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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

PAPEL DE PLÁSTICO EM EVIDÊNCIA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://luizcarlosamorim.blogspot.com

Muito se tem falado sobre o papel de plástico, nos últimos dias: revistas, jornais, televisão. Não há como não voltar ao assunto. A nova tecnologia, nacional, é excelente alternativa para o meio ambiente, uma vez utiliza um dos lixos que levam mais tempo para se decompor na natureza, o plástico. Sem contar que a produção desse papel, a partir do plástico reciclado, evita que sejam cortadas milhares de árvores, que continuando na natureza, melhorarão o ar que respiramos.
Atualmente, são produzidas 40 toneladas de papel de plástico, pela empresa Vitopel, de Votorantim, no estado de São Paulo. Daqui a um ano, eles pretendem estar produzindo cinco vez mais do que isso, pois a aceitação do produto está sendo melhor do que o esperado.
E não é para menos: apesar de custar um pouco mais que o papel couchê, o papel de plástico é melhor do que ele, não rasga, é impermeável – lavável, portanto - e precisa de vinte por cento menos tinta para ser impresso. E o preço, como já dissemos, tende a diminuir, à medida que a demanda aumenta.
Já existem, por exemplo, escolas municipais e técnicas imprimindo seus livros didáticos com o papel de plástico. A durabilidade dos livros de plástico é maior, o que faz com que possam ser usados por mais tempo pelos estudantes.
As editoras estão testando e analisando as qualidades do novo papel de plástico e logo logo teremos no mercado livros literários impressos no produto.
A revolução na maneira de como o livro será apresentado ao leitor, daqui por diante, que passa pelo livro eletrônico, em ascensão atualmente, passa a contar agora, também, com a novidade do papel de plástico, que torna a obra impressa ainda mais durável.
Esta nova tecnologia vem confirmar a expectativa de que o livro impresso não acabará tão cedo, que não concorrerá com o e-book para sobreviver, como querem alguns, mas conviverá com ele pacificamente.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

VOTO, SÓ PARA FICHA LIMPA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

E a tal de ficha limpa ora está valendo, ora não se sabe. O julgamento da ação de Joaquim Roriz colocava em questão novamente a validade da Ficha Limpa, mas como o esperto renunciou a sua candidatura ao Governo do Distrito Federal, reina de novo a incerteza. A lei da Ficha Limpa seria confirmada – ou não – com o tal julgamento, que foi suspenso pelo STF. Também havia dúvida, por quase uma semana, sobre se a ação seguiria, mesmo com a desistência do candidato, para termos a confirmação ou não da validade da Ficha Limpa. Foi arquivada e só voltam a discutir o assunto se alguém entrar com outra ação.
Grande justiça, a nossa. Não é só a educação, a saúde, a segurança que estão falidos neste nosso país. A Justiça também parece ir pelo mesmo caminho.
Mas o pior dessa bagunça toda é a desfaçatez do candidato Roriz, que desistiu e colocou no seu lugar a esposa, para concorrer ao governo do Distrito Federal. Esclarecendo, com todas as letras, que se ela for eleita, quem governará é ele. E ninguém faz nada a respeito.
Será porque o caso do presidente Lula e a candidata Dilma seja a mesma coisa, então não mexem com o primeiro para não cutucar o segundo? Sim, porque o “seu” Lula “preparou” a sua candidata e está fazendo de tudo para colocá-la no poder, porque assim ele continua com as rédeas, até poder se eleger de novo e voltar a sei o "reizinho do Brasil", sem intermediários.
Nós, eleitores, é que devemos fazer valer a Ficha Limpa, na hora de votar, escolhendo bem os candidatos, verificando suas fichas e votando só naqueles que tiverem uma ficha decente. Estamos tendo uma ótima oportunidade, nessas eleições, de refugar tudo quanto é ficha suja que conseguiu se candidatar. Nós temos nas mãos o poder de não eleger os corruptos de plantão que querem continuar se locupletando às custas do suor do trabalho do cidadão brasileiro.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O SOFRIMENTO QUE NÃO DÓI NA GENTE

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Desde a manhã de domingo, quando quebrou a perna, um cavalo ficou sofrendo, ferido e sem nenhum cuidado, na chuva e dentro da água, em Tijucas. Ele teria se assustado com barulho e ao pular, fraturou a perna. O dono procurou ajuda, mas não conseguiu ninguém que fizesse alguma coisa pelo animal. Já era segunda-feira quando finalmente um veterinário da prefeitura de Tijucas foi ver o animal e orientou o dono a procurar outro veterinário para tirar o cavalo dali, levá-lo para um lugar coberto, longe da chuva e da lama.
Interessante que por todo esse tempo, mais de vinte e quatro horas, nenhum ser humano fez alguma coisa pelo animal. Um cachorro, no entanto, foi solidário com o cavalo e ficou ao seu lado todo o tempo. Não é irônico? Tanta gente que podia ajudar para que o animal não sofresse e um cão é que foi se solidarizar com o pobre infeliz.
Nessa hora, onde está Sociedade Protetora de Animais? Onde estão tantas outras ONGs, que se dizem ferrenhas defensoras dos animais, que fazem grandes auês na mídia, quando acontece algum caso fatal, que não pode mais ser revertido? Por que não apareceram para acudir o cavalo? Mais um pouco e ele teria morrido.
Queria que me esclarecessem. E não venham me dizer que não há ONGs ou associações de proteção ao animal em Tijucas, porque Florianópolis é perto. O Caso foi divulgado e as autoridades de Tijucas poderiam ter feito alguma coisa, pelo menos no sentido de contatar quem lida com a defesa dos bichos.
Cada vez mais confio menos nesses “defensores” dos animais. Parece que só querem aparecer na mídia para se promoverem. Confio muito mais no cidadão anônimo que acolhe animais abandonados, cuida deles e procura um lugar para eles viverem.
Nós, seres humanos, estamos ficando cada vez mais duros, mais insensíveis. Um animal, como vimos, é mais solidário do que nós. Infelizmente. Isso, definitivamente, não é bom.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

AVENTURA E ECOLOGIA EM CORUPÁ

Por Luiz Carlos Amorim – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Já mencionei em outras oportunidades o livro “Diario de um Aventureiro”, escrito por Valério Paholski, corupaense radicado em Jaraguá, mas que não se desliga da terrinha. Como eu, ele sempre está de volta por lá, matando saudades.
Pois o livro é composto de um resumo da história de Corupá, infraestrutura turística da cidade, localização, e a aventura realizada por diversas trilhas, visitando cachoeiras e outros locais turísticos, com descrição e detalhes de tudo, como altura das quedas dágua, vasão e outras informações, além de curiosidades sobre cada lugar.
O escritor vinha tentando um patrocínio para publicar o livro, por uns dois anos, mas como não conseguiu, ele mesmo está custeando a edição. O livro trará, além de toda a informação de pontos turísticos e do que foi a aventura de chegar até eles, uma coleção de vinte e quatro fotos em cores das belezas de Corupá, que não poderia faltar numa publicação sobre o Vale das Águas. Na verdade, as fotos que enriquecem o livro, em cores, são o que acentuam o custo da confecção do livro, o que dificultou o aparecimento de um patrocínio.
Mas ele está pronto, com lançamento marcado para o dia 13 de outubro. E o autor confia na boa receptividade por parte do público leitor, tanto que já está com a continuação do tema pronto, um segundo livro que ele pretende publicar com a venda do primeiro.
Penso que é uma boa época para lançar uma obra sobre Corupá, a Cidade das Cachoeiras, pois a novela “Ana Raio e Zé Trovão”, da extinta Rede Manchete, gravada e exibida nos anos de 1990 e 1991, está no ar novamente, pelo SBT. O referido folhetim teve quase metade da sua gravação feita em Corupá, tendo como cenário o Seminário Sagrado Coração de Jesus e os pastos atrás dele. No seminário, a fachada gótica aparecia na novela como o castelo de um conde, se não me engano. E nos pastos atrás do Seminário ficava um acampamento de ciganos. Como o SBT está exibindo a novela há alguns meses, estamos quase chegando na fase em que aparece Corupá. Mas aparecem também as Cachoeiras e outros lugares da cidade.
Dessa maneira, Corupá estará em evidência e o livro pode embarcar nesse rastro, sendo interessante não só para quem é da região.

sábado, 25 de setembro de 2010

DE NOVO AS CALÇADAS OBSTRUÍDAS

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Já escrevi sobre o assunto, mas volto porque a coisa está ficando cada vez pior. Saio para caminha todo dia e vejo que é comum a obstrução da calçada, reservada ao pedestre.
É inacreditável o número de veículos, na maioria das vezes automóveis, estacionados em cima da calçada, obstruindo o caminho do pedestre e obrigando-o a andar na pista de rolamento. E não é só o espertinho acomodado que faz de conta que está tudo bem, que não tem nada errado em atravancar a calçada. Há as vagas de estacionamentos, muitas delas, em frente a estabelecimentos vários, sem espaço apropriado, onde o carro fica metade na vaga e metade em cima da calçada.
E ninguém vê isso. A gente anda um quilômetro – e isso acontece nas ruas mais movimentadas – e esbarra em dúzias de carros em cima da calçada. Até loja de revenda de carro vi hoje colocando carro para exposição, pasmem, sobre a calçada.
Onde está a guarda municipal, que não vê isso, que não está na rua para coibir esse tipo de prática?
Como já disse, obstruir a calçada, obrigando o pedestre a andar dentro da pista de rolamento, é muito perigoso e pode causar acidentes graves, que podem acabar em fatalidades. Então, quem deve fiscalizar para que isso não aconteça?
Quem deveria, por exemplo, fiscalizar as vagas de estacionamento na frente de estabelecimentos comerciais, para que não fossem feitas fora do padrão, invadindo a calçada?
Alguém precisa verificar isso, cuidar para que a prática seja inibida, porque a incidência é cada vez maior.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

PRIMAVERA COM DANÇA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

Pois hoje começou a primavera, embora o tempo esteja terrível: chuva, trovoada, frio. Á tarde, o sol até fez uma aparição rápida, mas recolheu-se rapidinho e voltou a chover. Precisávamos muito de chuva, mas a verdade é que se continuar chovendo tanto, as orquídeas, que estão todas abertas, espetaculares, os ipês, esplendorosos, e outras flores acabarão caindo rapidinho, com o peso da água e porque apodrecem com tanta umidade. Uma pena.
Mas a primavera chegou, também, com dança. Hoje foi o dia da Nona Mostra de Dança do CEFID – Centro de Ciências da Saúde e do Esporte da UDESC, que estava belíssima. Eu não podia perder, até porque minha filha Daniela é bailarina e participa de dois grupos de dança, então dançou duas coreografias, aliás três, porque ela participou também, no intervalo, da intervenção Cênica "Instalação do Programa: Nem sempre será assim..."
O espetáculo de abertura, a cargo da Cia. convidada, que era de dança contemporânea, foi um pouco longo. Em compensação, houve muita coisa boa: balé clássico, jazz, dança de rua, dança livre, dança de salão e até ginástica rítmica, por grupo da Udesc, que deu um show.
Algumas coisas me chamaram a atenção nesta edição da Mostra: esta foi a edição da dança contemporânea – a maioria dos grupos apresentou este gênero; três grupos de terceira idade se apresentaram com dança livre, arrancando muitos aplausos; o grupo de dança da APAE emocionou a platéia de novo, com sua desenvoltura, sua criatividade e dedicação à dança.
Outra detalhe foi a presença da poesia, provando que a integração da dança com esse gênero literário dá certo, e muito. Logo no espetáculo de abertura, apresentado pelo grupo convidado, lá estava ela, a poesia, até no título: “Linhas Poéticas”. Os bailarinos dançaram num palco cheio de livros – de poesia, presumo, pois em dois trechos do espetáculo eles declamaram, enquanto dançavam, vários poemas. Pena que eles não usavam microfones e a platéia quase não conseguiu ouvir o que eles declamaram.
No segundo ato, a coreografia “Três pequenos mundos de Léo” foi inspirada num poema meu. E a bailarina finaliza com a declamação de “Tempo”, que transcrevo abaixo. Dessa vez ela declamou em alto e bom som enquanto atravessava a platéia e todos puderam ouvir.
Valeu a pena. Primavera com dança, mesmo que chova, é muito bom.

TEMPO

Luiz Carlos Amorim

Olho pra trás,
tempos idos,
em busca de uma saudade.
Busco sonhos,
esperanças,
sorrisos,
e sentimentos.
Não estão lá,
no passado.
Nem é preciso catar
as migalhas de outros tempos.
Estão aqui, no presente,
bem presentes,
meus anseios e procuras:
você está aqui,
é o presente
e o futuro que eu preciso...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

LITERATURA NOS ÔNIBUS E NOS TERMINAIS

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Poesia no Ônibus e livros nos terminais não são exclusividade de Florianópolis. No Rio de Janeiro, o Projeto Circulando Cultura colocou versos de poetas consagrados como Carlos Drummond de Andrade, Olavo Bilac, Cruz e Sousa e outros grandes nomes da poesia brasileira, em todos os ônibus que circulam por lá. Os poemas são colocados em cartazes que são afixados nos ônibus. A Academia Brasileira de Letras seleciona os poemas e quatrocentos cartazes são rodiziados a cada dois meses dentro dos ônibus.
Em Campinas, São Paulo, há o projeto “Leitura, a melhor viagem”, que disponibiliza livros aos usuários do transporte urbano em nove terminais. O acervo é composto de mais de 70 mil títulos, com tendência a aumentar, pois sempre há doação de empresas e de usuários. Os livros são dispostos em bancas, com agentes atendendo os usuários, que podem levar o livro gratuitamente. Nem todos devolvem, mas como sempre há doações, não há perigo de acervo acabar.
Em Brasília, existe o projeto “Parada Cultural”, que consiste em estantes de livros disponibilizados em 35 paradas de ônibus. Os usuários do transporte urbano podem ler enquanto esperam o ônibus ou levar o livro para casa e depois devolver. Há obras de vários gêneros e livros de qualidade, que são emprestados ao público numa média de mil volumes por mês, sem fichas nem controles. A devolução depende da consciência de cada um.
Também em Brasília, existe o projeto Cultura no Ônibus, iniciativa de um cobrador, que disponibiliza livros dentro dos ônibus, como uma biblioteca itinerante.
Como vemos, a idéia não é nem nova nem original, mas é muito bem-vinda, pois dá acesso ao livro a muito mais leitores, sem custo nenhum. E a comunidade ajuda a compor o acervo.
Em Florianópolis, também há poesia nos ônibus, há vários anos. Os cartazes com os poemas são pequenos, tamanho A4, mais ou menos, mas a poesia está lá, para quem quiser ler. E foi inaugurado, recentemente, o projeto Floripa Letrada, que colocou à disposição do público, nos terminais do Centro, Canasvieiras e Rio Tavares, livros e revistas. O projeto também aceita doações, mas não fica ninguém junto das estantes, de maneira que não gostei nada do que vi hoje. Desembarquei no terminal do Centro e prestei atenção na estante, que estava bem na plataforma na qual eu desembarquei. Havia apenas uns poucos livros bagunçados em cada “andar” da estante. O público da grande Florianópolis parece que não está muito apto a cuidar do projeto sem que haja um agente para coordenar e organizar. Uma pena.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

MOBILIDADE E TRANSPORTE PÚBLICO EM FLORIANÓPOLIS


Antes da crônica do Dia, quero agradecer o selo acima que ganhei da conterrânea e amiga Mariza, professora de Joinville. Não poderia deixar de exibir o presente, não é?


MOBILIDADE E TRANSPORTE PÚBLICO EM FLORIANÓPOLIS

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

A Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

A impressão que se tem é que tudo está muito bem na capital, não há nada com que se preocupar, pois tem gente se ocupando em trocar nomes de linhas de ônibus. Hoje fui pegar meu ônibus, o Jardim Atlântico, e nada dele passar. Aí passou um “Corredor Continente”. Comentei com uma pessoa que também estava esperando, que nunca tinha visto aquele ônibus. A senhora me esclareceu que aquele era o novo nome do nosso Jardim Atlântico, que haviam mudado o nome da linha.
Não é possível aceitar que tenham mudado o nome de uma linha de transporte público que indica o destino, direta e simplesmente: o ônibus da linha Jardim Atlântico vai levar o usuário para o bairro Jardim Atlântico. Aí mudam o nome para “Corredor Continente”. Sem divulgação, sem informação. O que indica o nome “Corredor Continente”? Para mim, nada. Aliás, “continente” dá a impressão de que ele circula apenas no continente. Na verdade, ele sai do terminal da Ilha e vem para o Continente.
Além de tudo, o nome “Corredor Continente” tem causado confusão. Existe uma linha chamada “Circular Continente”, que como o nome indica, circula apenas no continente, não adentra a Ilha. Pois as pessoas estão acostumadas com o seu ônibus que tem “Continente” no nome e passa um ônibus com essa palavra no nome, elas embarcam e só depois descobrem que não era o “Circular Continente”, mas sim o novo e inteligente “Corredor Continente”. Pois não havia, até agora, nenhum outro ônibus com “continente” no nome!
E não é só isso: acabaram com algumas linhas. Já vi na televisão comunidades da Ilha protestando porque ficaram sem ônibus. Agora têm que andar um bom tempo até o ponto de ônibus mais próximo. Isso é desrespeito com os cidadãos que dependem do ônibus para trabalhar, para irem à escola, para tudo.
No continente, acabaram com o Canto, que vinha até imediações do Figueirense. Tudo bem, passam outras linhas por ali. Acontece que agora, nas horas de pico, os “outros” ônibus ficam apinhados, igual sardinha em lata, porque os usuários do “Canto” são obrigados a pegar o Jardim Atlântico, aliás “Corredor Continente”, Shopping Center, etc. Já ficavam superlotados antes, imaginem agora.
Tudo para aumentar o lucro: menos ônibus, menos motoristas, menos cobradores, em detrimento da população, que fica com menos horários.menos linhas e com ônibus entupidos.
Isso sem contar que o transporte urbano mais caro do país é o daqui de Florianópolis, apesar de ser o único lugar onde a prefeitura paga quase um milhão por mês para as empresas.
Não é uma beleza? É pra isso que elegemos prefeito e vereadores?

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A CASA CAIU

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Soube de uma triste notícia, hoje: parte do teto da Biblioteca Muncipal Rolf Colin, de Joinville, desabou. A matéria que vi na televisão, agora à noite, mostrava os destroços do teto caídos sobre a parte central da biblioteca, quase invadindo o salão de leitura. Vi até alguns de meus banners com poemas, o meu Varal da Poesia que estava sendo exibido lá desde a semana retrasada.
A matéria foi um pouco vaga, não esclareceu se o telhado também veio abaixo e se a chuva que cai hoje na Cidade das Flores, da Dança e da Poesia não vai estragar os livros, o acervo da casa.
Fico pensando nos funcionários da casa, pessoal que nos recebeu tão bem no dia 9 deste mês para o lançamento de nossos livros: meu, da Mary Bastian, da Célia Biscaia Veiga e do Jurandir Schmidt. Uma belíssima noite de literatura numa casa de livros. Será que vão poder continuar trabalhando na Biblioteca, será que haverá condições de abrir a casa amanhã? Sei que amanhã devem dar informações com mais detalhes, e espero que sejam boas notícias.
É uma pena que o poder público de Joinville não estivesse fazendo a manutenção do prédio da prefeitura Rolf Colin a contento, a julgar pelo acontecido. A casa já teve problemas de infiltração de água da chuva, que foram resolvidos em épocas anteriores, mas o prédio já tem uma certa idade e precisa de cuidados. Espero que o estrago não tenha sido muito e que a casa possa continuar funcionando.

sábado, 18 de setembro de 2010

LIVRO DE PLÁSTICO

Por Luiz Carlos Amorim – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

E já existe o papel de plástico. Uma das três revistas semanais de informação trouxe matéria a respeito, recentemente, muito interessante, por sinal. Numa época em que se alardeia o fim do livro impresso em papel, por causa dos e-readers (leitores eletrônicos), essa notícia vem confirmar que o fim de livro tradicional, como conhecido até agora, está bem longe. Ele pode até concorrer com o livro digital, mas sempre terá o seu lugar.
O papel de plástico é produzido a partir de lixo reciclável, ou seja, pacotes, garrafas, potes de iogurte, etc. A produção ainda é pequena, mas já existem gráficas imprimindo no papel de plástico, que tem semelhança com o papel couchê, que evidencia a boa qualidade. O custo ainda é um pouco salgado, mas à medida que a produção aumentar, esse problema deixará de existir.
Então, estamos frente à frente com o papel do futuro, com o papel que não destruirá árvores e consequentemente não agredirá o meio ambiente. Aliás, pelo contrário: o papel de plástico trará benefícios ao meio ambiente, pois utilizará o plástico que seria jogado na natureza, onde leva muito tempo para se decompor.
Vamos, daqui por diante, procurar dar preferência ao livro que for impresso em papel de plástico, como já fazíamos com os impressos feitos com papel reciclado.
Que a produção do papel de plástico – resultado do trabalho de pesquisadores brasileiros, diga-se de passagem – aumente, que mais editoras e gráficas se interessem pela novidade, para que aquele lixo que seria jogado fora passe a servir uma causa nobre e não fique obstruindo esgotos e bocas de lobo quando chove muito, causando enchentes.
Que venha o papel de plástico e que conviva hamoniosamente com o e-book, com o leitor eletrônico, pois ele representa um alento para o livro impresso, uma garantia a mais de sobrevida. E é mais durável, não rasga, é mais resistente: é o papel do futuro.
Menos lixo, mais livros: a equação perfeita para cuidarmos melhor do nosso meio ambiente e do futuro, uma coisa tão incerta nesses últimos tempos, por conta do nosso descaso com a natureza.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

PROFESSORAS E ESCRITORES

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Lendo a crônica de hoje do Marinaldo, de Joinville, no Anexo, lembrei-me da minha primeira professora, dona Elizabeth, que contava uma história quando a aula começava e dava todas as matérias em torno da história contada, sem que a gente nem percebesse que estava estudando. E lembrei também da minha professora de Português, na faculdade, a dona Ivoninha, uma das melhores professoras que conheço.
Escrevei um e-mail para o autor, parabenizando, porque acho que quando o escritor é bom, a gente tem que dizer: “Rapaz, sua crônica de hoje está belíssima. Não que as outras não o fossem, aquela da contação de histórias para os velhinhos do Ancionato Bethesda também me encantou, e outras mais. Mas a de hoje me conquistou porque fala de uma professora Ivone. E eu tive uma professora Ivone, quando fiz Letras aí na Univille, uma criatura fantástica que me fez gostar de gramática. Ela era baixinha mas gigante ao mesmo tempo, um doce de professora que sabia como fazer a gente gostar de escrever com correção. Nós a chamávamos de dona Ivoninha, não sei se ela ainda dá aula, mas deve morar aí em Joinville no sul da cidade, no bairro por volta da estação ferroviária, na direção que desce para o Guanabara. Parabéns pela sua lavra”
E ele me responde: “Muito obrigado; O senhor não sabe, mas foi um dos responsáveis por hoje eu ser um escritor, porque poeta sempre fui;Na época do varal literário, na Praça Nereu Ramos, escrevi um soneto e levei para o senhor ler, e aprovado então, pude expor, ainda criança, entre os "adultos" daquela praça;Hoje tenho quatro livros publicados, uma coluna numa revista e ainda, tenho a satisfação de ser cronista do Jornal A Notícia;Eu hoje trabalho na Biblioteca Pública e no meu contato com os leitores, e ouvintes, digo desse meu início, e falo da sua importância para o meu começo;Tenho lido também seus cartazes espalhados pela Biblioteca Municipal.Parabéns pelos versos.”
Viram que mundo pequeno? Eu não lembrava, mas já tinha reconhecido naquele menino um legítimo representante das letras catarinenses.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

PÃO DE FUBÁ NA FOLHA DE BANANEIRA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Vejo um programa na TV, onde um cozinheiro (ou chef) vai ao interior para mostrar receitas antigas, tradicionais, executadas diretamente na fonte. Então ele chega a uma fazenda onde o fubá de milho é feito lá mesmo, num moinho de água. O milho é triturado por pedras se friccionando uma sobre a outra, grão por grão. E com aquele fubá a fazendeira fez um bolo de panela e uma broa na folha de banana. O bolo é colocado numa panela de ferro e assado em cima da chapa de fogão a lenha. Tampando a panela, uma chapa de zinco, com brasas em cima. Não é original? Nunca tinha visto nem imaginado. A broa é derramada sobre pedaços de folha de bananeira com uma tira de goiabada, tudo é enrolado e colocado em uma forma para assar.
Deu água na boca e uma saudade da minha infância vivida em Corupá, minha pequena cidade no pé da Serra do Mar, entre Jaraguá do Sul e São Bento do Sul. Lembrei do pão de milho com batata doce, feito com o fubá da tafona perto de casa, que a gente ia buscar fresquinho, recém saído do moinho. E aquele pão era assado em forno de tijolos, daqueles que a gente queimava um tanto de madeira até ficar um braseiro. Então tirava-se as brasas e colocava-se o pão para assar, às vezes em formas de zinco e quando sobrava massa, em folhas de bananeira. E o cheiro do pão fresquinho, quentinho, se espalhava por toda a casa, por toda a vizinhança. Lembro que a gente preferia comer primeiro o pão redondo, assado na folha de bananeira.
Mas fazíamos pão de trigo, também. Então quando saíamos para fazer piquenique no interior, na zona rural, em beiras de rio, levávamos pão de trigo para trocar com o pessoal que morava longe da cidade. Porque eles faziam um pão de fubá com inhame, com batata doce, com taiá, que ficava molhadinho, quase cremoso, uma delícia.
Bons tempos. Coisas de Corupá, que talvez existam ainda hoje, e coisas de cidades colonizadas por alemães e italianos. Mesa farta, comida simples e deliciosa. Vida de muito trabalho, mas tranquila e feliz.
Corupá, apesar do progresso, que vai chegando, devagarinho, ainda é uma cidade feliz e tranquila. Dá vontade de voltar.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

ILHAS DE SOL


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

Estou preocupado porque o ipê da minha rua, nosso sol particular que deveria estar iluminado, irradiando luz por todo o bairro, está triste, sem folhas, sem nenhum botão de flor. Achei que tinha visto, outro dia, alguns botões começarem a despontar na ponta de algum galho, mas nada. Espero que a árvore, a mascote da nossa rua, não esteja morrendo, como os pés de jacatirão ao lado de um grande supermercado, que estão secando um a um.
Há um outro pé de ipê na mesma rua, menor, e ele não está fechado de flores, mas está florescido, humilde e singelo, jogando luz por nossos olhos adentro. Hoje, quando passei por ele, lembrei da viagem que fiz no final de semana para o norte do Estado. No caminho e nas cidades visitadas, grandes concentrações de luz, belíssimos ipês carregados de flores. Este ano ele não estão florescendo tanto como no ano passado, por exemplo, mas sempre é um espetáculo grandioso.
A minha amiga Urda, pra completar, me enviou um apresentação fantásticos ipês amarelos, brancos, roxos, vermelhos, rosa, um mais belo que o outro. Pena que eu não sei usar muito bem o Power Point para copiar algumas das fotos e colar junto com este texto.
Mas leitor, onde quer que esteja, saia à rua e procure na sua cidade que com certeza encontrará uma ilha de sol faiscando luz pra você. Olhe para o chão, também, que deverá encontrar um tapete de luz que indica que um ipê amarelo floriu.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

SKY - MAU ATENDIMENTO É ISSO

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.cokm.br

Na minha crônica “Desrespeito ao Consumidor”, falava eu da minha luta com a Sky, pois precisei atualizar meu pacote de TV por satélite e eles não foram corretos comigo. Primeiro, o valor que constava do site não casava com o que me foi informado quando liguei para eles. Segundo, que quando veio a primeira fatura, havia lá a cobrança de uma taxa de “assistência técnica” da qual ninguém havia falado, nem constava nada sobre ela no site da empresa, também.
Então liguei para lá, pois além disse estavam cobrando por um canal que abriram para mim sem que eu houvesse solicitado. E me disseram simplesmente que eu tinha que pagar a tal taxa de assistência, porque fazia parte do pacote. Então, já que eles não estavam sendo honestos comigo, decidi cancelar a minha assinatura, pois não me interessa ter negócios desse tipo. Transferiram a ligação e esperei mais de quinze minutos, então desisti. Mas tornei a ligar mais três vezes e me deixaram esperando de novo, então na quarta ligação avisei que era a última tentativa, que se não resolvesse daquela vez eu iria a Anatel, que lá eu resolveria muito mais rapidamente o meu problema. A atendente me fez esperar um tempão, mas não transferiu a ligação. Disse que falaria com o seu coordenador e então me prometeu que estava cancelada a minha assinatura, que o meu sinal cessaria no dia 19 de setembro (o dia da ligação era 30 de agosto), pois como a gente paga antecipado, isto é: a gente primeiro paga, depois assiste, eu já tinha pago até o dia 20 de setembro. A atendente me adiantou que antes do dia 19 alguém da Sky me ligaria.
Fiquei tranqüilo, mas no dia 13 de setembro recebi uma nova fatura, como se o procedimento de cancelamento da minha assinatura não tivesse surtido nenhum efeito. E não tinha mesmo, pois liguei para lá para saber porque recebera mais uma fatura se havia cancelado a minha conta com eles e fiquei sabendo que, na verdade, não tinham encerrado nada, a minha conta continuava em ser. Conjeturei com a atendente que era a quinta vez que eu estava ligando, que tinha o protocolo da ligação do dia 30 quando havia sido feito o cancelamento, mas acabei ficando meia hora ao telefone, de novo e a me transferiram para o departamento de cancelamento. Fiquei mais uns cinco minutos ouvindo propaganda da Sky, até que alguém me atendeu.
Contei toda a história novamente e a criatura queria saber porque eu queria cancelar. Perguntei se o fato de ser a quinta vez que eu estava ligando e as meias horas que eu fiquei esperando não eram motivo suficiente. Tentaram me segurar, fazendo abatimento, etc., etc., mas como confiar com tudo o que já ocorrera até então? Disse que já tinha assinado outra TV a satélite e ela quis saber qual era. Com um saco de paciência que eu não sabia que tinha, disse que não vinha ao caso – como se ela não soubesse qual é o único corrente da empresa dela. E apesar da insistência para que eu não encerrasse a minha assinatura, disse que não me interessava nada do que eles me oferecessem e queria apenas que procedessem ao meu desligamento.
Então finalmente ela me deu o protocolo de cancelamento e eu pedi a gravação do dia 30, para ir a Anatel e denunciar o tratamento que a dona Sky dá aos clientes dela.
Já vi em jornais e na internet que eu não sou o único que teve problemas com ela. Há uma legião de clientes desrespeitados que estão migrando para outras empresas. A Sky que se cuide, porque eles não são os únicos no mercado.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A LITERATURA TRANSCENDE O LIVRO

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Sei que já falei do coquetel de lançamento dos livros da Coleção Letra Viva, publicada em homenagem aos 30 anos de atividade do Grupo Literário A ILHA. Mas volto ao assunto, porque Célia, a nossa Célia Biscaia Veiga, cronista, poeta, atriz, bancária, gente finíssima, foi inspirada, inspiradíssima na produção daquela noite.
Foi ótimo reunir de novo o grupo em Joinville – pena que nem todos os integrantes do grupo da região puderam comparecer – e relembrar tantos eventos que fizemos acontecer nos anos oitenta e noventa. Lançamentos como esse, realizado na Biblioteca Municipal Rolf Colin, que a gente fazia acontecer no Museu de Arte, no Arquivo Histórico, no Hall do Banco do Brasil, e em vários outros locais da cidade. E Célia recriou, melhor do que o melhor evento que podíamos ter realizado, uma noite de cultura e literatura para não esquecermos jamais.
O auditório montado na sala de leitura da biblioteca municipal ficou lotado de convidados. Depois de nos apresentarmos e de falarmos do Grupo A ILHA e dos seus trinta anos de literatura, a literatura que estávamos ali para oferecer nos livros que leváramos para lançar, começou a sair dos quatro volumes da Coleção Letra Viva e tomou forma na voz e na interpretação do grupo de atores que Célia dirigiu.
Primeiro foi a crônica da Mary Bastian, "Há braços", que começou a ser lida para o público. E quando chega a hora que a autora narra a passagem em que ela viu jovens na praça com cartazes, dizendo que o abraço era de graça, três ou quatro pessoas se levantaram no meio do público e começaram a abraçar todas as pessoas da plateia. Foi emocionante.Depois foi a vez do texto de Célia, “Não é Comigo”, sobre o atendimento de Call Centers, que deixam a gente esperando horas e nunca querem ouvir o que temos a dizer. Foi hilário, foi muito engraçado uma pessoa ao telefone tentando se fazer ouvir, mas apenas ouvindo “vamos transferir a sua ligação”, “Não desligue que a sua ligação é muito importante para nós”, “Este assunto não é comigo”. Bem como acontece na vida real.
A minha crônica apresentada foi “Jacatirões no Jardim”. E a dramatização foi linda, muito original, pois enquanto ela era lida, algumas pessoas montaram o "esqueleto" de uma árvore e foram distribuídas para o público flores de papel crepon brancas, rosas e lilases, representando as flores de jacatirão e todos foram convidados a colar esses papéis coloridos na árvore. Assim, quando terminou a leitura, a árvore estava florida.
Ouve declamação de poema, também, além do poema de Quintana que estava embutido na minha crônica.
Foi uma noite maravilhosa. Um público fantástico, gente que prestigia a cultura de gente da terra e que, com a criatividade e o talento da Célia em organizar, tornaram tudo muito agradável.
Uma colega nossa, de banco, que foi com o namorado, contou-nos da impressão dele. Nunca tinha ido a um evento assim, a uma sessão de autógrafos e não imaginava que podia ser tão agradável. Ponto para a Célia e o seu grupo de atores, que com sua dedicação, tornaram possível um encontro literário tão bonito.

domingo, 12 de setembro de 2010

DERRADEIRO LIVRO DE QUINTANA: SÓ MEU...

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Nas minhas andanças por bibliotecas escolares, guiado pela professora Mariza, encontrei um livro de Quintana, de 2007, que eu ainda não conhecia. Trata-se de “Só Meu”, livro organizado por Elena Quintana, que selecionou poemas e trechos da obra do poeta “passarinho”, colocando ao alcance do público infantil o universo lírico de Quintana.
Nessa obra estão poemas, trechos de prosa e de poemas dos livros “Melhores Poemas de Mario Quintana”, “Apontamentos de História Natural”, “Preparativos de Viagem” e “Baú de Espantos”.
O livro, da Editora Global, faz parte do acervo do Programa Nacional Biblioteca da Escola 2010. As ilustrações são de Orlando e a apresentação do livro é primorosa.
E tem o diferencial de trazer espaços, nas páginas, paralelamente aos textos e aos desenhos já existentes, para que os leitores coloquem sua marca, desenhando, dando a sua forma particular à interpretação da obra, como queria o autor: “Os livros de poemas devem ter margens largas e muitas páginas em branco e suficientes claros nas páginas impressas, para que as crianças possam enchê-los de desenhos – gatos, homens, aviões, casas, chaminés, árvores, luas, pontes, automóveis, cachorros, cavalos, bois, tranças, estrelas – que passarão também a fazer parte dos poemas...”
Grande descoberta, feliz descoberta de mais um livro de Quintana, grande Quintana. Olhem como “O Poeta Começa o Dia: Eu sei me teleportar: estou agora / em um Mercado Estelar... e olha! / acabo de trocar / - em meio aos ruídos da rua / alheio aos risos da rua / todas as jubas do Sol / por uma trança da Lua!” Não é fantástico? É Quintana, só podia ser ele!

sábado, 11 de setembro de 2010

AS BIBLIOTECAS DE NOSSAS ESCOLAS

Por Luiz Carlos Amorim - Escritor - http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

Andei visitando bibliotecas de algumas escolas, tanto estadual quanto municipal - a gente vai às escolas e acaba não passando pelas suas bibliotecas e isso é imperdoável - e constatei alguns fatos que passam desapercebidos pela gente, se não somos professores atuantes. Como sou professor, mas não estou na ativa, vou prestar mais atenção nas bibliotecas escolares daqui por diante.
Por exemplo: as escolas estaduais não têm bibliotecário, porque o estado não supre suas bibliotecas com esse profissional. O que há, nas escolas do estado, quando há, é um professor "readaptado" (e dedicado) que cuida da biblioteca e a organiza.
Depois disso, entendi porque, quando ia à escola estadual da minha cidade natal, pedia pelo bibliotecário para verificar quais livros meus já estavam no acervo da biblioteca daquela escola, para complementar com os que faltavam, e a diretora me dizia que ele não estava. Ela dizia que não estava, não que ele não existia, mas provavelmente não havia bibliotecário naquela escola. Podia até haver alguém que cuidasse dos livros, mas não era o profissional que eu procurava.Esperemos que o próximo governo que tomará posse no próximo ano resolva esse problema, pois nossos estudantes merecem ser bem atendidos nas bibliotecas de suas escolas. Não que não sejam em muitas delas, mas a verdade é que falta o profissional bibliotecário e as escolas têm que se virar para cuidar das suas bibliotecas.
Por outro lado, verifiquei que o estado e a União têm enviado livros às escolas. Vi vários livros com o selo do nosso estado, embora dentre todos, apenas três de autores catarinenses: os clássicos Cruz e Sousa e Luiz Delfino, que não podem faltar e Salim Miguel. Isso sem falar do livro do Tezza, comprado aos milhares pelo estado, distribuído aos alunos do segundo grau, por que era obra selecionada para o vestibular, e depois recolhido e mandado aos montes para bibliotecas municipais. A impressão que se tem é que não há mais escritores catarinenses além desses.
E vi, também, muitos bons livros infantis enviados pelo MEC, inclusive um de Mario Quintana, embora também não tenha visto nenhum exemplar infanto-juvenil de autor catarinense. E olhe que os temos, de muito boa qualidade, alguns de renome nacional.
A lição que ficou é que precisamos acompanhar mais de perto a evolução das bibliotecas das nossas escolas estaduais e as municipais também. Porque precisamos cobrar mais atenção do estado para com elas e dos municípios também.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

UM DIA MÁGICO EM JOINVILLE

Como havia anunciado ante-ontem, estive ontem, dia 9, em Joinville, para o lançamento da coleção Letra Viva, na Biblioteca Municipal Rolf Colin. Fui para lá de manhã e estive visitando os alunos da professora Mariza Schiochet, nas escolas Jorge Lacerta e no CAIC Mariano Costa, pois eles leram vários livros meus e fizeram trabalhos sobre cada um deles. São centenas de alunos do primeiro grau que leram meus livros e analisaram, recriaram, complementaram, me entrevistaram numa atividade orientada pela professora Mariza que faz, isso sim, com que o escritor da terra seja conhecido e valorizado.
Agradeço a acolhida dos estudantes, os professores e dos diretores das escolas. Fui muito bem recebido, com carinho e simpatia. Assim como pela família da professora Mariza, o máximo em excelência no receber a gente.
À noite, juntei-me aos outros autores da coleção Letra Viva, Célia Biscaia Veiga, Mary Bastian e Jurandir Schmidt, para o belíssimo coquetel de lançamento dos nossos livros. Foi uma noite mágica. O salão de leitura da biblioteca ficou lotado de pessoas amigas que acorreram ao nosso chamado e revi amigos, reencontrei pessoas que não via há muitos anos, como a escritora Darci Nogueira, conheci outras, alguns já leitores meus de longa data, pessoas maravilhosas que nos fizeram companhia e enriqueceram nossas existências naquela oportunidade festiva quando comemorávamos trinta anos de atividades do Grupo Literário A ILHA, que por quase vinte anos atuou na Cidade das Flores, das Bicicletas. da Dança e da Poesia.
Então agradeço a Célia, pela organização do evento, com leitura das nossas obras, dramatização de textos nossos, declamação de poema e a homenagem a um importante integrante do grupo, o comunicador Sólon Schill, que nos deixou recentemente e que em noites como aquela, em quando atuávamos na cidade, ele é que era o mestre de cerimônia.
Agradeço também à direção da Biblioteca Rolf Colin, que acolheu e aderiu à proposta da Célia para trazermos de novo a atividade do Grupo Literário A ILHA a Joinville.
E agradeço aos tantos amigos que nos prestigiaram que foram lá nos abraçar e adquirir nossos livros, valorizando o nosso trabalho.
Foi uma noite mágica. Pra gente nunca esquecer.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

INDEPENDÊNCIA ...

Luiz Carlos Amorim

Progresso...
Grandes cidades,
arranha-céus,
computadores, máquinas.
E a ordem?
A justica?
A liberdade?
Nas grandes cidades,
A poluição, que envenena o ar,
os rios e o mar,
matam árvores, peixes,
animais e homens...
Nas grandes cidades,
a máquina substituindo o homem,
o homem construindo armas
para destruir-se a si mesmo
e à natureza.
No campo, o homem deixando a terra
pra morrer de fome na cidade.
Nas grandes cidades
e até nas pequenas,
crianças com fome,
velhos abandonados,
pela rua, sem futuro...
Que progresso é esse?
Onde a ordem?
A liberdade, a independência?
Abaixo o progresso!
Amor e respeito!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

OS GRANDES EVENTOS LITERÁRIOS E O E-BOOK

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

A ascensão, lenta mas decidida do livro eletrônico tem sido tema, também, em grandes eventos literários PELO Brasil, como FLIP e a Bienal do Livro de São Paulo, que aconteceram recentemente.Uma ou duas mesas de discussão, na Feira Literária de Parati, que tinham como tema o livro, consideraram o advento do e-book e chegaram à conclusão de que o livro, como o conhecemos até agora, continuará existindo ainda por muito tempo, como já faláramos aqui, apesar das novas tecnologias como Kindle, I-pad e outros e-readers (leitores eletrônicos).E os dois convidados para falar do assunto eram ninguém menos que o diretor da Biblioteca de Harvard, que acompanhou de perto as negociações com o Google para digitalização do acervo daquela Universidade e o diretor da Editora Penguim, uma das pioneiras na venda de e-books.A Bienal do Livro de São Paulo também procurou privilegiar a plataforma digital. O passado e o futuro do livro se encontraram na Bienal. Grande parte dos títulos era impresso, mas os e-books estavam lá, chamando a atenção até de quem nunca tinha ouvido falar deles.Os e-readers, leitores eletrônicos dos e-books, que também estavam à venda por lá, eram o sonho de consumo de alguns. Apesar de que o livro eletrônico ou digital não depende só do leitor eletrônico para ser lido, ele pode também ser lido no celular e no computadorEntão eles estão aí. As editoras comuns estão se preparando para eles, já há até uma reunião ou associação das grandes editoras do país em uma Distribuidora de Livros Digitais, o que significa que elas estão se organizando para publicar mais no formato digital, um novo nicho que se abre.
Os autores também, até os independentes, já pensam em publicar seus livros também no novo formato. E os leitores, alguns, estão até comprando tanto e-reader como e-book, para experimentar a nova tecnologia. É uma revolução na maneira de ler e, mesmo que o livro eletrônico não se popularize como esperam alguns, quem sabe a sua chegada não aumente o número de pessoas que leem nesse nosso Brasil? Mesmo que alguns comprem e-reader para ler jornal.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

LETRA VIVA EM JOINVILLE

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

O Grupo Literário A ILHA continua a comemorar os seus trinta anos de atividades, completados no mês de junho deste ano de 2010, desta vez em Joinville, com o lançamento da coleção Letra Viva. Será no dia 9 de setembro, as 19h30min, na Biblioteca Rolf Colin.
Os poetas escritores do Grupo A ILHA estarão reunidos para, além de autografar seus livros, fazer declamação de poemas, leitura de prosa e apresentação de performances. Até o Varal da Poesia do grupo está de volta à Biblioteca, para marcar a presença do grupo de novo em Joinville.
Célia Biscaia Veiga estará autografando “Figuras nas Nuvens”, Mary Bastian autografará “A Casca da Bergamota”, Jurandir Schmidt autografará “Flores Azuis num Canto do Muro” e este que vos escreve estará autografando seu “Terra: Planeta em Extinção”, os primeiros quatro volumes da coleção Letra Viva.
Novos volumes já estão no prelo e em breve teremos outro lançamento.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

“ANJOS AZUIS” NA LITERATURA JUVENIL

Por Luiz Carlos Amorim - Escritor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Eu já havia lido todos os livros de Apolônia Gastaldi e estava orgulhoso de ter podido constatar a grande escritora na qual ela havia se tornado. Mas faltava um para eu ler, havia um que eu não havia lido ainda. Na última Feira de Rua do Livro de Florianópolis ela me presenteou com “Anjos Azuis”, com a seguinte dedicatória: “Vai aí a aura dos Anjos Azuis, se é que já não estás Anjo!”. Nunca alguém me havia feito uma dedicatória assim e, como eu não lera ainda o livro, não entendi muito bem, mas achei singular e lindo.Agora, que já tive o prazer de conhecer os Anjos Azuis, fico lisonjeado de receber a sua aura, pois sei que eles existem por aí, menos do que é preciso, mas mais do que imaginamos, fazendo bem mais do que o meu trabalho voluntário, do que a cesta básica que posso oferecer a uma família menos privilegiada que eu, do que a ajuda em biscoitos, frango, leite, que dou à creche que recebe menos de cem reais da prefeitura para cuidar de centenas de crianças de pais que precisam trabalhar.
“Anjos Azuis” é, na verdade, uma feliz – felicíssima – incursão de Apolônia pela literatura juvenil. O livro é bonito, a começar pela apresentação: a capa é azul em fundo branco – uma íris azul com duas mãos se encontrando no centro, o título é azul, o texto, no interior do livro é em azul.
A história que o livro conta é de um azul brilhante. Apolônia mostra a ação de uma organização – secreta - de jovens que arrebanham profissionais das mais diversas áreas, como médicos, enfermeiros, empregadas domésticas, diretores de bancos, professores, padres, psiquiatras, comerciantes, engraxates, porteiros de boates, etc., para descobrir drogados e encaminhá-los para tratamento, internamento, conseguir emprego, afastá-los do grupo de vício. Controlam seus passos, conversam com a família, com professores. Só não se envolvem com políticos e não denunciam usuários. Denunciam, sim, os pontos de venda, os vendedores. Por isso os Anjos Azuis são uma sociedade secreta, por isso a necessidade de eles manterem segredo sobre as pessoas que fazem parte do grupo.
Apolônia mergulha nas atividades dos Anjos, mostrando-nos a incansável batalha de pessoas que se empenham na difícil recuperação de quem sucumbiu às drogas, drama que aqueles que tiveram a felicidade de não ter ninguém na família, ou amigos com o problema não têm idéia do que seja. Com leveza, mas mostrando sem rodeios um lado da nossa sociedade que só vemos no noticiário, a autora nos faz entender, a nós que não conhecíamos o problema, que a droga faz vítimas e não bandidos. Os bandidos são aqueles que distribuem as drogas, que induzem à dependência para poder vender.
O livro de Apolônia precisa ser lido, não só pelos jovens, mas por jovens de qualquer idade, dos oito aos oitenta. Essa idéia de solidariedade, de dedicação ao outro, de abnegação, de doação, precisa se multiplicar, precisa ser mais realidade.