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quinta-feira, 17 de março de 2011

O DINHEIRO PÚBLICO E O CIC

Por Luiz Carlos Amorim - Escritor- http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

Vejo, na televisão, uma matéria sobre a “reforma” do CIC. Faz dois anos que as tais reformas começaram e o serviço está se arrastando, mal começado. O teatro do CIC, o maior da capital, fechado há todo este tempo, nem sequer teve alguma obra começada.
E foram gastos 9 milhões, até agora. Mais quatro milhões de reais vão ser gastos para terminar a famigerada reforma, e não se sabe quando vai acabar.
Um problema no qual ninguém parece estar interessado em resolver é o esclarecimento deste descaso no uso do dinheiro público. Quem vai ser responsabilizado pelo gasto astronômico, sem nenhum retorno? Quem vai responder pela contratação das empresas que deveriam ter feito o serviço e não fizeram? E isso interessa não só aos contribuintes da capital, pois o dinheiro gasto pelo Estado nessas obras é arrecadado através do imposto pago por todos os cidadãos catarinenses.
Segundo a reportagem que vi, os nove milhões já foram pagos. O pagamento não deveria ser feito mediante etapas do serviço realizados, prontos, entregues? Quem deveria ter fiscalizado as obras? A Secretaria de Cultura e a Fundação Catarinense de Cultura, nas gestões desses dois últimos anos, não deveriam ter acompanhado o que estava sendo feito para liberar ou não os pagamentos?
São muitas perguntas que não estão sendo respondidas. O atual presidente da FCC já disse que não sabe responder. Ele recém foi empossado na direção da casa, mas vai ter que investigar o que aconteceu, assim como já prometeu o novo Secretário da Cultura, para identificar os responsáveis por tanta irresponsabilidade, para não dizer outra coisa.
Aqui no nosso estado o dinheiro some, ninguém procura os culpados nem exige a devolução. Foi assim com os quatro milhões do concerto de Natal que foi pago, mas nunca aconteceu. E o dinheiro não foi devolvido. Foi assim com os milhares de exemplares do livro do Tezza, que foi entregue para alunos do primeiro grau, recolhido e depois distribuído aos montes para as bibliotecas municipais (será que foi mesmo?). Se elas receberam, viraram depósito de centenas de exemplares de um mesmo livro, quando poderiam receber um reforço de acerto de vários títulos diferentes, com todo aquele dinheiro.

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