segunda-feira para Jaraguá e na terça quase que não chego. Passei quase o dia inteiro na rua, pois o carro não colaborou. Mas cheguei, no final da tarde e fui direto ao Scar para pegar convites, mas para esta terça já não havia mais. Fui informado de que, se eu estivesse no teatro 10 minutos depois de o Grande Concerto começar, se houvesse lugar vago eu e quem estivesse lá esperando poderia entrar. Fui e esperei terminar o primeiro e segundo números para entrar, mas valeu a penas. Há que se esperar o intervalo para entrar e assim não atrapalhar o espetáculo. Está certo.
O que irritou foi uma senhora que também estava esperando, quando chegamos à porta da parte superior do teatro. Perguntei se não havia mais lugares, pois havia várias pessoas esperando e ela imediatamente fez um “psssss”, sem responder o que eu havia perguntado. Tudo bem que não fizéssemos barulho ali na porta do teatro, mas primeiro que estávamos do lado de fora e não dá pra ouvir nada lá dentro. Segundo que, se ela houvesse respondido, na primeira vez que perguntei, não precisaria ter feito “psss”, que ela fazia insistentemente, irritantemente, para qualquer um que abrisse a boca.
Mas entramos e o número seguinte foi excelente. O último, então, era “Quarteto n. 3 em Mi Bemol Maior”, de Tchaikovisky. Eu gosto muito de Tchaikovsky, sempre gostei, e o quarteto de cordas que estava tocando foi fenomenal. Pra variar, tive o azar de estar sentado perto de um casal que insistia em conversar durante a execução da belíssimapela do grande mestre. Sem contar que alguém, atrás de nós, fungava repeditamente. É uma pena que algumas pessoas não tenham um pouco de respeito por quem está ali para ouvir músicos excelentes, música de qualidade, coisa que só temos agora, nesta época, pois fora disso raramente há. É um privilégio poder ter a opotunidade de estar aqui em Jaraguá para assistir ao Femusc, então acho que se alguém não tem interesse suficiente na música que está sendo executada, deveria ficar em casa, para conversar livremente, ou ir a um barzinho, sei lá? Se não tivermos respeito em relação ao próximo, como esperarmos que tenham respeito conosco?
Mesmo com a conversa e os fungados zunindo nos nossos ouvidos – meu e das outras pessoas que estavam em volta – o concerto foi belíssimo. A performance do quarteto de cordas foi divina. Além disso, percebi, neste meu primeiro dia de Femusc, uma melhora na informação sobre quem está tocando o que no palco. Até o ano passado havia duas telas pequenas, uma em cada lado do palco, com informação em letras pequenas, que só podiam ser lidas por quem estava nas primeiras filas. Este ano as informações aparecem num telão no fundo do palco, visível para todo mundo nos intervalos dos números e as telas laterais não são tão pequenas quanto as do ano passado.
Quem venha mais Femusc, que venha mais música. Até o dia 2 de fevereiro tem mais. Graças a esses músicos maravilhosos que vem à Jaraguá do Sul e seus instrumentos fantásticos.

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