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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

"FLORIPA LETRADA" PEDE SOCORRO


    Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br


Volto a falar, mais uma vez, do Projeto Floripa Letrada, pois passei pelo terminal do centro de Florianópolis e vi as estantes vazias. O projeto, iniciado em agosto de 2010 – encaminhando-se para o terceiro aniversário, portanto – consiste na oferta de livros em estantes colocadas nos terminais urbanos da capital, em pelo menos três deles. O usuário do transporte público pode pegar os livros para serem lidos no terminal, enquanto se espera o ônibus, ou levá-lo para ler no ônibus, enquanto viaja, e em casa. A intenção era que os livros fossem lidos e devolvidos à estante, para que outros leitores pudessem levá-los, tanto que o slogan do projeto é “a palavra em movimento”. Mas não é o que acontece, os livros não são devolvidos.

O projeto parece estar abandonado. Em meados de 2011, houve denúncias graves, que revelaram a ocorrência de pessoas que pegavam livros às pilhas, nas estantes que estão nos terminas de ônibus, para tentar vender em sebos. Ou vendiam nas ruas, convencendo os compradores de que “estariam ajudando uma instituição de caridade”. Com isso, o prefeito da capital, na época, ameaçou suspender o projeto. Algumas pessoas da Secretaria de Educação da Prefeitura de Florianópolis, responsáveis pelo projeto e que tem se dedicado a ele para que não acabe, conseguiram que ele não fosse interrompido.

Mas de lá para cá o projeto veio decaindo, chegando ao estado em que se encontra hoje, com as estantes vazias. Sabemos que o reabastecimento das estantes do Floripa Letrada só é possível em razão das doações de pessoas físicas e jurídicas – particulares, editoras, livrarias, bibliotecas, etc. – a prefeitura não tem verba nem para comprar livros para a biblioteca municipal, quanto mais para colocar num projeto onde os leitores levam as obras e não devolvem.

Mas como o ex-prefeito da capital praticamente abandonou a cidade, nos anos finais do seu mandato, não era esse projeto que iria merecer a sua atenção.

Por isso esperamos que o novo prefeito de Florianópolis olhe pelo projeto e não o deixe morrer. Já escrevi, em outra ocasião, um apelo ao prefeito César Júnior para que valorizasse a cultura na cidade, criando um Edital de Cultura que premiasse a literatura e outras artes como a música, a dança, o teatro, etc., a exemplo de tantas outras cidades catarinenses. Só a capital não tem um edital assim, porque os prefeitos anteriores não priorizavam a cultura.

Insistimos no Edital de Cultura e pedimos que inclua aí a manutenção do projeto Floripa Letrada.

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