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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O ESTADO E A CULTURA EM 2011

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

O novo Secretário de Estado da Cultura, Cesar Souza Júnior, chegou com muita disposição para colocar ordem na casa, embora o governo já tenha determinado redução de verbas para a sua pasta. O orçamento para este ano deverá ser menor, mas ele promete cumprir o que já estava contratado.
Desafios sobram para a gestão do novo secretário. Como a reforma do CIC, por exemplo, que já vai fazer o segundo aniversário. O teatro Ademir Rosa, o maior da capital, ficou fechado esses quase dois anos, á toa, pois a reforma nele, especificamente, ainda nem começou, segundo a imprensa. Muito dinheiro já foi gasto com essa “reforma” no CIC e a coisa está mal parada, sem que ninguém responda pelo que está ou não acontecendo.
O nome do novo presidente da Fundação Catarinense de Cultura, peça chave para que as coisas se realizem ou não na cultura catarinense, ainda não foi revelado. O secretário deve estar cuidando disso com a atenção merecida, esperamos.
Mas ele está decidido a se impor e fazer mudanças. Deixar mais transparente as atividades do Comitê Gestor e do Conselho Estadual de Cultura, que deverão ser reestruturados, mudando as pessoas e implantando editais em todas as áreas e equalizando a distribuição de recursos, conforme entrevista publicada na imprensa.
O secretário falou, inclusive, das compras milionárias de livros da gestão anterior, quatro ou cinco, como aquela de livro indicado para o vestibular, de Cristóvão Teza, distribuído para todos os alunos de final do segundo grau, considerado, no entanto, impróprio para os estudantes. Milhares de exemplares do mesmo livro, que acabaram entupindo bibliotecas municipais do Estado, quando poderiam ser substituídos por dezenas de outros títulos. O Estado nunca deu, antes, livros indicados para o vestibular para os alunos das escolas públicas. Quem autorizou a compra? Quem fez a licitação?
O Secretário não deve responder estas perguntas, mas garante que compras sem a devida transparência não serão mais feitas.
E não vou bater mais naquela antiga tecla, tão repetida, de que o dinheiro gasto com tantos livros que não sabemos se serão usados, poderiam ser utilizados na publicação de obras de autores catarinenses, a serem selecionados pela Comissão Estadual de Cultura, pois esses livros quase que certamente, serão das mesmas figurinhas carimbadas de sempre, da panelinha que sempre fez parte da “cultura oficial”.
Então, senhor Secretário, estamos com o senhor, quando diz que vai mudar o estado de coisas na Secretaria de Estado da Cultura. Faça o que tiver que fazer, economize e use bem o dinheiro público. Não deixe as “comissões” que existiram no passado puxarem a sardinha para o lado delas, como tanto fizeram até o ano passado. Confiamos que o senhor terá forças para moralizar essa até agora tão malfadada “cultura oficial”.
Não esquecendo, é claro, do jornal “O Catarina”, publicado pela FCC, que precisa ter uma periodicidade – nos dois últimos anos aconteceram apenas duas edições, uma por ano – jornal que, além do visual, que modernizou-se, graças a Deus, há que melhorar a linha editorial, abrangendo a cultura e arte de todo o Estado.
Sucesso, senhor secretário. A cultura catarinense precisa de alguém que cuide dela com seriedade e boa vontade.

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