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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

DIÁRIO DE CLASSE E A EDUCAÇÃO

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br


E a garotinha de Florianópolis que abriu uma página no Facebook, para falar do abandono de sua escola, no Santinho, ficou famosa não só no Brasil, mas pelo mundo. Esse é o grande exemplo de que não podemos esperar pelos outros, temos que meter a cara e fazer alguma coisa. Se ela tivesse ficado chorando as pitangas, por sofrer com uma escola sem manutenção, mal equipada e mal dirigida, poderia até ter desistido e mudado para outro estabelecimento. Mas ela teve coragem e denunciou, mostrou as mazelas, com fotos e filmes, comprovou o que estava errado e conseguiu ser ouvida e apoiada.

As escolas públicas de Santa Catarina, muitas delas, estão em péssimo estado, quase toda semana os jornais e a televisão mostram prédios sendo interditados, outros caindo aos pedaços, oferecendo risco de todo tipo as professores e alunos. Parece que o poder público não está muito preocupado com isso.

Paralelamente à explosão do Diário de Classe de Isadora, foi lançada a campanha “A Educação precisa de respostas”, nesse final de agosto, nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Autoridades dos dois estados e do Ministério da Educação estiveram reunidos para discutir, tomarem conhecimento e começarem a tomar providências para responder as muitas perguntas, solucionando os entraves.

Se todos nós fizéssemos a nossa parte, como fez Isadora, as coisas não estariam como estão, a educação brasileira não estaria no estado lastimável em que se encontra.



3 comentários:

  1. O caso da menina mostra o poder das redes sociais. Nós professores deveríamos saber usá-las melhor.

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  2. José Alexandre,
    Nós sabemos usar as redes sociais mas ninguém nos dá crédito. Todos estão "carecas" de saber das dificuldades enfrentadas por grande parte das escolas públicas no Brasil porém, se uma criança, um pai de aluno, um advogado, um ator, um "articulista", um "especialista"... enfim, qualquer pessoa disser o mesmo que nós será ouvida, nós não! Acho sim é que temos que falar beeemm mais alto! e sermos beeemm mais diretos para que sejamos entendidos e respeitados.

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  3. Então vamos falar bem mais alto nas redes sociais. Concordo com tudo o que disse. Mas as outras pessoas que falam são ouvidas? No ano passado teve a professora Amanda, agora a menina e ainda não sei o impacto disso. De uma forma ou de outra acho que devemos aprender a usar melhor essas redes.

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