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domingo, 30 de janeiro de 2011

O PARAÍSO DA MÚSICA


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://prosapoesiaecia.xpg.com.br

Nesse último final de semana pude, finalmente, matar a vontade de viver o Festival de Música de Santa Catarina, que está acontecendo em Jaraguá do Sul, já na sua sexta edição, desde o dia 20 de janeiro e vai até o dia 5 de fevereiro.
Estou impressionado com a quantidade e a qualidade da música erudita ecoando por todo o Centro Cultural SCAR e em outros locais pela cidade. Na sexta, assisti apenas ao espetáculo que fecha o dia no Grande Teatro da SCAR e no sábado fiquei circulando, desde o começo da tarde, entre os dois teatros, em andares diferentes do prédio, pois um espetáculo nem tinha acabado em um deles e outro já estava lotado com outra apresentação iniciada. É claro que há os percalços, e naquele dia, infelizmente, alguns números foram cancelados pelos estudantes, mas mesmo assim a gente poderia ter uma overdose de música. E embriagar-se de música é muito bom.
É indescritível a sensação de poder usufruir da boa música, da melhor música, ao vivo. Ouvir o som dos diversos instrumentos sem nenhuma ajuda de aparelhos eletrônicos, ter o som puro de cada instrumento, ver a expressão facial e corporal dos músicos vibrando ao executar a música, ao executar a obra de um grande mestre, prestar atenção no espetáculo à parte que é a performance do maestro.
Estar ali, de frente para a orquestra, é como estar executando um dos instrumentos musicais, é como estar ligado em 220 volts, sendo energizado com aquela onda de força que transcende a vibração do som. A gente vê a alma dos músicos, que ficam transparentes quando estão, magistralmente, recriando as obras dos grandes compositores.
A interpretação de cada um dos integrantes das orquestras, duplas, trios, quintetos ou seja qual seja o tamanho do grupo de músicos, é algo que atinge o espectador e ouvinte, amante da boa música, no ponto mais sensível: a capacidade de se emocionar, de sentir prazer em degustar uma obra prima.
Eu, particularmente, sempre gostei de música erudita, e por isso o Femusc é o paraíso da música. Já ouvi diversas orquestras sinfônicas, filarmônicas, cameratas, mas não conhecia a Banda Sinfônica. Agora conheço e achei fabulosa.
Professores, alunos, maestros, músicos todos, obrigado por essa oportunidade. Pena que não pude ficar mais, mas no ano que vem espero voltar.

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