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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

SCHUBERT PARA TODOS


 
   Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Minha segunda noite de Femusc foi ótima. Consegui ingressos, cheguei antes de começar o espetáculo e pude apreciar tudo o que os Grandes Concertos da quarta poderiam me oferecer.

Não fiquei no mezanino, fiquei na plateia bem pertinho do palco e gosto muito disso, pois posso ver a emoção e a energia fluindo nos olhos, nos rostos, nas mãos dos músicos tocando seus instrumentos e interpretando as obras de grandes compositores. O Grande Teatro do Scar realmente é um teatro muito bom e ajuda a gente a usufruir melhor da performance de músicos vindos de diferentes partes do Brasil e também de outros países. Porque música, além de tudo, é integração.

Nesta quarta tivemos, como primeiro número, harpa e violoncelo, numa performance muito boa .Em seguida, veio “Lâminas Líquidas”, executada em um instrumento de percussão bastante grande e do qual não sei o nome e que, sinceramente, não me agradou. Pareceu-me um laboratório, um experimento musical, que valeu pelo conhecimento da novidade. Não sou crítico musical, é bom que se diga, falo do festival como apreciador da boa música, como ouvinte, para divulgar um grande evento.

Depois foi a vez de “Peças de Fantasia – Op. 73”, de Schumann, com piano e oboé, e estava excelente. Mas o ponto alto da noite foi o “Quinteto A Truta”, para piano e cordas, de Schubert. Não medi o tempo, mas o concerto do quinteto levou mais ou menos meia hora e poderia durar mais, porque foi sublime. Schubert é um grande mestre da música erudita e não precisa de qualquer apresentação, e mais a magistral interpretação dos cinco músicos, foi um privilégio poder estar lá, para ver e ouvir essa divina combinação. Foram aplaudidos de pé, é claro, com toda a justiça.

Ontem comentei que as informações das apresentações da noite estavam sendo mostradas no telão no fundo do palco, nos intervalos dos números, e que isso era uma boa novidade, já que nos anos anteriores as telas eram muito pequenos e quase não dava pra ler. Só que hoje as informações do dia sobre quem se apresentava tocando o que só foram colocadas no telão no início do espetáculo. Uma pena.

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