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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

IPÊ AMARELO


Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br )

Hoje, ao descer a minha rua, notei que ela tinha o seu próprio sol, um sol particular.Um ipê floriu espetacularmente e rivalizou bravamente com o astro-rei, que proporcionou um calor muito grande, como nos últimos dias, diga-se de passagem, antecipando o verão. Estamos na primavera, mas até parece verão.
Fico extasiado com o fato de poder contemplar um espetáculo tão grandioso. A natureza nos oferece dádivas imensas, coisas que só ela mesmo pode criar. Não há nada como a beleza e majestade de um imenso ipê todo coberto de flores, todo coberto de luz, a iluminar nossos olhos e nossa alma. Temos o ipê roxo, o ipê rosa, o jacatirão, mas as flores chamejantes de luz a resplandecer seus raios sobre nós, filhos da terra, e os tapetes dourados estendidos pelos nossos caminhos, só o ipê amarelo pode proporcionar.
Minha rua, ontem, hoje e amanhã, tem seu próprio e reluzente sol e nós, caminhantes dela, temos calçadas que são tapetes de luz. Depois, não sei, pois o tempo promete chuva. Mas um Midas – posso chamá-la assim, Mãe Natureza? – passou pela minha rua e tocou nela transformando uma árvore em ouro.
Minha rua tem um ipê amarelo. Precisa mais?

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