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terça-feira, 31 de julho de 2012

EDUCAÇÃO X TELEFONE

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/


A nossa educação anda caindo pelas tabelas mesmo. A educação brasileira tem decaído muito, nos últimos tempos, e isso tem refletido nas últimas gerações. É claro que não é só a escola que deve dar educação as nossas crianças, isso deve começar em casa, mas se os pais não tiveram uma boa educação, como poderão passar para seus filhos uma educação decente?

Eu fico pasmo com o uso do celular em público, de uma maneira geral. Em qualquer lugar que a gente esteja, tem sempre alguém falando ao telefone, às vezes falando tão alto que atrapalha quem está por perto, esteja fazendo o que quer que seja: conversando, lendo, até pensando. Parece que as pessoas não se importam em expor a sua vida particular, não têm o menor problema em evidenciar a pouca educação, falando palavrões a altos brados, pormenorizando situações íntimas que ninguém tem interesse em saber.

No ônibus, então é um terror. Sempre há um cristão – às vezes mais de um ao mesmo tempo – falando tão alto ao telefone que todo o ônibus pode ouvir. E o pior é que não é uma coisa rápida. Alguns ficam no telefone desde que entram no ônibus até saírem dele. Fica-se sabendo tudo da vida de uns e outros, mesmo que absolutamente não interesse a ninguém. Porque se houver alguém que se interesse, coisa boa é que não resultará disso.

Então fico pensando, cá com meus botões: que necessidade é esse que as pessoas têm, de expor e impor a sua vida a terceiros? Cadê a educação, a discrição que deveria lhe ter sido ensinada, cadê o bom senso? Deveriam, no mínimo, ter a preocupação de não incomodar os vizinhos à volta, que todos têm o direito de viajar em paz.

Aqui em Florianópolis proibiram de ligar a música no celular ou outro aparelho sem o fone de ouvidos, pois estava virando bagunça: um ligava a música mais alto do que o outro e os usuários eram obrigados a ouvir música de gosto duvidoso, com qualidade de som horrível e muito alto. Deveriam proibir, também, de falarem ao telefone como se quisessem ser ouvidos pelo interlocutor não pela transmissão das antenas, mas pelo alcance do som da própria voz.

Tenho esperança de que a educação brasileira melhore, daqui para a frente, e que tenhamos as novas gerações com uma postura mais coerente e digna diante da vida, diante do próximo, diante de tudo. E que essas mazelas e outros desrespeitos passem a ser coisa do passado.

2 comentários:

  1. Amorim você disse bem o que a gente sente.
    Este texto merece ir para um bom Varal! Citarei excerto de Lauro Junkes acerca de sua obra na crônica anterior : "Lendo os relatos desse autor, em grande parte filtrados por um narrador em primeira pessoa, tem-se a impressão de que um repórter observador percorre insistentemente espaços públicos e privados, radiografando nossa sociedade." O mestre Junkes foi muito preciso em sua resenha e definiu bem quem é o cronista Amorim. Parabéns a ambos.Abraço. Fatima/Laguna

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  2. Luiz li esse comentário em site de um jornal da cidade de Ipatinga MG, e nâo podia ficar sem comenta-lo, se você está vendo falta de educação aí, então você nem sonha o que é falta de educação aqui em Pernambuco é uma coisa de louco estou morando aqui á trabalho mas estou muito decepcionado com tamanha falta de nem sei o quê dizer. O transito aqui parece que os motoristas saíram de um filme de outro mundo, falta de gentileza, generosidade, mau humor, povo com cara de poucos amigos.É com poucas palavras que digo o que é Pernambuco e como você disse fico pensando com meus botões aonde esse paizinho de m... vai parar desse jeito. O que esses políticos estão pensando e fazendo da vida que não estão nem aí pra nada, sem mais vai minha pergunta onde vamos parar desse jeito socorroooooooooooooo. um abraço.

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