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quarta-feira, 23 de maio de 2012

ABRAÇO APERTADO

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/


Ontem foi o Dia do Abraço. Só fiquei sabendo hoje, nem sabia que existia, mas uma mensagem no Face, postada pela mana Sandra, me chamou a atenção: “Queria te dar um abraço apertado. Feliz Dia do Abraço.”

Pois eu queria dar um abraço em tanta gente... Pessoas queridas que estão longe ou que não estão mais aqui... A comunicação hoje é tão fácil, podemos falar com qualquer pessoa, esteja ela onde estiver. Mas a presença, o abraço, o olho no olho, isso tudo é insubstituível. Se não podemos estar próximos, para nos abraçarmos, vale, é claro, falarmos e até nos vermos, com toda a tecnologia que há hoje.

Não poder abraçar as pessoas porque estão muito longe me dá um pouco de tristeza, porque me lembro da nossa Vó Mariana, que morava em Joinville. Ela, com seus noventa e tantos anos era uma poetisa atuante e todos os poetas da cidade eram seus netos. Todos a chamavam de Vó. Um dia, lá no final dos anos noventa mudei para Florianópolis. De vez em quando eu voltava para o norte do Estado e a procurava. Num certo dia, cheguei em sua casa, bati na porta e uma pessoa atendeu. Ela estava descansando e eu pedi que não a acordassem. Na minha ida a Joinville depois disso, procurei-a novamente, para dar-lhe o abraço e o beijo atrasados, mas me comunicaram que ela não estava mais conosco.

Então aprendi que nunca se deixa um abraço para depois. Braços são para abraçar. Sempre. Queridos e queridas, de qualquer lugar, onde quer que estejam agora, considerem-se abraçados.

Um comentário:

  1. Linda crônica, Amorimm.

    Não se deve deixar nada para depois: nem o abraço que se queria dar, nem o elogio que veio à boca, nem a visita programada. pra não acontecer o que aconteceu com a Vó. Nem a inveja (saudável) que senti, ao ver a quantidade de seguidores seus...

    Mas isso a gente custa a aprender, não é? Ainda bem que compreendemos enquanto é tempo.

    Um abraço para você também.

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