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sexta-feira, 11 de março de 2011

A CULTURA OFICIAL DA CAPITAL

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Tenho recebido livros de escritores e escritoras de Joinville, de Jaraguá do Sul e de outras cidades catarinenses que publicaram suas obras porque participaram de editais de apoio à cultura. Livros selecionados dentre muitos títulos que se inscreveram e que foram avaliados por jurados do meio literário de cada região, o que significa que são trabalhos de qualidade, com conteúdo e com aprimorada apresentação gráfica.
São várias cidades a publicarem seus editais a cada ano, dando oportunidade a novos talentos das letras locais de se projetarem, de renovarem a literatura produzida em nosso Estado.
Então me salta aos olhos uma constatação: diversas cidades catarinenses têm seus editais, não só para a literatura, mas para várias outras artes, como teatro, música, cinema, etc., mas a capital, Florianópolis, não. Florianópolis não tem um edital de apoio à cultura, que fomente a literatura, nem outras artes.
O Estado até tem o concurso Cruz e Souza, que anda um tanto quanto bissexto, nos últimos tempos – será que sai, este ano? – e que revelou, no passado, autores de romance, conto e poesia, não só de Santa Catarina, mas de todo o Brasil; tem também a Lei Grando, que determina que o Estado compre 300 exemplares de pelo menos dez livros de autores catarinenses todo ano, através de edital, mas depois de quase vinte anos sem que a lei fosse cumprida, em 2009 finalmente foi levada a efeito. No entanto, no ano seguinte já não se falou mais nela – será que teremos edital este ano?
O Estado tem outros editais de cultura que beneficiam outras artes, também, mas Florianópolis, a cidade de Florianópolis, não tem. Que capital é essa, que fica atrás de cidades do interior, que relega a sua cultura ao esquecimento? Por que será que as outras cidades podem investir em cultura e a capital não? Será falta de cultura dos próprios governantes?
Precisamos cobrar mais do prefeito e dos vereadores da capital, que não têm pensado na cultura da cidade. E cobrar intenções nesse sentido antes de votar neles.

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