Por Luiz Carlos Amorim (Escritor - Http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )
A Casa de Cultura Mario Quintana apresentou, ontem, dia do aniversário de Quintana, dentro da programação comemorativa dos 103 anos do nosso grande poeta, a peça “Sobre Anjos & Grilos – O Universo de Mario Quintana”, monólogo em que a atriz Débora Finocchiaro funde a fala, o gesto, a poesia, as artes plásticas e a música, contanto, interpretando e cantando textos e poemas do escritor. Um espetáculo à altura da celebração do aniversário do poeta.
Hoje acontece o espetáculo “Clássicos em Destaque”, com a Camerata Jovem de Porto Alegre, grupo instrumental é formado por 30 jovens músicos, executando as músicas preferidas de Quintana.
No sábado, primeiro de agosto, será realizado na Travessa dos Cataventos, das 12 as 19 horas, o primeiro bazar cultural, pela Associação dos Amigos da Casa de Cultura Mario Quintana, quando serão vendidos objetos alusivos ao poeta. À tarde, das 13 as 18 horas, o público infantil participará da oficina de reciclagem “Recriando o Poeta”, da Oficina de Arte Sapato Florido.
O encerramento da programação ocorrerá no próximo domingo, a partir das 17horas, no Acervo Mario Quintana, com a interpretação do poema encenado “Família Desencontrada”, pelo grupo de teatro infantil Nariz Postiço. Antes do espetáculo de declamação, haverá uma palestra sobre a obra infanto-juvenil de Quintana.
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sexta-feira, 31 de julho de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
OS 103 ANOS DE QUINTANA EM PORTO ALEGRE
Por Luiz Carlos Amorim (Escritor - Http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )
O centésimo terceiro aniversário de Quintana, que ocorre hoje, dia 30 de julho, está sendo comemorado desde ante-ontem, dia 28, na Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre, e vai até o dia 2 de agosto.
O maior poeta aqui do sul merece essa homenagem, uma programação extensa para lembrá-lo e honrar a sua memória e a sua obra.
Na abertura da programação em comemoração aos 103 anos do poeta, a homenagem começou com o Debate Poético Sobre Quintana, na terça, no Teatro Bruno Kiefer, no sexto andar da Casa de Cultura Mario Quintana. Começou as 19 horas e desenvolveu discussão acerca da produção poética do poeta. Os debatedores foram Ana Maria Lisboa de Melo, coordenadora do programa de Pós-Graduação em Letras da PUC-RS e professora de Literatura Brasileira e Teoria Literária, Carpinejar e Rita L. Bittencourt, pesquisadora na área de Letras, com ênfase em Literatura Comparada, explorando a teoria da modernidade, poesia contemporânea e literatura. A condução do debate coube a Cláudia Mentz Martins, graduada em Letras.
Os jornais da capital gaúcha estão dando pouca cobertura aos eventos comemorativos do aniversário de Quintana, o que é uma pena, pois um debate sobre a obra do poeta passarinho deveria ser mais divulgada. Ele tem muitos e muitos leitores, aqui no Rio Grande do Sul e em todo o Brasil, e sempre é bom saber o que se está falando sobre a obra dele. Hoje o Correio do Povo lembrou a programação de aniversário, mas no Zero Hora, onde eu esperava uma ampla matéria, pois é um jornal que sempre reconheceu a grandeza do poeta, saiu alguma coisa apenas na página Almanaque.
Ontem, quarta-feira, aconteceu o “Quintanares e Melodias”,quando foram interpretados poemas de Rimbauld e Verlaine, poetas franceses que eram muito apreciados por Quintana. O recital contou com declamação dos atores Jairo Klein e João Lima. Foram interpretadas músicas francesas, também, pelo violonista Antonyo Ricardo e pelo acordeonista Samuel Costa.
Hoje, 30 de julho, a programação apresenta o ponto alto do evento, a peça teatral Sobre Anjos & Grilos - O Universo de Mario Quintana, um espetáculo no qual a atriz Deborah Finicchiaro apresenta poemas e trechos de entrevistas de Mario Quintana. A peça fala sobre amor, morte, guerra, destruição do meio ambiente e valorização da vida.
Espero poder estar presente para assistir o espetáculo. Em tempo: toda a programação é gratuita e acontece na Casa de Cultura Mario Quintana.
O centésimo terceiro aniversário de Quintana, que ocorre hoje, dia 30 de julho, está sendo comemorado desde ante-ontem, dia 28, na Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre, e vai até o dia 2 de agosto.
O maior poeta aqui do sul merece essa homenagem, uma programação extensa para lembrá-lo e honrar a sua memória e a sua obra.
Na abertura da programação em comemoração aos 103 anos do poeta, a homenagem começou com o Debate Poético Sobre Quintana, na terça, no Teatro Bruno Kiefer, no sexto andar da Casa de Cultura Mario Quintana. Começou as 19 horas e desenvolveu discussão acerca da produção poética do poeta. Os debatedores foram Ana Maria Lisboa de Melo, coordenadora do programa de Pós-Graduação em Letras da PUC-RS e professora de Literatura Brasileira e Teoria Literária, Carpinejar e Rita L. Bittencourt, pesquisadora na área de Letras, com ênfase em Literatura Comparada, explorando a teoria da modernidade, poesia contemporânea e literatura. A condução do debate coube a Cláudia Mentz Martins, graduada em Letras.
Os jornais da capital gaúcha estão dando pouca cobertura aos eventos comemorativos do aniversário de Quintana, o que é uma pena, pois um debate sobre a obra do poeta passarinho deveria ser mais divulgada. Ele tem muitos e muitos leitores, aqui no Rio Grande do Sul e em todo o Brasil, e sempre é bom saber o que se está falando sobre a obra dele. Hoje o Correio do Povo lembrou a programação de aniversário, mas no Zero Hora, onde eu esperava uma ampla matéria, pois é um jornal que sempre reconheceu a grandeza do poeta, saiu alguma coisa apenas na página Almanaque.
Ontem, quarta-feira, aconteceu o “Quintanares e Melodias”,quando foram interpretados poemas de Rimbauld e Verlaine, poetas franceses que eram muito apreciados por Quintana. O recital contou com declamação dos atores Jairo Klein e João Lima. Foram interpretadas músicas francesas, também, pelo violonista Antonyo Ricardo e pelo acordeonista Samuel Costa.
Hoje, 30 de julho, a programação apresenta o ponto alto do evento, a peça teatral Sobre Anjos & Grilos - O Universo de Mario Quintana, um espetáculo no qual a atriz Deborah Finicchiaro apresenta poemas e trechos de entrevistas de Mario Quintana. A peça fala sobre amor, morte, guerra, destruição do meio ambiente e valorização da vida.
Espero poder estar presente para assistir o espetáculo. Em tempo: toda a programação é gratuita e acontece na Casa de Cultura Mario Quintana.
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quarta-feira, 29 de julho de 2009
FLORES E FRUTAS DE INVERNO
Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )
Que está frio aqui no sul não é novidade. Mas está ficando cada vez mais frio. Ainda bem que há dias lindos de sol, como hoje, quando tudo está muito colorido e brilhante e a gente pode se defender do frio indo para a rua.
Ontem chuviscou, deu muita cerração à noite e quase não dava pra dirigir, porque não se conseguia enxergar um palmo diante do nariz.
Então hoje saí para fotografar as cerejeiras japonesas, fantásticas, e os pessegueiros, que têm pouca flor mas também são belos e são perfumados. E além das cerejeiras, das azaléias, dos pessegueiros, dos manacás-da-serra – encontrei mais um, enorme árvore florida, que não foi prejudicada pela geada porque tinha outras árvores a sua volta -, dos amores perfeitos, funcionárias e outras flores, enchi os olhos com larangeiras carregadas, douradas de frutos maduros, pés de tangerina, de limão, de lima também vergados de tanto fruto.
Aí lembro de outra crônica do inverno passado, quando andei pelo interior de Corupá, no pé da Serra do Mar, no norte de Santa Catarina, colhendo laranjas, tangerinas, xinxins, limas, etc. Naquela ocasião, também as árvores estavam pejadas de frutos e parecia que um Midas havia passado por lá, transformando tudo em ouro, como bem cogitou minha amiga Urda.
Aqui em Nova Petrópolis e em todas as pequenas cidades da serra gaúcha, também encaixa a metáfora. É tanta laranja, tanta tangerina, tanto limão que parece mágica a profusão de amarelo espalhado pelas matas e pelos pomares, pelas encostas, uma quantidade tão grande de frutos, que por mais que a gente colha, não diminui ouro das árvores.
É uma fartura imensa, uma natureza generosa que, apesar do inverno inclemente, oferece frutos e flores como se fosse primavera.
Que está frio aqui no sul não é novidade. Mas está ficando cada vez mais frio. Ainda bem que há dias lindos de sol, como hoje, quando tudo está muito colorido e brilhante e a gente pode se defender do frio indo para a rua.
Ontem chuviscou, deu muita cerração à noite e quase não dava pra dirigir, porque não se conseguia enxergar um palmo diante do nariz.
Então hoje saí para fotografar as cerejeiras japonesas, fantásticas, e os pessegueiros, que têm pouca flor mas também são belos e são perfumados. E além das cerejeiras, das azaléias, dos pessegueiros, dos manacás-da-serra – encontrei mais um, enorme árvore florida, que não foi prejudicada pela geada porque tinha outras árvores a sua volta -, dos amores perfeitos, funcionárias e outras flores, enchi os olhos com larangeiras carregadas, douradas de frutos maduros, pés de tangerina, de limão, de lima também vergados de tanto fruto.
Aí lembro de outra crônica do inverno passado, quando andei pelo interior de Corupá, no pé da Serra do Mar, no norte de Santa Catarina, colhendo laranjas, tangerinas, xinxins, limas, etc. Naquela ocasião, também as árvores estavam pejadas de frutos e parecia que um Midas havia passado por lá, transformando tudo em ouro, como bem cogitou minha amiga Urda.
Aqui em Nova Petrópolis e em todas as pequenas cidades da serra gaúcha, também encaixa a metáfora. É tanta laranja, tanta tangerina, tanto limão que parece mágica a profusão de amarelo espalhado pelas matas e pelos pomares, pelas encostas, uma quantidade tão grande de frutos, que por mais que a gente colha, não diminui ouro das árvores.
É uma fartura imensa, uma natureza generosa que, apesar do inverno inclemente, oferece frutos e flores como se fosse primavera.
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terça-feira, 28 de julho de 2009
APHRODITE E AS CEREJEIRAS JAPONESAS
Por Luiz Carlos Amorim (Escritor - Http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )
Em uma outra crônica de inverno, comentei sobre os pessegueiros em flor, que embelezam e perfumam o inverno. Chegando à Serra Gaúcha no auge do inverno, não pude deixar de notar as cerejeiras japonesas, fechadas de flores, belíssimas, um espetáculo fenomenal.
Os pessegueiros também estão começando a florescer, mas não dá pra comparar com as cerejeiras japonesas, que ficam com os galhos todos cobertos de incontáveis flores, apenas flores, desaparecendo quase todas as folhas. São ilhas de cores faiscando luz, várias delas, que em Nova Petrópolis há muitas. Elas não dão frutos, não tem perfume como as flores de pessegueiro, mas estão plantadas em locais estratégicos, como praças e jardim, espalhando beleza e cor. Elas estão lá, o ano todo, preparando o cenário para esta época, quando a natureza explode em milhares de pétalas vermelhas, alaranjadas, cor-de-rosa... É um espetáculo só comparado à florada dos ipês e dos jacatirões. A diferença é que as baixíssimas temperaturas não prejudicam as flores das cerejeiras japonesas. Enquanto que o pé de jacatirão de inverno que meu sogro trouxe de Santa Catarina e plantou aqui no seu jardim, tem pétalas, botões e brotos queimados pelo frio intenso. Dá dó de ver, mas na verdade o manacá-da-serra, essa variedade de jacatirão de inverno, não deveria estar plantada aqui, porque ela não é desse clima, não resiste ao frio como a cerejeira, o amor-perfeito, a azaléia e outras flores.
E já que estamos falando de resistência a geadas, não posso deixar de mencionar um fato que me foge à compreensão. Na casa onde estou hospedado, há uma cadela grande, eu diria enorme, uma rotweiller chamada Aphrodite, de oito anos, que se ficar em duas patas, é maior que eu. Até aí, tudo bem. A raça é grande, ela está quase gordinha, mas o fato é que ela tem um canil onde fica bem protegida do frio, no entanto, nestes dias quando a temperatura, à noite, no começo da madrugada e de manhã tem ido a quase zero grau, nós a temos visto dormir ao relento, enrodilhada sobre o gramado.
Eu não consigo entender como ela sobrevive a temperaturas tão baixas, uma vez que o seu pelo é curto e ela nem está tão gorda assim. Na primeira noite que passei aqui, eu a vi lá fora dormindo e fiquei esperando amanhecer para ver se ela não estava morta. Não estava. No dia seguinte, mesma coisa.
Hoje, terceiro dia que estou aqui, são quase dez horas da noite, lá fora a temperatura já é menos de oito graus e acabei de vê-la deitada no gramado, com apenas parte de galhos de um pé de canela alguns metros acima da cabeça dela. Não sei quanto será a temperatura mais tarde, mas sei que amanhã de manhã ela estará lá, viva, para eu passar a mão na cabeça dela.
Se alguém souber explicar isso, por favor, esclareçam-me.
Em uma outra crônica de inverno, comentei sobre os pessegueiros em flor, que embelezam e perfumam o inverno. Chegando à Serra Gaúcha no auge do inverno, não pude deixar de notar as cerejeiras japonesas, fechadas de flores, belíssimas, um espetáculo fenomenal.
Os pessegueiros também estão começando a florescer, mas não dá pra comparar com as cerejeiras japonesas, que ficam com os galhos todos cobertos de incontáveis flores, apenas flores, desaparecendo quase todas as folhas. São ilhas de cores faiscando luz, várias delas, que em Nova Petrópolis há muitas. Elas não dão frutos, não tem perfume como as flores de pessegueiro, mas estão plantadas em locais estratégicos, como praças e jardim, espalhando beleza e cor. Elas estão lá, o ano todo, preparando o cenário para esta época, quando a natureza explode em milhares de pétalas vermelhas, alaranjadas, cor-de-rosa... É um espetáculo só comparado à florada dos ipês e dos jacatirões. A diferença é que as baixíssimas temperaturas não prejudicam as flores das cerejeiras japonesas. Enquanto que o pé de jacatirão de inverno que meu sogro trouxe de Santa Catarina e plantou aqui no seu jardim, tem pétalas, botões e brotos queimados pelo frio intenso. Dá dó de ver, mas na verdade o manacá-da-serra, essa variedade de jacatirão de inverno, não deveria estar plantada aqui, porque ela não é desse clima, não resiste ao frio como a cerejeira, o amor-perfeito, a azaléia e outras flores.
E já que estamos falando de resistência a geadas, não posso deixar de mencionar um fato que me foge à compreensão. Na casa onde estou hospedado, há uma cadela grande, eu diria enorme, uma rotweiller chamada Aphrodite, de oito anos, que se ficar em duas patas, é maior que eu. Até aí, tudo bem. A raça é grande, ela está quase gordinha, mas o fato é que ela tem um canil onde fica bem protegida do frio, no entanto, nestes dias quando a temperatura, à noite, no começo da madrugada e de manhã tem ido a quase zero grau, nós a temos visto dormir ao relento, enrodilhada sobre o gramado.
Eu não consigo entender como ela sobrevive a temperaturas tão baixas, uma vez que o seu pelo é curto e ela nem está tão gorda assim. Na primeira noite que passei aqui, eu a vi lá fora dormindo e fiquei esperando amanhecer para ver se ela não estava morta. Não estava. No dia seguinte, mesma coisa.
Hoje, terceiro dia que estou aqui, são quase dez horas da noite, lá fora a temperatura já é menos de oito graus e acabei de vê-la deitada no gramado, com apenas parte de galhos de um pé de canela alguns metros acima da cabeça dela. Não sei quanto será a temperatura mais tarde, mas sei que amanhã de manhã ela estará lá, viva, para eu passar a mão na cabeça dela.
Se alguém souber explicar isso, por favor, esclareçam-me.
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segunda-feira, 27 de julho de 2009
QUINTANA & BRUNA
Por Luiz Carlos Amorim (Escritor - Http://.br.geocities.com/prosapoesiaecia )
Assisti a uma entrevista, no sábado, dia 25 de julho, com Bruna Lombardi. E ela me lembra meu poeta favorito, Mario Quintana. Ele era apaixonado por Bruna, os dois eram amigos, ela era a musa dele. Ela é até poetisa, também, como o poeta maior. E me lembrei porque estou aqui no Rio Grande do Sul: 30 de julho é o dia do aniversário de Quintana, quando ele completaria 103 anos. E como a Casa de Cultura Mario Quintana começa, no dia 28, uma programação muito interessante para comemorar o aniversário do poeta, eu pretendo estar presente e assistir a pelo menos uma das atrações, como declamação de poesia, teatro, debate, música, etc.
O frio está intenso aqui na serra gaúcha e em Porto Alegre também deve estar quase tanto quanto aqui.
Fico pensando se Bruna não viria a Porto, para se juntar às homenagens ao poeta menino. Seria bom encontrá-la na capital gaúcha e conversar com ela sobre Quintana. Daria uma ótima entrevista para a nossa revista Mirandum, que eu e a Fátima de Laguna publicamos e que vai para a quinta edição. A revista é uma publicação da Confraria de Quintana, que fundamos para reunir os admiradores do nosso grande poeta.
Não é provável que ela venha, mas seria muito bom.
Parabéns a Casa de Cultura Mario Quintana pela iniciativa, pois esta data não pode deixar de ser comemorada. Afinal, é o aniversário do nosso grande poeta.
Assisti a uma entrevista, no sábado, dia 25 de julho, com Bruna Lombardi. E ela me lembra meu poeta favorito, Mario Quintana. Ele era apaixonado por Bruna, os dois eram amigos, ela era a musa dele. Ela é até poetisa, também, como o poeta maior. E me lembrei porque estou aqui no Rio Grande do Sul: 30 de julho é o dia do aniversário de Quintana, quando ele completaria 103 anos. E como a Casa de Cultura Mario Quintana começa, no dia 28, uma programação muito interessante para comemorar o aniversário do poeta, eu pretendo estar presente e assistir a pelo menos uma das atrações, como declamação de poesia, teatro, debate, música, etc.
O frio está intenso aqui na serra gaúcha e em Porto Alegre também deve estar quase tanto quanto aqui.
Fico pensando se Bruna não viria a Porto, para se juntar às homenagens ao poeta menino. Seria bom encontrá-la na capital gaúcha e conversar com ela sobre Quintana. Daria uma ótima entrevista para a nossa revista Mirandum, que eu e a Fátima de Laguna publicamos e que vai para a quinta edição. A revista é uma publicação da Confraria de Quintana, que fundamos para reunir os admiradores do nosso grande poeta.
Não é provável que ela venha, mas seria muito bom.
Parabéns a Casa de Cultura Mario Quintana pela iniciativa, pois esta data não pode deixar de ser comemorada. Afinal, é o aniversário do nosso grande poeta.
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domingo, 26 de julho de 2009
OS PEDÁGIOS DA BR 116 NO RIO GRANDE DO SUL
Por Luiz Carlos Amorim (Escritor - Http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )
Ontem, saí de Florianópolis com destino a Nova Petrópolis, na serra gaúcha, mas sem passar pela BR 101. Nem tanto pelo fato de não estar pronta a duplicação da parte sul da 101, mas porque gosto mais de passar por Lages, pegando a 282 até Lages e pegando então a BR 116 . Gosto do caminho, passando por cidades, campos e planaltos, muito verde e muita natureza. As rodovias não são duplicadas, mas a gente não tem pressa mesmo, então é muito agradável.
O que não é agradável é pagarmos quatro pedágios de Vacaria até a saída de Caxias do Sul. O valor do pedágio já é um assalto, considerando que a rodovia não é uma pista lisa e bem acabada, pelo contrário: há grandes trechos que parecem uma tábua de lavar roupa e em outros há muitos remendos. Nas partes mais perigosas e sinuosas, não há acostamento. E o preço do pedágio é R$ 6,00 (seis reais). São quatro vezes seis reais. Por esse preço, deveríamos transitar por uma estrada nova ou renovada.
De cara, em Vacaria, há dois pedágios: uma na entrada da cidade e outro na saída, com intervalo de cerca de vinte quilômetros. É possível uma coisa dessas?
E isso há pelo menos quinze anos, que é o tempo que a gente vem passando por esse trecho da 116. Sem que ninguém faça nada para mudar essa situação absurda.
A estrada é boa? Não é ótima, é média, quase razoável. Mas pelo que se paga de pedágio, deveria ser excelente. Está na hora de fiscalizarem essas concessões, de a União ou o Estado do Rio Grande do Sul verificar onde vai todo o dinheiro arrecadado, que não é pouco, absolutamente, e com o qual deveríamos ter uma estrada de qualidade internacional.
Na Br 101, em Santa Catarina, os pedágios já estão funcionando, quatro deles, de Garuva até Palhoça, e o preço de cada um é R$ 1,10 (um real e dez centavos). Vai aumentar? É provável, mas a estrada até Palhoça está em estado razoável, sendo melhorada, a não ser o trecho de Palhoça em direção ao sul, que não está com a duplicação concluída. E já é caro demais, considerando que estão cobrando da parte sul da 101 que ainda está em obras.
Então, senhores políticos, autoridades gaúchas, há que se fazer alguma coisa, tomar providências para que o pedágio caríssimo que a gente paga valha a pena ou, pelo menos, baixem o preço cobrado para um valor condizente. Que seria muito, muito abaixo do que é cobrado.
Ontem, saí de Florianópolis com destino a Nova Petrópolis, na serra gaúcha, mas sem passar pela BR 101. Nem tanto pelo fato de não estar pronta a duplicação da parte sul da 101, mas porque gosto mais de passar por Lages, pegando a 282 até Lages e pegando então a BR 116 . Gosto do caminho, passando por cidades, campos e planaltos, muito verde e muita natureza. As rodovias não são duplicadas, mas a gente não tem pressa mesmo, então é muito agradável.
O que não é agradável é pagarmos quatro pedágios de Vacaria até a saída de Caxias do Sul. O valor do pedágio já é um assalto, considerando que a rodovia não é uma pista lisa e bem acabada, pelo contrário: há grandes trechos que parecem uma tábua de lavar roupa e em outros há muitos remendos. Nas partes mais perigosas e sinuosas, não há acostamento. E o preço do pedágio é R$ 6,00 (seis reais). São quatro vezes seis reais. Por esse preço, deveríamos transitar por uma estrada nova ou renovada.
De cara, em Vacaria, há dois pedágios: uma na entrada da cidade e outro na saída, com intervalo de cerca de vinte quilômetros. É possível uma coisa dessas?
E isso há pelo menos quinze anos, que é o tempo que a gente vem passando por esse trecho da 116. Sem que ninguém faça nada para mudar essa situação absurda.
A estrada é boa? Não é ótima, é média, quase razoável. Mas pelo que se paga de pedágio, deveria ser excelente. Está na hora de fiscalizarem essas concessões, de a União ou o Estado do Rio Grande do Sul verificar onde vai todo o dinheiro arrecadado, que não é pouco, absolutamente, e com o qual deveríamos ter uma estrada de qualidade internacional.
Na Br 101, em Santa Catarina, os pedágios já estão funcionando, quatro deles, de Garuva até Palhoça, e o preço de cada um é R$ 1,10 (um real e dez centavos). Vai aumentar? É provável, mas a estrada até Palhoça está em estado razoável, sendo melhorada, a não ser o trecho de Palhoça em direção ao sul, que não está com a duplicação concluída. E já é caro demais, considerando que estão cobrando da parte sul da 101 que ainda está em obras.
Então, senhores políticos, autoridades gaúchas, há que se fazer alguma coisa, tomar providências para que o pedágio caríssimo que a gente paga valha a pena ou, pelo menos, baixem o preço cobrado para um valor condizente. Que seria muito, muito abaixo do que é cobrado.
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sábado, 25 de julho de 2009
DE INVERNO E DE PESSEGUEIROS EM FLOR
Por Luiz Carlos Amorim (HTTP://br.geocities.com/prosapoesiaecia )
Em uma das minhas crônicas, falei da minha amiga árvore, que florescia no inverno, majestosamente, a uma quadra do meu apartamento, na grande Florianópolis. Pois é. Já haviam construído um sobrado no meio do caminho (entre a minha janela e ela) e eu conseguia ver apenas a sua copada florida, não dava mais para vê-la de corpo inteiro.
Na estação de floração seguinte começaram a erguer mais um andar no sobrado construído bem na direção da minha amiga árvore da qual não sei o nome. Dali para a frente, não poderia mais ver, da janela do meu apartamento, a minha amiga árvore feliz, a balançar seus galhos coloridos como se estivesse acenando para mim.
Mas não faz mal. Eu ia mesmo vender meu apartamento e, nos próximos invernos, iria visitá-la. Quedar-me-ia ao pé dela e a admiraria, conversaríamos e agradecer-lhe-ia, mais uma vez, por existir, por oferecer sua beleza incomensurável sem pedir nada em troca.
Continuaríamos amigos e, mesmo estando longe dela, estaria feliz, por ter voltado a viver em uma casa, como vivi a maior parte da minha vida.
Eu nunca havia morado em apartamento, mas mudei de cidade por circunstâncias alheias a minha vontade, que agora até agradeço, e tive que viver num deles. Mas uma casa é mais lar, pelo menos para mim.
Morei em várias casas, desde criança. Lembro-me de que na segunda casa na qual moramos, em Corupá, havia um quintal grande com muitas árvores. Eu era quase adolescente e podia subir nelas para colher os frutos de jabuticabeiras, laranjeiras, cerejeiras, pessegueiros, goiabeiras. Colhia também tangerinas, nozes e até uma frutinha de nome diferente, a grumixama, parecida com uma goiaba, mas do tamanho de uma jabuticaba ou de um araçá e de cor bem escura, quase preta. E saborosa, muito doce.
Tenho saudade daquela infância farta de natureza, das cores e dos perfumes das flores das laranjeiras e dos pessegueiros.
No inverno, além das touceiras vermelhas de azaléias, tínhamos a beleza singela e perfumada dos pessegueiros. As folhas sumiam das árvores que mais tarde penderiam com pêssegos deliciosos e seus galhos e troncos ficavam cobertos de flores brancas oscilando para tons de rosa. E o perfume enchia o ar.
Hoje, vejo poucos pessegueiros. A cidade quase não os têm. Gosto voltar a Corupá, e ver a beleza da florada do pessegueiro e sentir o perfume delicioso que se espalha mansamente pelo ar. Para matar a saudade e encher os olhos dessa beleza que a natureza renova a cada inverno.
Em uma das minhas crônicas, falei da minha amiga árvore, que florescia no inverno, majestosamente, a uma quadra do meu apartamento, na grande Florianópolis. Pois é. Já haviam construído um sobrado no meio do caminho (entre a minha janela e ela) e eu conseguia ver apenas a sua copada florida, não dava mais para vê-la de corpo inteiro.
Na estação de floração seguinte começaram a erguer mais um andar no sobrado construído bem na direção da minha amiga árvore da qual não sei o nome. Dali para a frente, não poderia mais ver, da janela do meu apartamento, a minha amiga árvore feliz, a balançar seus galhos coloridos como se estivesse acenando para mim.
Mas não faz mal. Eu ia mesmo vender meu apartamento e, nos próximos invernos, iria visitá-la. Quedar-me-ia ao pé dela e a admiraria, conversaríamos e agradecer-lhe-ia, mais uma vez, por existir, por oferecer sua beleza incomensurável sem pedir nada em troca.
Continuaríamos amigos e, mesmo estando longe dela, estaria feliz, por ter voltado a viver em uma casa, como vivi a maior parte da minha vida.
Eu nunca havia morado em apartamento, mas mudei de cidade por circunstâncias alheias a minha vontade, que agora até agradeço, e tive que viver num deles. Mas uma casa é mais lar, pelo menos para mim.
Morei em várias casas, desde criança. Lembro-me de que na segunda casa na qual moramos, em Corupá, havia um quintal grande com muitas árvores. Eu era quase adolescente e podia subir nelas para colher os frutos de jabuticabeiras, laranjeiras, cerejeiras, pessegueiros, goiabeiras. Colhia também tangerinas, nozes e até uma frutinha de nome diferente, a grumixama, parecida com uma goiaba, mas do tamanho de uma jabuticaba ou de um araçá e de cor bem escura, quase preta. E saborosa, muito doce.
Tenho saudade daquela infância farta de natureza, das cores e dos perfumes das flores das laranjeiras e dos pessegueiros.
No inverno, além das touceiras vermelhas de azaléias, tínhamos a beleza singela e perfumada dos pessegueiros. As folhas sumiam das árvores que mais tarde penderiam com pêssegos deliciosos e seus galhos e troncos ficavam cobertos de flores brancas oscilando para tons de rosa. E o perfume enchia o ar.
Hoje, vejo poucos pessegueiros. A cidade quase não os têm. Gosto voltar a Corupá, e ver a beleza da florada do pessegueiro e sentir o perfume delicioso que se espalha mansamente pelo ar. Para matar a saudade e encher os olhos dessa beleza que a natureza renova a cada inverno.
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