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segunda-feira, 7 de maio de 2012

VALORIZANDO A LITERATURA DE HOJE

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/


Recebo mais uma carta do professor Celestino Sachet, escritor catarinense estudioso da literatura catarinense. Ele lê tudo o que se produz no Estado. É dele o livro “ A Literatura Catarinense, que registra tudo sobre a produção literária em nosso estado, desde a sua origem mais remota até a época da publicação do livro. A primeira edição do livro saiu em 1985, mas ele está preparando uma nova, atualizada, que deve sair este ano.

Pois o professor Celestino lê tudo, tim-tim por tim-tim do que lhe cai na mão. Por isso ele sabe o que está acontecendo quando se trata da produção literária em Santa Catarina. Mando-lhe regularmente a revista Suplemento Literário A ILHA, do grupo do mesmo nome, do qual sou editor, e ele lê e me retorna comentando o que leu.

Pois a carta que recebi dele é sobre a leitura da edição de número 120 da revista do Grupo Literário A ILHA. Entre outras coisas, ele diz: “Apreciei o texto “Tecnologia de ponta na escola pública”. Também penso que de pouco adianta entupir menininhos e menininhas com os últimos inventos da tecnologia digital. Entendo que adquirir informação não é aprender. Aprender é transformar essa informação empacotada em capacidades para instalar em nossos educandos o hábito da inovação – capacidade para domesticar a informação que nos passam – não importa o meio pelo qual ela chega a nós – e tirar dela o que nos serve para criarmos valores que nos valham na hora em que o desconhecido nos agarrar pela perna.”

Não é a mais pura verdade? Professor Celestino fechou com chave de ouro o meu artigo. E ele continua: “Vamos aos poemas que enfeitam a revista. Há tantos... Fico com “A falta que eu quero”, na última estrofe: ´posso ensinar a fazer / a sentir a minha ausência / melhor, / sentir a falta de outro / que sentir a falta de si´. Está aí um excelente desafio à inovação a partir do próprio título: A falta que eu quero, onde a necessidade pessoal vai além de todas as convenções filosóficas e linguísticas. Sentir a falta do outro é o que a humanidade está precisando.” (O poema é de Adriana Niétzkar e Vanucci Deucher).

Obrigado, professor Celestino, por apreciar a nossa revista. Isso a valoriza.

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