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segunda-feira, 21 de maio de 2012

E A CULTURA?

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/


Vejo hoje, no caderno 2 do Estadão, Antônio Fagundes protestando contra a falta de uma política cultural no Brasil: “Quando falo de política cultural, quero dizer tudo: educação, hábitos que não foram criados, o dinheiro que, para a cultura, não existe. Sim, porque 0,2 % da dotação orçamentária vai para a cultura.”

Chamou-me a atenção, porque o presidente da Academia Catarinense de Letras, Péricles Prade, publicou artigo no DC de sexta-feira passada cobrando do governador de Santa Catarina mais atenção à cultura, pedindo a criação de um ministério exclusivo para a cultura do Estado, cobrando uma política cultural que não existe.

Eu já havia escrito, há quase duas semanas, aqui no blog, a crônica “Política Cultural para Santa Catarina”, que foi publicada, também, em alguns jornais de cidades catarinenses.

Os escritores, artistas e produtores culturais de vários pontos de nosso estado fizeram manifestações, nas principais cidades, há poucas semanas, reivindicando do Estado uma política cultural atuante e abrangente, que contemple todas as artes que são praticadas em qualquer canto dessa nossa terra catarina.

Então podemos ver que muitas vozes estão se juntando em uníssono, para conscientizar os nossos governantes de que estão em dívida para com a nossa cultura, de que é hora de parar de dizer não às reivindicações culturais, coisa que Raimundo Colombo é pródigo em fazer, como bem disse o presidente da Academia Catarinense de Letras.

Um povo sem cultura não tem identidade. A cultura é o bem mais valioso de um povo. Por que nossos políticos parecem não dar nenhum valor a ela? Na hora de se candidatarem, de pedirem votos, eles até prometem dar prioridade à cultura. Mas depois que se elegem, esquecem dela. Precisamos atentar para isso, lembrar disso na hora de votar. A cultura, como a educação, como a saúde, está sendo cada vez mais relegada a último plano.

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