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sexta-feira, 17 de junho de 2011

FLORIPA LETRADA RESISTE

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/


Hoje, passando pelo terminal urbano de Florianópolis, parei na estante do Floripa Letrada, projeto que disponibiliza livros e revistas para que os usuários do transporte público leia enquanto espera o ônibus ou leve para casa para ler. A verdade é que os livros nunca voltam, mas se as pessoas que levam os livros efetivamente lerem os mesmos, já será uma grande coisa. Um problema grave que veio à tona há alguns meses foi o fato de algumas pessoas pegarem livros no projeto, às pilhas, para vender. Uma dona de sebo me revelava, outro dia, que já lhe ofereceram livros do Floripa Letrada.

Uma pessoa do projeto estava abastecendo a estante de livros, bem no horário que eu estava passando. Ela estava distribuindo alguns livros, que tirava de um carrinho de compras, e eu entabulei uma conversa com ela. Soube que ela batalha junto a editoras, livrarias, sebos, particulares e consegue muitas doações. Não tem faltado livros. Já foram colocados à disposição dos usuários de ônibus setenta e cinco mil livros até agora. Contou-me ela que, apesar de não haver devolução dos livros, ela sempre tem estoque para abastecer as estantes, pois sempre há doadores.

Contou-me, também, que para coibir a venda, estão colocando mais carimbos nos livros. Antes só se colocava o carimbo do projeto em algumas páginas dos livros. Agora coloca-se mais um, “Não pode ser vendido”, nas lombadas, na contracapa, nas páginas internas. É bom, para que só as pessoas que realmente querem ler, levem os livros.

Eu soube, há alguns dias, que o prefeito andou querendo acabar com o projeto, depois das denúncias de venda de livros do Floripa Letrada. Pensei em falar sobre o assunto com aquela senhora, tão entusiasmada e dedicado ao projeto, mas sei que ela não poderia confirmar, pois poderia ser prejudicada. Então deixei quieto. Felizmente o projeto continua.

Um comentário:

  1. oi
    Que bom o projeto continua.
    Conheci o escritor Miguel Nenevé seu conterrânio sarau em Porto velho.
    Tudo de bom
    Mil beijos
    Mil cores

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