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domingo, 6 de novembro de 2011

LULA, SUS, ABOBRINHAS...

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

Eu não ia falar sobre o câncer do Lula, primeiro porque acho uma coisa terrível e depois porque não concordo com essa paranóia de desejarem a morte dele, isso é mais terrível ainda. Não gosto dele, mas não desejo nem pra ele nem pra ninguém o câncer, muito menos a morte.

Mas então leio uma crônica de um tal de Eugênio Bucci, numa das revistas semanais de informação. O cara fala um monte de abobrinhas, mistura SUS, Lula e Teresa Cristina, uma personagem de novela, circo, etc. Fica injuriado porque “incitadores de ódio”, na internet, “sentenciaram Lula a ir procurar seu tratamento no SUS”. Ora, não foi o Lula mesmo que andou declarando, enquanto era presidente, que “o Brasil não está longe de atingir a perfeição no tratamento de saúde”? Então que mal haveria se ele fosse se tratar no que ele próprio elegeu como o melhor sistema de saúde?

Porque essa indignação toda, essa necessidade absurda de defender o SUS, de paparicar o Lula? Será que esse “jornalista” não sabe que as pessoas morrem nas portas de hospitais públicos, que esperam anos para ter uma consulta e mais ainda por uma cirurgia? Ele, apesar de ser jornalista, não lê jornais, não vê televisão, não navega na internet?

A Saúde, apesar do que afirmou Lula, está falida, tanto que o atual governo acha que é preciso criar uma nova fonte (leia-se imposto) para custear esse direito do cidadão brasileiro, que lhe é negado com frequencia. Qualquer um vê isso, só Lula e o ilustre “jornalista” não conseguem enxergar. Segundo Eugênio, o gênio, “Hoje o público não sabe o que é solidariedade”. O público, o povo, sabe muito mais o que é solidariedade do que os políticos, meu amigo. Muito mais. Temos tido provas disso, nas calamidades que têm se abatido sobre algumas regiões de nosso país.

Continua o “jornalista”: “Se ele (o público, o povo) não se der ao respeito, não haverá mais política”. A verdade, isso sim, é que se os políticos corruptos não se derem ao respeito, não haverá política. Porque isso que está aí não é política, é politicagem. É corrupção, impunidade, falta de vergonha na cara. E ele conclui: “O debate de ideias sucumbirá ao desejo de exterminar o outro”. Que debate de ideias? Os corruptos de plantão querem saber é de encher os bolsos, “desviar recursos”, a ideia fixa deles é essa, não há debate de outras ideias, que é o que eles deveriam fazer, eleitos que foram para defender o povo. Então a voz do povo está calada pelos politiqueiros de plantão, que ao invés de legislar em favor da coletivdade, que é o seu trabalho, legislam em causa própria.

Grande jornalista, o nosso amigo. Perdeu uma grande oportunidade de ficar calado.

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