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domingo, 4 de abril de 2010

PEDÁGIO NO RIO GRANDE DO SUL

Por Luiz Carlos Amorim – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Estou de volta do Rio Grande do Sul, onde fui passar o feriadão. É sempre muito agradável visitar a Serra Gaúcha, passear por Nova Petrópolis e região, mesmo estando o calor que estava nos dias antes da Páscoa por lá, temperaturas quase comparáveis à cidades catarinenses como Joinville e Blumenau.
Apesar de gostar muito de Nova Petrópolis, sempre que vou para lá, volto com a mesma indignação. Explico: não vou pela 101, que ainda está em obras, vou pela 116. Acontece que o trecho gaúcho tem quatro pedágios até Nova, a R$ 6,00 (seis reais) cada, pasmem. E as estradas nem são aquele brinco, não, tem muito remendo, trechos tábua de lavar roupa e, pior, não é duplicada. Pelo preço que se paga, deveríamos ter uma estrada duplicada e totalmente nova, nos moldes das melhores estradas européias.
O cúmulo é a distância entre dois daqueles pedágios: apenas vinte quilômetros. Um fica na entrada de Vacaria e outro na saída da cidade. O que me deixa indignado não é só preço absurdo. É que não vejo ninguém contestar, não vejo ninguém reclamar, não se publica nada a respeito. No ano passado escrevi um artigo sobre o assunto e mandei para diversos jornais, mas não soube de nenhum que tenha publicado.
Parece que há um silêncio combinado sobre o assunto, ninguém comenta, ninguém reclama e fica tudo como está. Viajo para lá há mais de dez anos e as coisas continuam ruins. Pagava-se tão caro como agora, mas as estradas eram até piores. E hoje não estão boas o suficiente, se considerarmos o preço elevadíssimo que pagamos. A BR 101, no trecho do Paraná e Santa Catarina, tem pedágio desde o ano passado e pagamos, atualmente, com recente aumento, R$ 1,20 (um real e vinte centavos).
Desta vez tenho que falar de outra boa, que li no jornal Pioneiro de sexta-feira, dia 2 de abril: A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, “pedindo que deputados aprovem o projeto de lei que permite ao governo executar obras em trechos de pedágios privados, para continuar a obra no trevo para Flores.”
Ora, a ilustre governadora quer fazer obras em trechos de estradas entregues à operadoras de pedágio que cobram seis reais por cada carro de passeio (nem prestei atenção nos outros preços) que passa pelos seus pedágios, dois deles com distância de vinte quilômetros entre um e outro?
Quer dizer, ela quer usar o suado imposto que o contribuinte paga para fazer obras que a concessionária tem o dever e o dinheiro, de sobra, para fazer? O usuário vai pagar duas vezes as obras a serem executadas, pois paga o valor astronômico do pedágio e ainda paga por fora, através da generosa governadora, pagando impostos para formar o bolo que é o dinheiro público que ela usa para execução do trabalho. Será que isso vai ficar assim? Não há nada nem ninguém que interfira, para evitar tamanho desperdício e tamanho absurdo?
Depois, ela reclama que tornam a vida dela um inferno...

Um comentário:

  1. bom luiz carlos amorim eu não fui mais o que os meus amigos falaram e a minha professora mariza estava muito maravilhoso pena que eu perdi de ter ido bjão

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