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quinta-feira, 14 de julho de 2011

DANÇA E CONQUISTA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/


Receber apresentações em Power Point no correio da gente é comum, todo dia vem alguma coisa. De vez em quando a gente recebe algumas coisas bem interessantes. Acabo de receber um texto, com muitas fotos, sobre dança.

Eu sou um dançarino muito ruim, mas gosto muito de dançar. Vou aprendendo devagarinho, aprendo hoje e amanhã já não lembro mais o passo aprendido, mas vou insistindo, porque quanto mais eu dançar, mais vou fixar. Além de exercício aeróbico dos melhores, a gente conhece pessoas que também gostam de dança, faz ótimas amizades, companhias agradáveis para sair por aí a bailes e festas. Faz bem para a saúde, para a alma, para o coração. A Renata, nossa professora de dança de salão e de zouk, é que gosta de enfatizar isso e gosta também que se divulgue isso.

A dança, então, é tudo isso e muito mais: ela melhora a nossa postura, faz-nos andar com mais elegância, mantém a nossa boa forma. Faz bem para a nossa autoestima.

Então a apresentação sobre dança que recebi veio me mostrar que há mais, que a dança deixa transparecer nossa personalidade, nossa maneira de ser e de viver. O texto revela que a dança, antigamente – na verdade, o texto mencionava trinta anos atrás -, servia para as moças casadoiras (gostaram da palavrinha combinando com a época lembrada?) escolherem os candidatos a marido. Como o cavalheiro é quem comanda na dança – é ele que deve conduzir a dama – a moça avaliava o parceiro: a sua inteligência, rapidez de raciocínio para escolher os passos, fazê-la acompanhá-lo, orientá-la, abrir caminho pelo salão, segurá-la e protegê-la, tudo ao mesmo tempo.

Realmente o cavalheiro tem muito funções a executar, o que faz com a dama possa avaliá-lo dançando com ele uma música apenas, se ela for observadora. E isso é uma coisa que as damas realmente são: observadoras. Numa dança, o cavalheirismo do parceiro não passa despercebido e a firmeza na condução deve estar aliada a suavidade no toque no corpo da dama. A cumplicidade com carinho, saber lidar com fracasso, pedindo desculpas quando de um erro, também contam muitos pontos. E a alegria da comunhão, da pareceria bem sucedida também.

Está mais do que provado que a dança, além das tantas coisas boas que nos proporciona, ainda serve para conquistar a nossa dama, pois desnudamos nosso caráter, nossa personalidade, nossa educação diante dela quando estamos dançando.

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