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domingo, 17 de julho de 2011

NÓS E A CORRUPÇÃO

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br


Pode não parecer coincidência, pois o jornal de domingo já está nas ruas na véspera e eu postei minha crônica à noite, neste último sábado, mas foi. Só li o jornal hoje à tarde.

Costumo postar aqui no blog à noite, pois então tive o dia todo para escolher o assunto e é um horário mais tranquilo, posso escrever com calma e serenidade. Ontem eu ia publicar um comentário que eu havia começado sobre alguns livros do nosso ótimo escritor Júlio de Queiroz, mas como ainda não acabei de ler todos, preferi concluir a leitura. E pensei em escrever, novamente, sobre a corrupção, que é assunto atual todos os dias, infelizmente.

E publiquei “A banalização da impunidade”, que vocês podem conferir logo aí abaixo. Pois hoje, abrindo o jornal Diário Catarinense, deparo-me com o editorial “O Brasileiro e a Corrupção”. Ainda bem que nossos enfoques são diferentes.

Eu falo do mau exemplo de nosso poder público atolado em corrupção e beneficiado pela impunidade, em relação às crianças de jovens desse nosso indefeso país – ou o povo é que é indefeso, apesar de ter votado nos “políticos” que estão no poder, muitos deles comandando a corrupção que grassa descaradamente.

O editorial do jornal fala da publicação de reportagem publicada em um jornal espanhol, dando conta da corrupção em nosso país, com o título: “Por que os brasileiros não reagem à corrupção de seus políticos?”. A matéria do jornal estrangeiro é superficial, mas a pergunta é muito oportuna, pois nós, brasileiros, assistimos a tudo calados, aceitamos tudo passivamente.

Quando vamos nos levantar contra esse estado de coisas insustentável? Precisamos começar a fazer alguma coisa, precisamos protestar, exigir que usem o dinheiro público que é composto da quantidade enorme de impostos que pagamos, em benefício do cidadão brasileiro e não contra ele. O cidadão brasileiro precisa se preocupar menos com novelas e futebol, instrumentos de manipulação que deram certo no Brasil, e atentar mais para os seus próprios problemas, para a sua vida. Precisamos parar de fazer vista grossa para quem está nos enganando e roubando, precisamos aprender a votar melhor, a não esquecer o que os políticos aprontaram em seus mandatos anteriores para não votar mais neles. Depende de nós, somos nós que colocamos eles no poder.

Se não houver em quem votar – e infelizmente essa possibilidade não pode ser descartada – podemos anular o voto. Anulando o voto, ele não vai valer para ninguém. E se muitos anularem seus votos, alguém terá que perceber que alguma coisa está errada. E se houver metade dos votos nulos mais um, terá de haver outra eleição, com outros candidatos. É a maneira mais eficaz de protestarmos, de fazermos ver que não estamos satisfeitos com o que está aí. E, ainda, o eleitor precisa saber que assim como colocou o candidato no poder, pode tirá-lo. Mas não interessa para os nossos “representantes” que seus eleitores saibam disso, não é?

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