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terça-feira, 1 de maio de 2012

EU E A FERROVIA

             Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

Hoje é o Dia do Trabalho e ontem foi o Dia do Ferroviário. Então prefiro falar do Dia do Ferroviário, que eu nem lembrava que existia, pois eles são grandes trabalhadores.

Aliás, eu sou natural de Corupá, uma cidadezinha pacata e cheia de belezas naturais, num vale de cachoeiras belíssimas ao pé da Serra do Mar, que viveu, até algumas poucas décadas atrás o ciclo da ferrovia. A economia da cidade girava em torno da estrada de ferro – muitos dos moradores eram trabalhadores da Rede de Viação Paraná-Santa Catarina – e havia os trens de carga, trens de passageiros, que iam de São Francisco a Curitiba, passando por Corupá e “litorina”, espécie de vagão autônomo, que ia de Corupá a Joinville e vice-versa.

Então minha infância e minha adolescência eu vivi perto da ferrovia, ouvindo o apito de trem, o resfolegar das Marias Fumaças e depois o barulho das locomotivas. Viajei muito de trem, de Corupá para Mafra, para Curitiba, para Joinville e até para São Francisco do Sul.

Minha mãe era ferroviária, meus avós eram ferroviários, meus tios eram ferroviários. Infelizmente, nos anos 90, a Rede de Viação Paraná Santa Catarina já não estava tão bem e foi encampada peça Rede Ferroviária Federal e alguns anos depois tudo foi vendido para a América Latina Logística, que passou a trabalhar, desde então, apenas com carga para o porto de São Francisco do Sul, pelo menos nesse trecho da estrada que vem para o litoral.

De maneira que a ferrovia sempre fez parte das nossas vidas e deixou saudades. Mas Corupá sobreviveu bem à decadência da estrada de ferro e hoje, além da agricultura, que ainda existe, tem uma indústria consolidada e o comércio, também, além do turismo, que poderia ser mais forte.

Parabéns a todos os ferroviários, corupaenses ou não, que trabalharam duro para transportar pessoas e cargas em meados do século passado.

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