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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

LIXO & ENCHENTE

Por Luiz Carlos Amorim - Escritor - http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

Com as enchentes que estão assolando alguns estados do país, destruindo lares, desabrigando pessoas, causando prejuízos incalculáveis na agricultura, nas estradas e nas cidades, um detalhe pequeno me vem à memória. Pequeno, mas que pode fazer diferença.
Todos nós vimos que está chovendo muito, bem acima do esperado para qualquer época, mas o problema da enchente poderia ser minimizado, se as redes pluviais não fossem entupidas com lixo, que insistimos em jogar em qualquer lugar. O lixo que não é colocado no lixo vai para os dutos que escoam a água da chuva. E em chovendo muito, como estamos vendo, os dutos estão interrompidos com o acúmulo de plástico, papel, papelão, vidros e outros tipos de resíduos. E a água começa a se acumular e invade casas, lojas, ruas, etc.
Isso me lembra da coleta de lixo diferenciada que já vi em uma ou outra cidade. O lixo normal é recolhido como em todas as cidades, mas existe uma coleta extra que leva aquele lixo não considerado normal: móveis velhos, como sofás, armários; eletrodomésticos que não têm mais serventia, como geladeiras, lavadoras, fogões, etc. De maneira que os habitantes daquela cidade não precisam esperar a noite para pegar um sofá velho, um fogão velho ou outro aparelho grande que passou do tempo de validade para jogá-lo em algum terreno baldio ou algum barranco perto de casa ou alguma beira de rio.
Às vezes o serviço é até de um particular, como vi em Jaraguá, que recolhe tudo para revender o que pode ser reciclado.
O resultado de uma ação dessas é que as chuvas torrenciais não têm causado problemas de enchente por entupimento nessas cidades, pois as galerias pluviais parecem estar funcionando bem e drenando com eficiência mesmo grandes quantidades de chuva. E as cidades ficam mais bonitas, sem cacarecos pelas beiras das ruas, encostas ou rios.
Na grande Florianópolis, ainda somos ecologicamente muito mal educados - para dizer o mínimo - pois muitos ainda jogam lixo na beira da rua. E não é só lixo doméstico, não. A gente vê montes de lixo que obviamente foi alguma empresa que desovou de caminhão, pela quantidade - em locais como debaixo de viadutos, por exemplo.
O problema dos deslizamentos é responsabilidade do poder público, que não impede que se construa em áreas de risco, mas a obstrução dos dutos de escoamento pluvial é conosco, que não devemos jogar o lixo no chão.

5 comentários:

  1. Estou completamente de acordo e parabenizo o texto. O problema eh que eu acho que a midia atraves de TV, radio, etc...deveria investir pesado em propagandas de conscientizacao do lixo no lixo, o ano inteiro mas isso nao acontece...a defasagem comeca num problema de base: na educacao e aspectos da cidadania
    PS: desculpe a falta de acentuacao no texto
    abraco
    Maisa

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  2. É isso mesmo, Maisa. Não temos educação ambiental e outros tipos de educação. Precisamos melhorar a educação neste nosso Brasilzão, para que isso melhores.
    Seja sempre bem-vinda.
    Abraço do Amorim

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  3. isso meismo voce esta serto

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  4. Excelente crônica !
    Vou usar para estudo com meus alunos, com as devidas referências e créditos !

    Clarice Villac
    aqui, o blog de nossos textos, criados por eles : http://projetoletrasearteshoracio2011.wordpress.com/

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  5. Muito bom , me ajudou muito no meu trabalho de escola

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