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terça-feira, 15 de junho de 2010

OS PRIMEIROS VOLUMES DA COLEÇÃO LETRA VIVA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

A Coleção Letra Viva, de crônica, está lançada. Os três primeiros volumes foram apresentados ao público na 3ª Feira Catarinense do Livro, realizada do fim de maio ao início do mês de junho, em Florianópolis.
O primeiro volume – embora eles não estejam numerados – é o da poeta, cronista e atriz Célia Biscaia Veiga, “Figuras nas Nuvens”. Este é o segundo livro da autora – ela já publicou “Palavras e Exemplos”, dentro da coleção Poesia Viva – e ele reúne parte das crônicas que Célia publicou no caderno AN Cidade, do jornal A Notícia, por dois anos.
A prosa de Célia é centrada no cotidiano, na atenção à movimentação do ser humano ao seu redor. Além do registro do dia a dia na sua cidade, no seu estado, no seu país, ela se preocupa com a natureza, com o social, com a convivência e sobrevivência do próximo. Nada escapa ao seu olhar atento. Por isso, seu livro é prazeroso de se ler.
Jurandir Schmidt assina o segundo volume da coleção. O poeta e cronistas já publicou opúsculos de prosa e de poesia, vários deles, mas este é o seu primeiro livro. A obra de Jurandir tem forte cunho humanitário e ecológico. Ele é o cantor do homem da terra, do campo, do verde e da manutenção do meio ambiente. Seu brado tem ecoado tanto através da poesia como através da crônica e muitos outros brados têm se unido ao dele, em uníssono, por um mundo melhor, por um futuro mais humano e feliz.
O terceiro volume é de Mary Bastian, escritora de literatura infanto-juvenil das mais importantes aqui do sul, com vários livros publicados, que enveredou, com sucesso, pela produção de crônicas. Ela publicou livros como “Capitão Morcego e seus detetives”, “ACharada do Anel de Esmeralda”, “Mistério no Ar”, “O Rio que ficou Triste”, “A Creche Mal Assombrada” e “Contos de Oficina”. Como se vê, a obra dela é bem ampla.
Sua crônica é focada no cotidiano, com fino humor e sutil ironia, tornando o seu texto sempre muito agradável de se ler. A experiência adquirida ao escrever para crianças, torna a sua crônica ainda mais interessante. Qualquer assunto submetido a sua criatividade transforma-se em uma peça literária ótima para se degustar.
A coleção começou, assim, muito bem. Brevemente, novos nomes que cultivam a crônica e que são integrantes do Grupo Literário A ILHA também comparecerão.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

RETALHOS

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

Até ontem eu estava viajando. Hoje estou de molho porque fiz uma cirurgia na boca – um enxerto que não ficou bom – então vou de retalhos.
Primeiro, minha crônica sobre a “seleção” de escritores que escolheu a si própria, com exceção de dois dos componentes, para ir à Feira do Livro de Porto Alegre, não foi publicada no meu espaço como cronista no AN de sexta-feira passada. A justificativa foi a de que eu estava “legislando em causa própria”. A referida crônica foi primeiramente publicada aqui no blog e depois em vários jornais aqui no Estado e pelo país, como Roraima em Foco, Repórter Diário, de São Paulo, Folha do Espírito Santo, Gazeta New, de Aracaju, Jornal União, de Tocantins, São José em Foco e Jornal Notícias do Dia, daqui da grande Florianópolis, então vocês sabem o teor dela.
Outra coisa é a história da moça da minissaia, aluna da Uniban. Os alunos foram preconceituosos, a universidade não soube lidar com o assunto e todos ajudaram a promover a garota, que está em evidência e era isso mesmo que ela queria. Vai até posar para uma grande revista, então a “exposição” deu certo.
Mas já encheu o saco. Faz semanas que não se fala de outra coisa. Vi um jornal, semana passada, que tinha uma crônica sobre o assunto na página de opinião, tinha uma carta sobre o mesmo assunto na seção de cartas, mais uma coluna abordou o mesmo assunto. E ainda hoje continuam falando sobre o assunto. Não há nada mais importante para se falar? Vou mudar de assunto que eu também estou chovendo no molhado.
Eu disse que estava viajando, lá no início, pois não? Estive em Corupá e Jaraguá. E lá no norte do Estado, finalmente as árvores de jacatirão nativo, que por lá são muito numerosas, finalmente estão começando a florescer. Estão atrasadas, deveriam ter começado no final de outubro, então já faz quase um mês, mas dou as boas vindas às cores dessa árvore tão bela e tão generosa, que espalha flores brancas, vermelhas e lilazes por todo o nosso caminho.
O ipê floresceu até o começo do mês, em raios dourados muito rápidos, embora cheios de beleza, pois choveu e as flores caíram mais rápido. Uma pena. Mas o jacatirão fica mais tempo colorindo a vida da gente, ele comemora o Natal e dá as boas vindas ao novo ano, entrando pelo verão afora.
Então era isso. Nem vou dizer pra vocês que Stela fez camarão na moranga, porque na verdade estou à base de líquidos e pastosos, então não vou comer, mas vou pedir pra congelarem um pouquinho para eu comer depois.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

ESCRITORES DE SC NA FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE

Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br )

A organização da Feira do Livro de Porto Alegre, em correspondência dirigida às autoridades governamentais catarinenses no início deste ano, pergunta se Santa Catarina aceita ser o Estado homenageado na sua edição de 2009. Deram um prazo para a anuência, mas a correspondência não foi respondida em tempo hábil. Se não fosse uma crônica de Amílcar Neves, publicada no Diário Catarinense do dia 20 de maio deste ano, denunciando o descaso, o convite não seria aceito. Uma vez publicada a crônica, as “autoridades” da cultura oficial se dignaram aceitar o convite, por telefone, naquele mesmo dia.
Mas nada foi repassado à Câmara do Livro Catarinense, nem a nenhum escritor. No mês de setembro, finalmente, os grandes jornais do estado publicaram matéria sobre o assunto, divulgando os nomes de escritores catarinenses que comporão a comitiva que a Fundação Catarinense de Cultura levará à feira gaúcha, representando as letras do Estado.
Pelo menos o convite não foi esquecido mais uma vez e o Estado vai honrar a homenagem que lhe é feita. São dezesseis escritores nomeados. Um deles é o cronista que denunciou a falta de resposta do Estado ao convite, Amilcar Neves. Ele mereceu. E há outros nomes importantes, como Eliane Debus e Silveira de Souza, por exemplo. E escritores novos, como Clotilde Zingali. No entanto, não se sabe que critério foi usado para a escolha dos nomes que o Estado levará ao Rio Grande do Sul. Muitos nomes importantes, autores consagrados que levam a literatura catarinense além fronteiras, não foram convidados.
Os jornais publicaram, também, a nominata da equipe de intelectuais que definiu os escritores que comporiam a comitiva que vai representar as letras catarinenses no Rio Grande do Sul. Interessante que quase todos os nomes que compõe a comissão que escolheu os escritores também faz parte da comitiva que viajará, com exceção de Jayro Schmidt e Lauro Junkes. Os outros integrantes da comissão de “selecionadores”, Fábio Brugemann, Dennis Radunz, Marco Vasquez, Péricles Prade e Tânia Piacentini são da comissão de seleção e também são nomes da comitiva, selecionados para ir à Feira do Livro de Porto Alegre. Não é interessante?
Como bem disse uma das mais importantes escritores de Santa Catarina, Urda Alice Klueger, “Tem gente que está na lista e que, pelas minhas contas, absolutamente não representa a literatura catarinense, mas sim os fechadíssimos círculos do poder político (leia-se: o poder que traz vantagens econômicas para algumas pessoas) - quem decide que tais pessoas são os representantes literários de Santa Catarina? Queria muito entender algumas coisas!”
Pegou muito mal a Fundação Catarinense de Cultura formar uma comissão para a escolha de quem ia participar da Feira em Porto Alegre e deixar que eles escolhessem os próprios nomes. Esse era um dos critérios para seleção? Legislar em causa própria? Puxar a brasa para a própria sardinha? Isso depõe, inclusive, contra a escolha dos outros nomes, pois a comissão selecionadora coloca, assim, dúvidas quanto à imparcialidade e lisura que deveria ter.
Seria de bom tom que a FCC revelasse o critério usado para a escolha. Por uma questão de esclarecimento, de transparência, porque afinal de contas, nisso está envolvido também o dinheiro público.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A LITERATURA REGIONAL NAS ESCOLAS

Por Luiz Carlos Amorim (Escritor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br )

Participei do Festival Lítero Cultural, promovido por um grande colégio de primeiro e segundo graus de Jaraguá do Sul. A iniciativa é das melhores e o resultado teve mais pontos positivos do que negativos. Foi a primeira edição do evento, realizado na Semana do Livro, embora contemplasse outras artes, como dança e teatro, além da literatura.
Algumas livrarias, inclusive de fora do estado, estavam lá oferecendo uma gama diversificada de livros e alguns escritores, como eu, Urda A. Klueger, Lorreine Beatrice e Anair Weirich também se fizeram presentes, autografando seus livros, dando palestras para os estudantes, fazendo sessões de contação de histórias, apresentando atividades que incentivassem a leitura.
Qualquer coisa que façamos para que os leitores de pouca idade ou em formação se aproximem dos livros é bom. Mas uma coisa que me chamou a atenção, naquela quase feira do livro é que havia muitos livros de histórias e aventuras com personagens conhecidos, sempre presentes na mídia. Livros com marketing pronto, pois as crianças já conhecem as personagens de desenhos animados, de filmes, de seriados, etc., e vão direto neles. Não falo de Harry Potter e outros do gênero, não, falo de coisa mais comercial mesmo. Livros de literatura clássica brasileira e universal, vi quase nada.
Como eu já disse, foi a primeira edição do festival, nas próximas oportunidades algumas coisas poderão ser corrigidas, mas o que percebi me lembrou um distribuidor de livros que me contou, outro dia, que numa determinada escola no Paraná a diretora o chamou, verificou todos os títulos e só deixou entrar na mostra os livros literários. Há livros e livros, e eu tenho que concordar com essa diretora. Fui convidado para a segunda edição do evento, mas não pude participar.
Outra coisa que me impressionou veio à tona nas palestras que dei. Numa turma de quinta ou sexta série, tive uma conversa ótima, o pessoal mais jovem é curioso, interessado, gosta de perguntar. Falamos de tudo um pouco, mas quando perguntei quais eram os escritores da terra, da cidade, que eles conheciam, ninguém se manifestou. E eles existem na cidade deles, tenho amigos lá que têm romances publicados, livros de poemas, etc. Sei que os professores de Literatura não são culpados sozinhos desse estado de coisas, é o próprio ensino, a educação brasileira em geral que não dá espaço, no conteúdo programático, para que se aborde literatura regional. Uma pena.
Na outra palestra, para alunos de sétima e oitava, fiz a mesma pergunta achando que seria mais feliz, mas a resposta foi a mesma: silêncio. Muitos deles lembravam o nome da autora de Harry Potter e de outros livros de aventuras fantástico-maravilhosas, mas autores da terra ou de um clássico da poesia catarinense como Luiz Delfino, não.
Minha esperança é que o fato de já terem lido livros mais alentados os façam diversificar o leque de escolhas. É preciso.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

LIVROS DE AUTORES CATARINENSES NAS BIBLIOTECAS

Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br )

Saiu hoje o resultado do Edital de Aquisição de Livros de autores catarinenses para distribuição às bibliotecas municipais catarinenses, finalmente efetivando o cumprimento da Lei Grando, promulgada há quase duas décadas sem que tivesse saído do papel. Serão comprados pelo Estado, conforme a lei, 300 (trezentos) exemplares de cada um dos dez livros selecionados pela Cocali, pela metade do preço de capa.
Foram 172 (cento e setenta e duas) obras inscritas, de diferentes gêneros, como romance, conto, poesia e literatura infanto-juvenil. Achei estranho não ter sido escolhido nenhum volume de crônica, gênero tão popular atualmente, mas tudo bem.
No comunicado da FCC com o resultado, consta que “Devido à qualidade, alguns títulos não selecionados ficaram automaticamente inscritos para a próxima edição do edital, que será lançado até outubro deste ano.” Seria importante que se publicasse quais são essas obras, para que os autores delas não se inscrevessem com as mesmas no próximo edital.
Fiquei feliz de ver que uma integrante do Grupo Literário A ILHA, a escritora Eloi Elizabeth Bocheco foi contemplada. Um dos dez livros escolhidos para compra e distribuição às bibliotecas municipais é “Beatriz em trânsito”. Parabéns a Eloí.
A Lei foi cumprida, depois de tantos anos. Isso é importante. Um pouco da literatura catarinense vai, finalmente, estar em nossas bibliotecas. Parabéns a FCC.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

ESCRITORES DA TERRA

Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – Http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )

A Feira do Livro de Jaraguá está crescendo a cada edição, principalmente do que diz respeito à presença de grandes nomes da literatura. O número de visitantes também tem aumentado e para a próxima edição pretende-se trazer mais nomes consagrados e prevê-se o aumento de expositores, de lançamentos de livros e de público, também.
A quarta edição da feira não tem, ainda, local fixado, pois a Praça Ângelo Piazera, onde ela vinha sendo realizada, vai passar por reformas e os realizadores cogitaram a praça em frente do Museu Emilio Silva, conforme Renato Schroeder, gerente da feira, em declaração à imprensa. Mas em conversa com ele, no sábado, descartou aquele espaço, que poderia, na verdade, ser uma ótima idéia, pois fica num lugar com muito fluxo de pessoas, numa das principais avenidas e perto do terminal de transporte urbano.
E já que falamos de fluxo, o meu horário de lançamento na feira, juntamente com outros dois escritores da terra, Sônia Pillon e Gil Salomon, era 15 horas da tarde de sábado. Fomos muito bem recebidos lá, o gerente do evento nos encaminhou para mesas que já estavam preparadas para nós no meio do auditório da feira e colocamos em exposição as nossas obras. Começamos uma animada conversa, sobre literatura, é claro. Só que estávamos em um lugar onde os visitantes não passavam, pois o auditório ficava numa tenda contígua a que abrigava os estandes de editoras e livreiros e nós e nossos livros nem sequer eram vistos por quem estava passeando pela feira. Então estávamos só nós e, embora o papo estivesse muito bom, sentimos falta dos leitores.
Falamos com os organizadores e eles nos aproximaram um pouco mais, pelo menos, da porta que separava a tenda do auditório da feira propriamente dita, o que possibilitou que algum leitor pudesse nos ver e se aproximar.
Como vai haver mais estandes, na próxima feira, quem sabe poderá haver um espaço para os escritores no meio da feira.

sábado, 18 de julho de 2009

O CURSO DE LETRAS E A LITERATURA CATARINENSE

Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – Http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )

Coisa rara nos últimos tempos, tive agradável surpresa ao ler os jornais de ontem. Num deles, encontrei o artigo “Literatura Catarinense”, que me atraiu e li com interesse e prazer. O artigo fala da belíssima decisão da Comissão de Implantação da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), de tornar obrigatória a disciplina de Literatura Catarinense para os estudantes do curso de Letras da nova instituição.
É alvissareiro que seja assim, que uma nova universidade pense, logo de início, na prata da casa, isto é, em estudar os autores da terra, os escritores catarinenses. Coisa que a UFSC deixou de fazer, pois aboliu a Literatura Catarinense do seu currículo, há alguns anos.
É de se festejar uma notícia como esta, pois talvez outras universidades sigam o exemplo e voltem a contemplar a disciplina de Literatura Catarinense, acabando com uma situação lamentável, qual seja a de possibilitar a graduação em Letras sem que se conheça o que se está produzindo ou o que se produziu no Estado, sem que se saiba que temos autores e obras importantes que representam a nossa cultura.
Já estava na hora de alguém tomar a iniciativa e esta nova universidade que está sendo implantada no oeste catarinense dá a tacada inicial para que se reconheça e valorize a literatura produzida em Santa Catarina, que tem vários escritores de renome nacional.

domingo, 5 de julho de 2009

A NOVA LITERATURA


Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )


O livro “A Nova Literatura Catarinense”, deste cronista, que na sua primeira edição tinha o título de “Escritores Catarinenses e o Grupo Literário A ILHA” está com uma nova edição, revisada e ampliada, publicada pela editora Clube de Autores e disponível na loja virtual da mesma, em http://www.clubedeautores.com.br/ . Reunindo biografia, bibliografia, alguma fortuna crítica e uma pequena amostra da obra de escritores que passaram ou que estão até hoje no Grupo Literário A ILHA, essa obra agrega quarenta e cinco escritores catarinenses, quarenta e seis com o autor.
São eles: Apolônia Gastaldi, Abel Pereira, Anamaria Kovács, Carlos Schroeder, Celestino Sachet, Célia Biscaia Veiga, Darci Nogueira, Edeltraud Zimmermann Fonseca, Francisco José Pereira, Geraldina da Silva Pereira, Iaponan Soares, Jurandir Schmidt, Lauro Junckes, Lorreine Beatrice Petters, Luiz S. Adami e Maria C. Rosa, Margarete Iraí, Maria de Fátima Joaquim, Mariana (MariaÁssima Fadel Dutra), Marli Uhlmann Portes, Maura de Senna Pereira, Mary Bastian, Miguelito Savagé, Norma Bruno, Rosana Teodoro, Silvério da Costa, Zoraida H. Guimarães, Else Sant´Anna Brum, Enéas Athanázio, Joel Rogério Furtado, Maicon Tenfen, Eloí Elisabet Bocheco, Rosângela Borges, Urda Alice Klueger, Viegas Fernandes da Costa, Wilson Gelbcke, Harry Wiese, Selma Maria Franzoi, Aracely Braz, Maria de Fátima Barreto Michels e outros.São os escritores que se impõe por seu talento, dedicação e perseverança e vão se revelando pelo estado, conquistando respeito e reconhecimento pelo mérito de sua obra.
É certo que muitos outros escritores passaram pelo grupo, nestes vinte e nove anos de atividades ininterruptas, mais de uma centena deles, provavelmente. Há escritores de outros estados e até de outros países, mas aqueles nascidos ou radicados aqui em Santa Catarina que não constam deste documento são os que tiveram uma passagem não muito longa e não continuaram produzindo, ou saíram do grupo e preferiram recomeçar tudo, sem mencionar sua passagem pela ILHA em seu currículo, então respeitamos essa decisão.
Esta quase antologia - porque além das informações sobre cada autor traz também uma "pitada" da sua obra - talvez possa ser considerada uma pequena contribuição no que diz respeito a fornecer informações sobre novos escritores que estão despontando em nosso estado e atualização dos dados de alguns que já eram conhecidos.
Este é o registro da marca que a reunião de praticantes e amantes da literatura dentro do Grupo Literário A ILHA deixaram e estão deixando na história da Literatura Catarinense.
O livro pode ser adquirido no site da editora, em http://www.clubedeautores.com.br/ . Procure pelo nome do livro – A Nova Literatura – ou pelo nome do autor.

sábado, 13 de junho de 2009

A NOVA LITERATURA CATARINENSE

Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – Http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )

A literatura é uma arte que tem fortes representantes em Santa Catarina. Talvez não seja correto rotular a literatura produzida aqui como catarinense, mas ela tem autores com qualidade e representatividade.
A projeção catarinense na literatura brasileira começa com o ícone maior da poesia simbolista, Cruz e Sousa, nascido em Florianópolis, antiga Desterro, de reconhecimento universal, ainda que póstumo. Sua poesia foi traduzida e publicada em vários países.
A perfeição dos poemas de Cruz e Sousa já fez com que o comparassem a Baudelaire e o colocassem ao lado de Mallarmé.
Seguem-se-lhe Virgílio Várzea, que publicou em parceria com Cruz e Sousa “Tropos e Fantasias”, a estréia do Cisne Negro na literatura, e Luiz Delfino.
Existem, também, os escritores catarinenses contemporâneos, aqueles que já têm uma obra conhecida e consolidada e ultrapassaram as fronteiras do nosso estado. Alguns deles projetaram-se em nível nacional, mas nem sempre estão radicados aqui no estado. Nomes como Lindolfo Bell, Guido Wilmar Sassi , de grata memória, Cristóvão Tezza, Deonísio Silva, Silvio Back, Werner Zotz, são exemplos de escritores catarinenses de renome nacional.
Existem os contemporâneos do estado, que se concentram, quase todas na capital, mas não é deles que o livro “A Nova Literatura Catarinense”, em lançamento, fala. Uma nova edição da obra, atualizada, estará sendo publicada e colocada à venda pelo Clube de Leitores ( http://www.clubedeleitores.com.br/ ) nos próximos dias.
No livro estão os escritores que produzem em outros pontos de Santa Catarina, que têm sua obra publicada, têm uma bibliografia considerável, em quantidade e qualidade, têm livros com várias edições, apesar de não estarem, a maioria deles, aparecendo nas vitrines ocupadas pelas figurinhas carimbadas.
Nomes que começaram e ainda estão no Grupo Literário A ILHA, ou transitaram por ele, como Apolônia Gastaldi, Else Sant´Anna Brum, Enéas Athanázio, Joel Rogério Furtado, Maicon Tenfen, Eloí Elisabet Bocheco, Rosângela Borges, Urda Alice Klueger, Viegas Fernandes da Costa, Wilson Gelbcke, Harry Wiese, Selma Maria Franzoi, Aracely Braz, Maria de Fátima Barreto Michels e tantos outros.
São os escritores que se impõe por seu talento, dedicação e perseverança e vão se revelando pelo estado, conquistando respeito e reconhecimento pelo mérito de sua obra. (Pedidos também podem ser feitos ao e-mail lc.amorim@ig.com.br )

sexta-feira, 29 de maio de 2009

ESTADO COMPRA LIVROS AO MILHARES E RECOLHE

Por Luiz Carlos Amorim (escritor – http://luizcarlosamorim.blogspot.com/ )

Eu já ouvira alguma coisa na televisão, ontem, mas pela metade. Então hoje, ao abrir o jornal, encontrei a reportagem sobre o livro de Cristóvão Tezza, que foi recolhido das escolas pelo Estado. O livro “Aventuras Provisórias”, que tinha sido comprado pela Secretaria de Estado da Educação e distribuído às escolas estaduais de ensino médio, foi recolhido por conter trechos considerados inadequados a alunos do segundo grau.
Até aí tudo bem, Cristóvão Tezza é um escritor de renome nacional, consagrado, mas se alguma coisa no livro não é apropriado aos estudantes do ensino médio, se o livro é indicado para adultos, que se use bom senso. O autor, catarinense, não precisa mais que o Estado compre tiragens inteiras do seu livro, porque ele vende por si próprio.
O que nos deixa indignados é o fato de a Secretaria de Estado da Educação ter comprado 130.000 (cento e trinta mil) livros, pela bagatela de Cr$ l.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais), quando os escritores catarinenses vêm batalhando há quase vinte anos pelo cumprimento da famigerada Lei Grando, instituída pelo próprio estado. Essa lei determina que o estado compre livros de autores da terra, previamente selecionados pela Comissão Catarinense do Livro, para distribuição às bibliotecas municipais catarinenses. A referida lei regula a obrigatoriedade da compra, pelo estado, de 300 (trezentos) exemplares de 22 (vinte e dois) livros publicados por autores catarinenses, a cada ano, adquiridos com 50 % (cinqüenta por cento) do valor da capa.
Então, para cumprir a Lei Grando, não há verba, não coube no orçamento, ano após ano. Mas para comprar cento e trinta mil livros a um milhão e quinhentos mil reais, aí sim, deu. E sem nenhuma divulgação, porque não vi em lugar algum notícia sobre a compra.
E desde quando o estado de Santa Catarina compra livros selecionados para o vestibular, aos milhares, para distribuir aos estudantes da rede estadual de ensino médio?
E não venham usar como atenuante o fato de a Fundação Catarinense de Cultura estar para publicar edital da Cocali, para aquisição de livros de autores catarinenses e posterior distribuição dos mesmos para bibliotecas públicas, começando, assim, a cumprir, finalmente, a lei que já quase completa maioridade, sem sair do papel.
Enquanto o escritor catarinense mendiga o cumprimento da Lei Grando para ter a possibilidade de que o estado compre a sua obra e faça chegar pelo menos um exemplar a cada biblioteca de cada cidade de Santa Catarina, esse mesmo estado compra, silenciosamente, cento e trinta mil livros de uma mesma obra, de um mesmo autor, para cada estudante do nível médio. Livro que em seguida foi recolhido. O que será feito deles? E todo aquele dinheiro pago por eles é imposto pago pelo contribuinte. Que estado é esse? Que educação é essa? Que cultura é essa?
Nada contra o escritor Cristóvão Tezza, um autor que honra a literatura de Santa Catarina, mas há que haver justiça, há que haver transparência e coerência na administração pública catarinense.