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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

CEMITÉRIO DE BALEIAS

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/


Uma baleia franca está morrendo aqui no nosso litoral. Não é a primeira. Ainda este ano já morreram outras duas. As baleias mães vêm ter seus filhotes aqui neste mar abençoado da Santa e bela Catarina, mas se não são elas, são os filhotes que encalham na areia e acabam morrendo, porque não se consegue salvá-las.

E isso acontece todo ano. Ano após ano, baleias morrem no litoral catarinense. Inda há pouco, vi reportagem na TV que mostrava uma delas agonizando enterrada na areia e pessoas pedindo a ajuda de grandes barcos para tentar arrancar o animal da morte.

Isso vem acontecendo não é de agora, sabemos que vai continuar acontecendo. O Estado, a marinha, sei lá mais quem já não deveriam ter providenciado tecnologia, equipamento para salvar as baleias? Por que ficamos assistindo a morte do majestoso animal, ficamos esperando que alguém traga a solução para salvá-lo e não temos nenhum recurso para ajudá-lo?

Pobres baleias indefesas. Tão grandes, mas gigantes indefesos. Se pudéssemos dizer às baleias francas que não venham mais para o nosso litoral, se elas entendessem que os humanos, principalmente quando detém o poder nas mãos são egoístas, não querem saber de nada que não beneficie a eles...

Nossos políticos não se preocupam nem em resgatar a saúde, a educação brasileira, o ensino falido, que dirá salvar baleias indefesas, salvar a natureza.

Mas é o ciclo natural da vida, é a época da natalidade para as baleias francas e nossas águas não são tão frias para elas. E acabam se transformando em armadilhas que lhes ceifam a vida. Morrem devagarinho, afundando na areia da praia, agonizam aos pouquinhos...

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