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sábado, 4 de julho de 2009

A LITERATURA NO CINEMA BRASILEIRO

Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – Http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )

Ao ver, faz algum tempo, um DVD que alguém trouxe para casa, fiquei feliz em constatar a crescente qualidade da produção cinematográfica brasileira. “Tainá” e outros filmes mais recentes já haviam começado essa constatação, mas ainda me mantinha arredio.
Falo de “Deus é Brasileiro”, baseado no conto “O santo que não acreditava em Deus”, de João Ubaldo Ribeiro, interpretado por Antônio Fagundes, Paloma Duarte e Wagner Moura – que está também em “Carandiru”.
Um time de atores excelentes, um ótimo diretor – Cacá Diegues -, uma história singular, abordando um tema delicado de maneira original e bem brasileira. Um Deus que não gosta de fazer milagres, que está de saco cheio da sua criação – o ser humano, e quer tirar umas férias, mas precisa de um substituto.
Quem não viu o filme, ainda, deve ver, que corre o risco de gostar. Se não quiser ver o filme, que leia o conto, do “Livro de Histórias” de Ubaldo, que depois dessa edição do extinto Circulo do Livro passou a se chamar “Já Podeis da Pátria Filhos”. Melhor, mesmo, é ler o conto e ver o filme, pois se o conto já é bom, o filme tem muito mais cor e sabor, até porque o roteiro, a adaptação é do próprio autor da obra, João Ubaldo, junto com Cacá Diegues.
Um seriado americano que passou na TV a cabo, “Joana of Arcádia”, bebe na mesma fonte. Coincidência ou não, o seriado conta a história de uma menina que vê Deus e conversa com Ele, que aparece na pele de pessoas comuns, diferente a cada aparição. Diferente do Deus de Ubaldo, o Deus de Joana a usa para ajudar a resolver problemas de quem está precisando de ajuda, realizando pequenos milagres por tabela.
Bom ver que o cinema brasileiro está recuperando a excelência de outros tempos. Tenho visto outros filmes mais recentes produzidos aqui e é muito bom constatar neles qualidades crescentes tanto nos roteiros, na fotografia, como na direção e interpretação.

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