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terça-feira, 29 de março de 2011

FLORIANÓPOLIS TERÁ EDITAIS DE INCENTIVO À CULTURA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

Vejo nos jornais de hoje matéria sobre a criação do Fundo Municipal de Cultura em Florianópolis, que já nasce se proclamando o maior de Santa Catarina. Tomara que seja. O Fundo, que foi lançado oficialmente hoje na Fundação Cultural Franklin Cascaes, deverá beneficiar todas as áreas da cultura e arte, com exceção do audiovisual, porque já existem recursos municipais para essa modalidade. A escolha dos projetos a serem contemplados com financiamento do novo Fundo Municipal de Cultura seria feita por editais. A matéria não especifica mais, infelizmente, porque gostaríamos de saber quanto será destinado ao edital de Literatura, por exemplo, quais as artes que serão beneficiadas, quando sairão os editais, como funcionarão, que prêmios darão. São informações importantes que ficaremos aguardando.
Escrevi, no dia 12 de março, aqui no meu blog e posteriormente publiquei em alguns jornais da grande Florianópolis, a crônica “A Cultura Oficial da Capital”, chamando justamente a atenção sobre o fato de que algumas cidades do interior do Estado, como Joinville, Jaraguá, Blumenau, etc., têm editais de incentivo à cultura e tenho recebido belíssimos livros, tanto em apresentação como em conteúdo, resultantes desses editais. Florianópolis não tinha.
Parece que deu resultado, pois agora surge o Fundo Municipal de Cultura, com orçamento de um milhão e duzentos mil reais para lançar editais para todas as modalidades de arte, exceto cinema, que já tinha seu edital.
Esperemos que os editais desse novo fundo privilegie e alavanque a cultura da capital, tão carente de dispositivos que contemplem artes como a literatura, por exemplo. O Estado tem o Concurso Cruz e Sousa, mas ele tem estado bastante esporádico, nos últimos anos e não contempla só a literatura catarinense, pois tem âmbito nacional.
Então já não era sem tempo. Temos a esperança – e precisamos ter – de que os editais beneficiem os produtores de arte da capital de maneira justa, sem privilegiar panelinhas, como era comum acontecer no âmbito do Estado.

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