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quarta-feira, 4 de maio de 2011

FEIRA DO LIVRO EM FLORIANÓPOLIS

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/


Em Florianópolis existem duas feiras do livro, uma no início do ano, em maio, e a outra no final do ano, as duas realizadas no Largo da Alfândega. Mas não foi sempre assim. Até meados da década passada, a edição tradicional da feira, realizada em setembro ou outubro, foi montada em vários locais, abertos e fechados, desde 1986, e por fim estabeleceu-se no Beiramar Shopping, onde ficou por vários anos. A outra, a Feira de Rua do Livro de Florianópolis, realizada no Largo da Alfândega, ao lado do Mercado Municipal, em abril ou maio, é mais jovem, iniciou em 2001.
A partir de 2007, a exemplo da Feira de Rua do Livro, realizada sempre em maio, a antiga Feira do Livro de Florianópolis, que acontece mais para o fim do ano, também passou a ser montada no Largo da Alfândega, no meio do caminho dos transeuntes, no meio do caminho do leitor.
E é importante que isso aconteça, pois a feira que é apresentada em locais fechados, como era o caso da Feira do Livro de Florianópolis, em setembro, que se localizava no sexto andar do Beiramar Shopping, atrai o visitante que já é leitor, aquele que sai de casa predisposto a ir à feira.
Já a feira de rua do livro pode apanhar de surpresa o cidadão que está passando, o transeunte comum que nem sempre é leitor e pode passar a sê-lo. O mérito da feira de rua do livro é esse: ficar no caminho das pessoas, para que elas esbarrem com uma quantidade enorme de livros de todos os tipos, tamanhos, cores e gêneros e seja conquistada por eles, comprando algum e passando a gostar de ler.
As feiras do livro de Joinville, de Jaraguá do Sul, de Itajaí, de Chapecó, de Lages e de outras cidades também são feitas em praças, em locais abertos, em tendas montadas no meio da rua, a exemplo da pioneira, a feira do livro de Porto Alegre.

Uma pena é constatar que a feira de início de ano de Florianópolis, que este ano acontece a partir do dia 10 deste mês, venha involuindo. Não são convidados grandes nomes da literatura, nem mesmo os escritores daqui estão lançando seus livros lá. Não há, praticamente, eventos paralelos, como em outras feiras.

As feiras do livro, na capital, estão sendo realizadas na corrida, meio a toque de caixa, pelo menos é o que dá a entender. O convite da feira que começa no próximo dia 10, por exemplo, foi enviado aos escritores, para agendamento de participações como lançamentos de livros, sessão de autógrafos, etc., apenas hoje. Parece não haver planejamento. Por que, então, não se faz apenas uma feira por ano, bem planejada, estudada com bastante antecedência, como já foi cogitado? Sabemos que a Câmara Catarinense do Livro não tem verba para gastar com a feira, além do que recebe pelo aluguel dos estandes, que não recebe nenhum apoio do Estado, então talvez uma feira bem realizada fosse melhor.

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