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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

JACATIRÃO E COCÔ DE PASSARINHO

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

Neste ano fui passar o Natal em Jaraguá do Sul, onde mora minha mãe e andei passeando por Joinville, Corupá, Barra Velha. Os jacatirões nativos, que estão espetacularmente florescidos nesta época do ano, anunciando o Natal, anunciando o verão e anunciando o Ano Novo, são um espetáculo à parte em todas as encostas, em todos os morros, em todos os caminhos, em todas as matas que ladeiam as estradas. É o enfeite da Mãe Natureza para comemorar com a gente o Natal, o ano novo que começa, o verão que acabou de chegar.

Aliás, o sol foi tanto que até desbotou um pouco o vermelho das pétalas das generosas árvores. Ainda a chuva veio e o tempo quase esfriou. Assim, as flores do jacatirão ficaram ainda mais coloridas.

E falando da minha ida a Joinville, fui visitar amigos que fazia tempo eu não via. Na saída da casa de Zé Mauro e Dalva, notei alguma coisa singular na garagem. Os carros estavam com os espelhos retrovisores cobertos com um tecido preto. Não fazia a mínima ideia da razão daquilo e não me contive. Perguntei para Dalva porque o revestimento dos espelhos. Então ela me explicou que quando ia pegar o carro para sair, de manhã, ele estava sempre com as laterais respingadas com manchas brancas e acinzentadas. Sabem por que? Os passarinhos vinham dormir empoleirados no espelho e faziam cocô, que caía pelas portas e pelos paralamas, sujando tudo.

De maneira que, para não ter que limpar tudo antes de sair, todos os dias, ela fez sacos de tecido preto e os coloca sobre os espelhos, pois com isso, os passarinhos não vêm. Lembrei-me da minha crônica “Cocô de Passarinho”, que deu origem ao livro de crônicas do mesmo nome e dei um exemplar do mesmo para os dois amigos.

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