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quarta-feira, 9 de maio de 2012

E A POLÍTICA CULTURAL PARA SANTA CATARINA?

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/



Lendo, esta semana, uma matéria sobre a reivindicação, pela classe artística e produtora de cultura, de transparência na gestão cultural do Estado, lembrei-me que li outra, há algum tempo, o editorial “Questão de Cultura”, sobre a demora do “novo” governo em colocar um prática uma política cultural para Santa Catarina. Até então, só promessas, como sempre. O editorial citava até um “político” (tinha que ser político) que teria dito que cultura é supérflua e coisa de elite, atestando o nível de informação e esclarecimento de nossos representantes.

Já estamos no final do terceiro semestre do novo governo, em nosso estado, e as coisas não foram muito diferentes: muito se fala em cultura, mas de concreto, nada ainda. Cadê uma política cultural estável, funcional, que contemple todo o Estado, coisa que está faltando de há muito tempo? O CIC – Centro Integrado de Cultura, onde funciona a FCC, o maior teatro da capital e outras entidades culturais, está em reforma há mais de três anos e pouca coisa foi feita, apesar dos muitos milhões de dinheiro público gastos lá. Estamos esperando que a coisa ande com mais celeridade e que responsabilidades sejam apuradas. O Teatro do CIC ainda não está funcionando, está fechado o maior teatro de SC.

Contamos com nova edição do Prêmio Cruz e Sousa, também, e com o segundo Edital para compra de livros de autores catarinenses para distribuição às bibliotecas municipais, prometido para o ano passado, mas que não saiu. Trata-se de uma lei que há quase vinte anos não vinha sendo cumprida e que teve, finalmente, um edital na gestão de Anita Pires. Precisamos de bibliotecários nas escolas públicas, coisa que o Estado não supre. Aliás, falta professores, falta equipamento, falta manutenção, falta salário, falta tudo para a educação catarinense. E falta integração da capital com a cultura de todo o Estado, mais atenção da Secretaria de Cultura e da FCC a todas as manifestações culturais catarinenses, de qualquer cidade catarinense. Esperávamos que as coisas andassem melhor, neste novo governo, mas não mudou nada até agora.

Na verdade, precisamos muito de uma política cultural que funcione, que contemple todas as modalidades de arte. Mas não basta que se estude, que se discuta, que se planeje, que se faça leis que não são cumpridas, que se prometa. Temos, em SC, boas iniciativas que funcionaram, como o Prêmio Cruz e Sousa de Literatura, que concedeu os maiores prêmios em dinheiro do país, além da publicação dos livros, para autores não só catarinenses, mas também a nível nacional.

Prêmios que poderiam ser menores, talvez, para que se pudesse viabilizar outros projetos, como o cumprimento da Lei Grando, por exemplo, que teve apenas um edital, entre outras coisas. Uma boa política cultural não seria dividir os recursos de maneira que mais projetos culturais fossem contemplados e que um público maior fosse agraciado, beneficiado?


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