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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

LIVROS DIDÁTICOS E APOSTILAS

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Fiquei indignado mais uma vez e sei que não será a última. Acho que todos já ouvimos falar no Programa Nacional do Livro Didático, não é? Pois então. Esse programa distribui cento e trinta milhões de livros didáticos a todas as escolas públicas do país, com um gasto em torno de um bilhão de reais, que saem dos cofres públicos, do nosso bolso, portanto.
Até o ano passado, todas as escolas públicas recebiam os livros, mas a partir deste ano, só aquelas que se inscreveram no programa e solicitaram é que irão receber.
Acontece que, com esta mudança, a adesão das escolas não é total. O índice das escolas inscritas no PNDL é alto, 96%, mas deveria ser total. A diferença dá um total de 222 escolas que não receberão os livros, ou porque não se escreveram ou porque têm algum tipo de pendência com o MEC.
O que me deixou indignado é que do percentual de escolas que não solicitou os livros – a maioria é do interior de São Paulo, mas há delas em outros estados – muitas não se inscreverm no Programa Nacional do Livro Didático porque não quiseram mesmo. Algumas escolas decidiram recusar os livros didáticos e optar por apostilas. O problema é que, além do conteúdo duvidoso das apostilas, que quase sempre é resumo mal feito dos livros didáticos , os municípios que contratarem a impressão de apostilas para suas escolas estarão pagando duas vezes. Senão, vejamos: o livro didático não é de graça, o seu custo é coberto com o dinheiro dos impostos que pagamos. Ele é de graça, sim, para o município que o recebe, que não precisa desembolsar o valor correspondente ao seu custo, que já foi pago pelos cofres públicos. Então os cidadãos das cidades que optaram pelas apostilas estarão pagando duas vezes, pois as apostilas também estão sendo pagos com o dinheiro do contribuinte.
Não é triste? É desperdício, isso sim. Um dinheiro que poderia ser usado para outra coisa, capacitação e melhor remuneração dos professores, por exemplo é gasto numa coisa que já está disponível com custo nenhum para os municípios.
E com o agravante de que a apostila não é o material ideal para se dar uma boa aula. Os livros didáticos podem não ser perfeitos, podem ter lá os seus defeitos, mas pelo menos o material é produzido por especialistas em cada assunto e é avaliado por quem deve entender de ensino e educação.

2 comentários:

  1. Olá,

    Enviei um e-mail com um convite para você!


    Abraços
    Cassiane

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  2. Acabei de responder, Cassiane. Desculpe a demora, é que estou de molho.
    Um grande abraço do Amorim

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