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sexta-feira, 15 de março de 2013

COMPRANDO LIVROS PARA ESCOLAS


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br     

A polêmica da compra de livros didáticos e infantis, sem licitação e pelo dobro do preço, pela Prefeitura de Palhoça, não é uma coisa nova.  O caso foi denunciado neste dia 15 de março no começo da tarde e um pouco mais à tarde já existia, na internet, a versão da “empresa” que vendeu a coleção – por que não foi comprado diretamente da editora, para evitar “comissões”? A “justificativa” é de que, na verdade foram vendidas duas coleções, não só uma. Então tá. O que não invalida o fato de que não houve licitação.

A verdade é que compras milionárias feitas por prefeituras como a de Florianópolis, já foram feitas, sem nenhum retorno para o grande montante de dinheiro público dispendido, como o show do tenor italiano. Andréa Bocelli foi contratado por mais de três milhões de reais, o show foi pago, mas não aconteceu. Até hoje não sei se o dinheiro foi devolvido aos cofres públicos.

Mas no campo da educação, a coisa foi escancarada no governo anterior. A Secretaria da Educação de Santa Catarina comprou várias coleções milionárias – quatro ou cinco – uma compra foi a do livro impróprio para os estudantes, adquirido aos milhares, que foi retirado das escolas e teria sido distribuído às bibliotecas municipais catarinenses. E outras coleções, como uma do sistema escolar de São Paulo, que não tinha sequer um autor catarinense. E nunca ninguém questionou nada. Havia licitação? O preço era apropriado? Os livros eram necessários? Foram usados nas escolas?

Interessante que para fazer a manutenção das escolas, equipá-las, pagar os professores, não havia dinheiro. É inegável que precisamos de bibliotecas atualizadas em todas as escolas públicas, mas essa escolha unilateral do que teria que ir para as bibliotecas municipais ou escolares não é um tanto suspeita? São compradas coleções que não são o que as escolas realmente precisam e, paralelamente, fica faltando atualização frequente das bibliotecas. Títulos importantes e atuais não são comprados, porque não há verba.

Quando a educação vai ser tratada com respeito e quando o dinheiro público vai ser empregado onde realmente importa?

 

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