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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A BANDA ESTREITA DA INTERNET

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/


Internet é um negócio complicado, não só na sua democracia, que possibilita que se publique qualquer coisa, mas principalmente pelo serviço em si. O consumidor assina um provedor de sinal, normalmente de banda larga, paga caro por ele, mas o fornecedor só garante dez por cento do que foi contratado. Se eu assinar 1 mega de velocidade, só tenho garantia de fornecimento de 100 k. O resto, se houver, é lucro. Se eu assinar 10 megas de velocidade, tenho a garantia de 1 mega e assim por diante. Isso, sacramentado em contrato.

Parece piada, coisa de Brasil, mesmo. O vendedor nos diz, na cara dura, que eu pago por dez, mas só me dá um e fica por isto mesmo. Isso, sem contar a “fidelidade”, uma cláusula do contrato que diz que se, em um ano ou dezoito meses eu quiser parar de receber o serviço, tenho que pagar tantos meses de multa, mais isso, mais aquilo. Sem contar, também, que a gente fica, às vezes, dias sem internet, mas a fatura vem com o valor integral para a gente pagar.

Então, a Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações – que é quem regulamenta e fiscaliza o fornecimento de internet, resolveu fazer uma consulta pública para mudar um pouco essa falta de respeito para com o consumidor. Querem estabelecer critérios para medição da qualidade da banda larga oferecida pelas operadoras.

No documento que a Anatel colocou para ser votado, ela determinaria que as empresas seriam obrigadas a garantir uma média mensal de 60 % (sessenta por cento) da velocidade comprada pelo consumidor. Essa porcentagem aumentaria para 70% no segundo ano de contrato e para 80% no terceiro ano. A consulta terminou no dia 16 de setembro e a Anatel analisará o resultado, com prazo até o dia 31 de outubro para apresentar a nova regulamentação.

As operadoras, é claro, já berraram, alegando que o método de avaliação da Anatel faz a medição a partir da velocidade que chega para o usuário, quando deveria medir a partir das redes do provedor. Como eu disse acima, parece piada, medir no provedor e não na chegada do sinal ao usuário, que é quem paga.

Vamos ver no que dá. A coisa toda é para melhorar para os usuários. Mas será que as operadoras deixarão? Atualmente, com o que um usuário paga, eles podem fornecer internet para dez. Não é cômodo?

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