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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

AS TRAGÉDIAS EM ÁREAS DE RISCO

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://luizcarlosamorim.blogspot.com

Venho falando há anos da irresponsabilidade, para dizer o mínimo, do poder público, no que diz respeito à ocupação de áreas de risco em nossas cidades. Tenho denunciado repetidas vezes o descaso de nossas “autoridades”, que autorizam a construção de moradias em lugares que jamais poderiam comportar benfeitorias.
Novo ano, novas grandes tragédias, no do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e outros estados. Em vários lugares, encostas despencando com chuvas torrenciais, causando a morte de centenas de pessoas que moram em locais de alto risco. Os deslizamentos e enchentes se repetem a cada novo verão e cada vez mais pessoas, em vários pontos do país, têm denunciado a má administração pública das áreas de risco, como geólogos, ambientalistas, ecologistas, etc.Repórteres da televisão foram verificar como está a situação, nos locais onde já aconteceram tragédias nos últimos anos, e o que foi constatado é que não só não se fez nada, como as construções em áreas perigosas continuam.
A verdade é que é crime o que vem acontecendo, pois o poder público de nossas cidades não faz nada para coibir a ocupação de áreas que não devem ser usadas para construir residência. E mais: como no caso do Rio, no ano passado, o próprio poder público fez pior, depositando lixo na encosta do morro, por muito tempo, transformando a área em lixão e depois autorizando que as pessoas usassem a área para morar.
As pessoas estão morrendo, vítimas de deslizamentos de encostas, estão sendo feridas e perdendo tudo porque não foram impedidas de ocupar lugares proibidos.E não me venham dizer que não é isso, pois nesses lugares há luz, água, há urbanização e as pessoas ali estabelecidas estão pagando IPTU, na maioria dos casos.
Então os administradores que permitiram as ocupações ilegais deveriam ser responsabilizados.Gostaríamos de poder esperar que, pelo menos daqui para a frente, isso fosse corrigido. E que a médio prazo, aqueles que já estão nas áreas de risco sejam realocados. Para que não acontecessem mais tragédias como as tantas que estamos vendo pelo Brasil afora. Mas sabemos que é ilusão, que no próximo ano tudo acontecerá novamente. O governo do Rio disse, hoje, com todas as letras, que está diminuindo a verba para prevenção de tragédias nas áreas de risco. E todos fazem o mesmo: preferem tapear as reconstruções do que prevenir.
E, cá para nós, que os políticos não queiram colocar a culpa também na natureza. O que está acontecendo é apenas resultado do pouco caso e desrespeito do ser humano para com o seu meio ambiente e da incompetência em administrar.

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